26 de abr. de 2009


Genteeeee...

A Elaine está promovendo um concurso muito simpático entre os blogs amigos.
Resolvi concorrer com o Fenixando, porque estou com muita vontade de ganhar o prêmio (livro Marley e Eu). Para tanto, conto com a ajuda de todos os meus amigos, familiares, seguidores, conhecidos, desconhecidos, blogueiros ou não e etc...).

Basta vocês fazerem uma visitinha ao blog “Um pouco de mim”, da Elaine, no seguinte endereço:
http://elainegaspareto.blogspot.com/
Chegando lá, votem no “Sueli Fenixando” (é o quarto relacionado).

Não é muito trabalho não, né? ... Além de tudo, terão oportunidade de conhecer um blog muito bacana, o blog da Elaine (pois o meu, vocês já conhecem, né .... hehehehehe)

Beijão!

Sueli

........

24 de abr. de 2009

Eu não sabia!!!


Hoje, venho a público confessar minha ignorância e, por conseguinte, até mesmo algumas atitudes injustas com minha família, pois vejam, não tenho condições de ficar financiando passagens aéreas para minha família, mas não é que só agora descobri que durante minha vida inteira, andei financiando passagens aéreas para as famílias daquela cambada de (censurado) lá do Congresso Nacional????

Gente, eu fazia isso e NÃO SABIA!!!!! Vai ser ignorante assim lá na (censurado), Sueli!!!!

Perdoem minha ignorância, talvez eu tenha que ler mais jornal ainda. Quando ouvi a notícia pela primeira vez: “De agora em diante, os deputados e senadores estão proibidos de usar a verba de passagens com seus familiares...”, achei que tivesse entendido errado. Mas, em seguida, a mesma notícia, afinal, naquele dia, não se ouviu outra coisa no rádio. Minha inocente pergunta: “Ué, mas antes podia????”

Mas não deu outra, tive certeza que EU ESTAVA PAGANDO PASSAGENS DE AVIÃO ATÉ PARA AS FÉRIAS DOS SALAFRÁRIOS E DE SUAS FAMÍLIAS - EUROPA, BARILOCHE E TUDO MAIS!!!!

Ah, mas não era somente para a família... também sobrava para algumas artistas. Algumas, coincidentemente, namoradas de alguns parlamentares. Mas não parou por aí. Gente, quando eu soube que a ex-esposa de um parlamentar recebeu o equivalente a 40 mil euros, referentes à verba das passagens não usadas pelo ex-marido, pensei estar delirando. Coisa impossível de digerir...

Pois é, depois de tudo, ainda ter de escutar um safado, muito indignado comentando: “Daqui a pouco, vão querer que nós, os parlamentares, usemos vale transporte ...”. Coitado, né, gente, compará-lo com gente do povo, que ofensa, não? (para o povo, é claro).

Bem, sei que não vai chegar, mas aqui vai um recadinho para aqueles que se defenderam dizendo que sempre fez porque sempre pôde. “Procurem no dicionário o que quer dizer BOM SENSO”.

Meu amigo, quando um amigo que trabalha em empresa privada, foi transferido para Brasília, teve que arranjar casa lá, para morar. E a esposa, foi junto. E é isso que acontece com qualquer trabalhador. Por que os políticos não podem fazer o mesmo? Quem sabe assim a semana deles igualar-se-iam com as nossas? ...

Ahhhhhhhh.....acho melhor parar por aqui.



Sueli Benko

23 de abr. de 2009

A Paz ...


Há alguém batendo em minha porta. Abro-a e encontro a paz pedindo para entrar. Mais do que depressa, escancaro a porta e a deixo passar.

- Por que demorou tanto a chegar, dona Paz? Há muito tempo eu já a esperava.

- Ora, ora, estou a bater nessa porta já por tantas e tantas luas. Já estava pensando em retornar.

- Não é possível, eu a chamava em meus pensamentos, como pude não escutar?

- Algumas vezes olhei pela janela e vi que a casa estava vazia. Percebi, então, que havias saído para me procurar. Sentei-me e esperei porque sabia que levaria anos para que entendesses que somente aqui poderias me encontrar. E aqui estou eu. Vem, deita-te, precisas descansar. Cantarei para que durmas. Estarei ao teu lado enquanto permitires. Ninguém mais haverá de nos separar...

...

Sueli Benko

14 de abr. de 2009

PRAZER (Tertúlia Virtual)

Dia 15 é dia de postagem coletiva da
  • Tertúlia Virtual.
    O tema deste mês é "Prazer".
    Aí vai o meu:


    “... O prazer só existe no momento. A alegria é aquilo que existe só pela lembrança. O prazer é único, não se repete. Aquele que foi, já foi. Outro será outro. Mas, a alegria se repete sempre. Basta lembrar.”
  • (Rubem Alves)


    Escolhi falar sobre a diferença entre o prazer e a felicidade, porque muitos confundem um e outro. A felicidade pode até ser encontrada na soma de diversos prazeres, mas o prazer joga nos dois times. Sim, porque prazer também pode trazer infelicidade. Quantas pessoas jogam para o alto a sua felicidade por alguns momentos de prazer! Portanto, prazer pode ser bom e pode ser ruim.

    Um pequeno exemplo:
    Sinto enorme prazer ao entrar na Haagen Dazs e tomar no mínimo três bolas de sorvete de doce de leite. Logo no dia seguinte, fico infeliz ao perceber que o ponteiro da balança andou um bocado para o lado direito...

    Preferiria ter a felicidade de não gostar de sorvete ...rs.

    ...

    Aproveito a oportunidade para copiar aqui, um trecho muito interessante, de um post que, certa vez, li no blog Interpori e gostei muito e que diz assim:

    “... Em suma, não se trata de dizer “não” ou “abdicar” do prazer, trata-se de dizer “sim” e “escolher” a felicidade. Eu não me impeço de nada, nem gosto de dizer não a nada, apenas faço escolhas, usando a palavra “sim” na direcção do que quero, para mim e para a minha vida. Há cerca de 3 anos, mais do dizer “não” ao tabaco, disse “sim” a uma vida livre e saudável. Não me impeço de conduzir a 250 km/h, apenas escolho apreciar a beleza de uma viagem segura. Não me impeço de comer o que me sabe melhor, apenas decido por uma alimentação mais saudável. Não me impeço de trair e mentir às pessoas de quem gosto como solução fácil de evitar problemas, escolho sim viver com o respeito e confiança de quem gosto e gosta de mim. Não me impeço de entrar em guerra, mas escolho viver em paz. Não me impeço de correr desesperado atrás de algo, mas caminho seguro do que vou obter. Não digo não ao sofrimento..... apenas digo “sim” à felicidade e isso é um prazer!!
    ...

    13 de abr. de 2009

    Estou de luto


    “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

    Vinícius de Moraes
    ...

    Vinicius nessa frase descreveu tão bem a dor de perder um amigo...

    Não perdi todos os meus amigos, mas um deles se foi para sempre. Quis a vida tirá-lo do meu convívio e só não enlouqueci porque não se foram todos. Mas um se foi e nem tive coragem de ir ao seu enterro. Prefiro lembrá-lo como na última vez em que o vi, naquele saguão: dando-lhe um beijo e um abraço gostoso de despedida. Eu não pensava que seria o último. Falei-lhe sobre a saudade que sentira dele. Mal sabia eu que a saudade de verdade estava começando naquele momento. Ah... se eu pudesse adivinhar, teria ficado um pouco mais com ele. Das tristezas de perdas, uma das piores é a da perda de um amigo.

    Ai, como dói...

    Hoje o dia está com a minha cara. Está cinza e chove. Minha sorte foi ter aprendido a gostar da chuva...

    Sueli
    ...

    Faxina


    Todas as faxinas, tropeços e reformas,

    nada mais foram que preparativos

    para receber-te com a casa em ordem...


    ...

    10 de abr. de 2009

    Traição dupla


    Aprendi a não chorar pela traição do amado,
    aprendi a não sofrer pela traição da amiga.

    Mas ainda não aprendi a dormir
    quando o amado, com minha "amiga" me trai
    .
    ...
    Sueli

    5 de abr. de 2009

    Expectativa


    Expectativa não parece, mas é algo que pode atrapalhar muito a nossa vida. É uma prima de segundo grau da ansiedade e pode nos causar muitos dissabores. A diferença entre as duas é que a ansiedade faz você sofrer antes do acontecimento que a origina, mas vai embora tão logo ele acontece. A expectativa pode ser justamente o contrário: deixa–nos felizes por algo que está para acontecer, mas, se o algo não acontece, ou se acontece diferente do que imaginamos, então é aí que começa a nos perturbar.

    Expectativa é uma armadilha que armamos para nós mesmos. Idealizamos uma situação como se fosse um filme, envolvendo acontecimentos ou pessoas, já considerando tudo como certo e realizado. E, quando envolvemos uma pessoa, nem sequer pedimos sua autorização para ser envolvida, ou seja, as pessoas nem sabem que estão fazendo parte da nossa fantasia.

    Quando o inesperado acontece, nosso mundo cai. Se a situação que imaginamos não acontece ou se a pessoa faz algo diferente do que idealizamos, a decepção se instala e a tristeza chega. E, se não tomarmos cuidado, ainda culpamos a pessoa por não ter agido de acordo com nossa expectativa.

    O pior é que isso acontece em nossa vida com muita constância, mas, geralmente, não percebemos. Realmente, não é fácil evitar, mas se ficarmos de guarda, ao primeiro sinal de tristeza após um plano frustrado, basta nos lembrarmos de como erramos ao escrever nosso roteiro, pois esse não é nosso papel, e de que, quando fizemos isso, estávamos, no mínimo, perdendo nosso precioso tempo; deixando de viver o presente, para não só viver o futuro, mas um futuro falso, afinal, não temos bola de cristal.

    (E isso vale até para casamento).


    Sueli Benko

    .....

    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)



    30 de mar. de 2009

    No trãnsito


    Estou no trânsito, indo para o trabalho. Tudo parado. O que me distrai é o rádio e os pensamentos que se afloram sobre um novo projeto. Há muito deixei de impacientar-me com os congestionamentos. Tenho sempre em meu carro, um bloco de papel e uma caneta, pois na última hipótese, se não tiver nada de interessante para ouvir ou nada de novo para pensar, resta-me fazer algo que gosto muito: escrever.

    Na falta de um assunto, já aprendi. Basta escolher uma palavra qualquer, que, ao ser colocada no papel, recebe uma fecundação qualquer e começa a reproduzir-se automaticamente. Minha mão apenas obedece ao comando.

    Acabei de pegar meu bloco e minha caneta, mas eis que olho para frente e vejo uma cena que me faz mudar o assunto sobre o qual ia escrever. É algo que, apesar de não mais me deixar indignada, haja vista a frequência com que acontece, ainda incomoda-me muito. O rapaz do carro da frente (chapa BNU-0570) acaba de jogar um lixo pela janela.

    Por mais que a cidade esteja suja, não tenho coragem de colaborar para que fique um pouco mais. Perdoe-me quem me ensinou que não devo julgar os outros por mim, mas, não isso não dá para aceitar numa boa, não. Sou obrigada a aceitar por ser um fato consumado, mas a vontade que sinto é de sair do meu carro, ir até lá, catar o lixo e jogar dentro do carro do fulano de novo. Confesso que só não o faço por covardia. Tenho medo de apanhar. Afinal, está tão na moda agora o homem querer medir força com mulher (como se não soubéssemos que eles são mais fortes fisicamente).

    Fico imaginando o que leva uma pessoa a ter uma atitude dessa com tanta naturalidade. Se fosse uma criança, eu até poderia entender. Poder ser que ainda não tenha dado tempo dos pais ensinarem, mas um adulto...

    Bem, o trânsito já está fluindo e sei que daqui a pouco já terei esquecido o incidente. Huuumm... mas sobre o que eu ia escrever mesmo? ... Ah! Sei lá.

    Sueli Benko

    27 de mar. de 2009

    Saudade chora ...

    Não sei se a saudade está me matando
    ou se é de saudade que eu estou vivendo,
    pois toda minha vida é feita de amor
    e meu amor hoje ...
    ... é todo feito de saudade.

    Sueli Benko
    (postado no blog antigo, em abril/2008)


    Saudade quando chegava, era para me enlouquecer.

    Hoje, saudade não chega.

    Não chega porque nem vai embora

    Saudade gostou desta casa

    Gostou do permanecer.

    Mas hoje já não me enlouquece

    E eu continuo aqui.

    Hoje, ela chora e me abraça

    Sim, hoje é a saudade que chora

    Pois sente falta de ti.

    ...

    Sueli Benko

    23 de mar. de 2009

    O outono

    Imagem retirada do site Downfull


    Ele chegou tão de mansinho que nem o verão percebeu...

    Outono é minha estação predileta. Outono lembra-me renovação. Tudo se repete na Natureza. O modelo é uno. As folhas secam e caem. Tudo parece morto, mas num belo dia, começam a despontar os primeiros brotinhos e o ciclo continua, transformando-os em folhas verdes e viçosas. E, como tudo passa, um dia voltarão a cair.

    Assim como em nossa vida, é necessário que o velho se vá para que o novo chegue mais vigoroso, mais sadio e mais bonito. O inverno interpõe-se entre o outono e a primavera, tempo em que folhas novas nascerão. Assim somos nós (ou deveríamos ser). Deixarmos que o velho se vá e criarmos um intervalo entre ele e o novo que deverá chegar. Um intervalo para que possamos voltar nossa atenção para nós mesmos, exigindo de nossa mente o silêncio profundo e, então, refletirmos para poder entender os desejos de nossa alma. Aí, então, partir para a conquista do novo, ou esperar que ele chegue.

    Cada folha seca que cai é um (pre) conceito vencido. Cada folha nova que nasce, uma chance de acertar. Saber entender o novo é uma arte, mas também, por outro lado, saber reconhecer a beleza de uma folha seca é divino.

    Sueli Benko

    21 de mar. de 2009

    O circo da vida

    Photobucket - arcilla46


    “Como é belo sermos trapezistas nesse circo em que a vida se transforma... Às vezes estamos na corda bamba, às vezes fazemos papel de palhaços, às vezes rimos dos outros palhaços, outras vezes rimos de nós mesmos - e ainda muitas outras vezes enfrentamos as feras. Mas vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança.Muitas vezes tiramos até as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que nossos saltos sejam mais emocionantes e mais altos, para que a aventura seja ainda mais perfeita e mais profunda.E se um dia nós voarmos de encontro ao chão, isso não terá nenhuma importância maior, porque também viveremos a emoção da própria queda. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!

    (Marson)




    Recebi esta mensagem de um amigo e achei sensacional a comparação. Costumo comparar a vida com uma escola, mas nunca a havia comparado com um circo. Fiquei pensando na platéia e também aí encontrei incrível semelhança. Se o palco é nossa vida, suponhamos que haja uma platéia somente de “amigos” (entre aspas, mesmo).

    Lá, então, teremos aqueles que nunca nos aplaudem e somente nos criticam (são os amigos invejosos);

    os que conversam o tempo todo e não prestam atenção alguma ao espetáculo (são os amigos dispensáveis);

    os que fingem estar aplaudindo, quando estamos para eles olhando, mas, ao virarmos as costas, criticam-nos com críticas nada construtivas (são os amigos falsos);

    os que nos aplaudem entusiasticamente sempre, independentemente de terem gostado ou não (são os nossos amigos puxa-saco);

    os que se dizem amigos mas vão assistir o seu show somente para prestar atenção no seu par (amigo sem qualificação, não sei como classificar);

    os que vivem pedindo desconto no ingresso de nosso show, mas sabemos que em outros, eles pagam até mais caro para não deixar de assistir (são os que estão ao nosso lado somente por algum interesse qualquer, mas que não tem nada a ver com a amizade);

    e, finalmente,

    os que aplaudem mais ou aplaudem menos, mas aplaudem, dependendo do que vêem, e após o espetáculo, vão até o nosso camarim parabenizarem-nos pelo sucesso ou dar-nos uma palavra de conforto caso não tenha sido um dia de sorte; estes, podem até não estar presentes no dia do show, mas fazem questão de mostrar que estavam, mesmo que em pensamento; (estes são os nossos amigos de verdade).

    (Os meus amigos do blog estão todos nesta última classificação)

    Estes foram os amigos que vi na minha platéia, mas aposto que vocês saberão encontrar outros tipos de amigos também na platéia de vocês; basta observar.

    Sueli Benko

    20 de mar. de 2009

    Dia 20 de Março - DIA DO BLOGUEIRO

    Imagem copiada do Blog Café com Notícias

    Gente, eu não sabia que existia o “Dia do Blogueiro”.

    Fiquei sabendo através de minha amiga-irmã-comadre Ana Luiza, do Bar da Ruiva e foi uma novidade muito boa, por sinal, pois a blogosfera hoje, faz parte de minha vida. Lá no Bar, mais tarde, faremos uma comemoração virtual e convido a todos para comparecer, pois haverá bebida liberada para todos, por conta da dona da casa. E, já viu, né, bebida virtual é a única que não dá problema com a Lei Seca ... rs.

    Amigos blogueiros, vamos divulgar o nosso dia!!!

    Sueli

    18 de mar. de 2009

    Amante cachorra


    Todas as manhãs, assim que acordo, num gesto que até chamaria de automático, levo a mão ao meu rádio de cabeceira, que já está sintonizado na CBN, ligo-o e fico ouvindo o Heródoto Barbeiro. Adoro as piadinhas sobre futebol que ele, corinthiano roxo, faz com as repórteres de rua, adoro as crônicas do Sardemberg, Mauro Halfeld, Juca Kfouri e Arnaldo Jabor, entre outros. Minha vontade seria ouvir o programa inteiro, mas não dá, então fico ouvindo até chegar a previsão do tempo, afinal dependo dessa informação para escolher minha roupa... Às vezes penso ser uma desculpa que dou a mim mesma para poder fazer mais um pouquinho de hora na cama (quantas vezes torço para a moça do tempo atrasar-se...rs) E, enquanto espero, vou ouvindo o programa, meio acordada, meio dormindo ...


    Estava eu hoje num desses momentos quando percebi que Jabor falava sobre políticos ladrões. Eu devia estar ressonando no início e comecei a prestar a atenção quando ele começou a dizer algo sobre: “ ... ladrões bem sucedidos ... orgulho da cafajestice ... todos arranjam amantes cachorras ... de correntinha no tornozelo ... Êpa! Correntinha no tornozelo? Acordei. Ouvi o restante da crônica, mas havia perdido o fio da meada. Porém, a “amante cachorra de correntinha no tornozelo” ficou. Levantei minha perna e olhei. Ela estava lá. Dourada com um pequeno pingente brilhante. Sorri. Eu ... tornozeleira... amante cachorra ... rs. Será? Será que realmente é isso que podem pensar de uma mulher que usa um enfeite no tornozelo?... Lembrei-me de uma amiga, cujo marido não a deixava usar esse adereço. Tomara que ele não tenha ouvido o programa, pensei. Mas, o que significa uma amante cachorra, perguntei-me. Uma ofensa ou um elogio..? Poderia ser uma coisa ou outra, depende... (preferi considerar um elogio...rs)

    Mas o tempo era curto e eu precisava ir para o trabalho. A moça do tempo avisou que iria chover à tarde. Vesti-me e olhei novamente para meu tornozelo. Deveria tirar a correntinha? Sim ou não? ... Sim, devia tirá-la e foi o que fiz.

    Era dourada e não combinava com a roupa de hoje. Tirei, guardei, peguei a prateada, coloquei no meu tornozelo e saí para o trabalho fantasiada de amante cachorra... rs.
    Sueli Benko

    15 de mar. de 2009

    DESEJO


    Tema Desejo - Tertulia Virtual - Março


    Desejo em Espiral - Rose Canazzaro


    “Conta-me teus desejos e te direi quem és”

    O que é nossa vida senão um punhado de desejos?

    O que é nossa felicidade senão um desejo satisfeito?

    O que é nossa tristeza senão um desejo frustrado?

    Quem serias tu se meu desejo não te notasse?

    Quem seria eu se de desejos não me fizesse?



    Desejo meus desejos vivos,

    simples ou loucos, na boa ou na raça.

    Desejo sempre minha vida viva

    e que a morte, nunca de desejo se faça.



    Sueli Benko

    14 de mar. de 2009

    Permita-me ser seu espelho essa noite!


    Então eu estou aqui

    e você também

    Me permita ser o seu espelho esta noite

    cantar em mim o teu encanto,

    tua estranheza e teu espanto

    Como quem sabe no fundo

    que não há distância neste mundo,

    pois somos uma só alma

    Me permita ser esta noite

    a voz que te canta e se encanta de ti

    Que te faz sentir-se e parar,

    como quem volta pra casa

    e resolve se amar.


    Somos livres e não possuímos as pessoas

    Temos apenas o amor por elas e nada mais

    E é preciso ter coragem para ser o que somos

    Sustentar uma chama no corpo,

    sem deixar a luz se apagar

    É preciso recomeçar no caminho que vai para dentro,

    vencendo o medo imaginado,

    assegurar-se no inesperado,

    confiando no invisível,

    desprezando o perecível,
    na busca de si mesmo

    Ser o capitão da nau

    no mais terrível vendaval

    Na conquista de um novo mundo

    mergulhar bem no fundo

    para encontrar nosso ser real

    E rir, pois tudo é brincadeira

    Que cada drama é só nosso modo de ver
    A vida só está nos mostrando

    aquilo que estamos criando

    com nosso poder de crer.


    (Luiz Antônio A.Gaspareto)

    9 de mar. de 2009

    Ansiedade & BSP


    Às vezes, pergunto-me por que inventamos tantas guerras contra nós mesmos. Certo estava quem afirmou que nosso maior inimigo está dentro de nós. Queremos sempre encontrar um culpado para nossas dores, nossas decepções, nossos fracassos, mas, se pararmos para pensar, os únicos causadores de tudo isso são certos sentimentos que insistimos em cultivar.

    Desde que uma mestra ensinou-me que todos os nossos sofrimentos (sem exceção) tinham sua origem em algum dos quatro medos principais (medo de perder, medo de enfrentar, medo do abandono e medo de morrer), a cada dor que surge, procuro sua origem em alguma dessas nascentes. Descobri que o segredo não está em eliminar a dor, mas sim, em eliminar o medo.

    Mas... como acabar com um medo? É muito difícil, não é? Sim, é. E como é! Mas a boa notícia é que é possível.

    Só que é preciso acreditar nessa possibilidade. Muitas vezes, para se conseguir essa façanha, é até necessário alterarmos alguns conceitos e convicções. Sei que para algumas pessoas isso também é muito difícil, mas, que tal abrir a cabeça para conhecer o novo e refletir um pouco sobre “coerência” ou sobre “quem inventou isso que aprendi”?

    Um exemplo: o medo de enfrentar (convicção errônea: derrota = fracasso).

    Por que o medo de enfrentar? É óbvio que o medo está focado no resultado. E no resultado de algo que ainda não aconteceu (futuro), ou seja, “medo do que não existe”. Conclui-se que ansiedade é a pretensão de querer adivinhar. É um dos sentimentos mais inúteis que podem existir.

    Como podemos trabalhar isso? Usando o poder do mais santo remédio: o auto amor.

    O auto amor tem um ingrediente que apelidei de BSP (Bancar a Si Próprio).

    BSP nos ensina a sempre ficarmos ao nosso próprio lado, nunca nos condenarmos, nunca nos desacatarmos, nunca nos arrependermos, nunca nos criticarmos, nunca nos abandonarmos, nunca aceitarmos permanecer caídos, se impossível for impedirmos uma queda.

    Diante de uma situação crítica, se eu me perguntar: “O que de PIOR pode me acontecer (mas o PIOR mesmo)? Ao obter a resposta, pergunto-me: “Se esse PIOR acontecer, o que farei por mim? Como eu me tratarei? Onde me colocarei? Será que, se o pior acontecer, serei capaz de encarar esse pior como um aprendizado e não como uma derrota? Serei capaz de acreditar que precisei daquilo para me fortalecer? Serei capaz de aceitar que a derrota somente está na cabeça de quem quer encará-la como um “fim”? Serei capaz de olhar para dentro de mim, erguer a cabeça e dizer-me: “Vem, vamos seguir em frente; mais um passo dado, mais uma lição aprendida. A coisa aconteceu, já passou, mas eu estou aqui – comigo! Eu, comigo, sempre!”

    É bom acreditar que a vida é bela e que o sucesso pode não estar onde o enxergamos, que as alucinações que temos podem nos atrapalhar muito se não entendermos que são falsas. Às vezes, a vitória está, não no encerramento de um caso, mas na certeza de termos aprendido o que fazer com ele e de termos extraído dele aquilo que deveria ter sido nosso principal objetivo: termos conseguido aprender o BSP, pois o dia que tivermos nos diplomado nesse quesito, jamais a ansiedade encontrará o caminho para chegar até nós.

    Quem escreve isto é alguém que ouviu, refletiu, assimilou, praticou e conseguiu. Minha prática foi adquirida ao enfrentar o medo de perder. Sei que tem alguém aqui que está precisando urgente aprender a perder o medo de enfrentar (deu até um trocadilho aqui... rs). A essa pessoa eu digo: o método é o mesmo. Ninguém precisa ser infalível, ninguém precisa ser perfeito, ninguém precisa ganhar todas. Todos têm o direito de se esquecer, todos têm o direito de errar, todos têm o direito de perder e, principalmente, todos têm o direito de “recomeçar”.
    Se o “PIOR” acontecer, você terá uma das maiores vitórias de sua vida se conseguir BSP (Bancar a Si Própria)!!!

    (O resto, será apenas ... o resto)

    Sueli Benko

    8 de mar. de 2009

    Dia Internacional da Mulher


    Eu apenas não queria deixar passar em branco. Pensei em algo simples para escrever, algumas palavras apenas que, de certa forma, homenageasse a nossa classe. Queria falar das mulheres em geral, mas descobri que não basta ser mulher. É preciso ser mulher íntegra, mulher sincera, mulher honesta, mulher cúmplice e tudo isso resume-se na "mulher amiga".

    Se não souber ser amiga, não adianta ser mulher.

    Assim sendo, rendo hoje minha homenagem a todas as minhas amigas!!! (incluindo mãe, irmã, noras, sobrinhas e primas, pois de nada adiantaria o parentesco se não fossem minhas amigas).

    Muito agradecida pela amizade que me dedicam, pois ela é meu esteio, meu calmante, meu ponto de apoio, minha companhia, meu alento, meu muro de arrimo, meu prêmio.

    Amo vocês, meninas!

    Sueli

    1 de mar. de 2009

    Uma notícia e um convite

    Meus queridos amigos:

    Hoje, tenho uma notícia e um convite especial.

    Notícia: temos duas blogueiras novas no pedaço. Uma é Ana Elizabeth, diretamente de Cajazeiras, na Paraíba. Doce e adorável. A outra é Regina Márcia, uma mineirinha amiga minha que não conhecia ainda a blogosfera. Elas têm vocação para escrever e serem simpáticas, por isso as incentivei a conhecer este nosso mundinho bom. Felizmente gostaram, então fomos agraciados com mais duas amigas.

    Convite: visitem seus blogs:







    Abração proceis!

    Sueli

    25 de fev. de 2009

    Trote estudantil


    Primeiramente peço desculpas pela defasagem do assunto, mas eu já havia começado a preparar este post e não tive tempo de terminá-lo durante estes dias todos. Faço, no entanto, questão de deixar aqui registrada a minha revolta com essa barbárie chamada de “trote estudantil”.

    Não sei se é ignorância minha, mas, por mais que eu tente entender, por mais que eu busque um pequeno motivo para que isso aconteça aos alunos, justamente no momento em que estes deveriam estar recebendo um prêmio, não consigo encontrar nada; nada que justifique a aplicação dessa pena, dessa ridícula e inconcebível brincadeira de mau gosto (pelo menos, na minha opinião).

    Também não entendo porque os próprios alunos aceitam. Eu não aceitei. Recusei-me a participar e “ai” de quem me encostasse a mão! Sei lá, eles me respeitaram, não passei por essa humilhação (meu filho, também não – às custas de faltar uma ou duas semanas à aula, mas eu o aplaudi e tenho certeza que ele jamais participará de um ato bárbaro desses, nem passiva e nem ativamente).

    Alguém pode me explicar ONDE ESTÁ a graça? Qual é o tipo de satisfação que se tem ao submeter um colega a essas humilhações e, muitas vezes, agressões físicas? Agressões estas que já levaram não sei quantos alunos ao hospital? Ou até mesmo à morte, como foi o caso daquele rapaz que faleceu afogado na piscina da USP, vítima de um trote estudantil, há alguns anos atrás??? Este ano chegaram ao cúmulo de jogar ácido nos corpos de alguns deles? Será que algum dia não terão a idéia de praticar roleta russa também????

    Gente, que civilização é esta??? Alguém pode me explicar?

    Tudo bem que resolveram criar uma lei para regularizar o trote. Já é alguma coisa. Mas, na verdade, ainda não é o suficiente, pois trote deveria ser proibido em qualquer seguimento (não, regularizado). Não entendo muito de lei, mas penso que essa “brincadeira” fere a dos direitos humanos. Ninguém pode ser obrigado a nada, nem a fazer caridade. Convidar os alunos a doar sangue, visitar doentes nos hospitais, etc. é muito digno e muito bonito, desde que seja um ato “voluntário”, mas nem isso posso aceitar que seja imposto a alguém.

    Bem, pessoal, é isso aí que eu precisava botar para fora.

    Sueli Benko

    15 de fev. de 2009

    É isso que importa


    A expectativa fez-me voltar no tempo,

    quando eu ainda acreditava
    no amor,

    em você.

    O saber de hoje, ignoro.

    Nada me importa,

    vendo meus olhos,

    fico longe de mim,

    não quero saber.

    Você veio.

    É isso que importa.


    Sueli Benko

    12 de fev. de 2009

    (um achado)


    “Tenho imagens que não estão nos olhos,

    mas um pouco abaixo deles.

    Que não estão na mente,

    mas um pouco abaixo dela.

    E que também não estão no coração,

    mas passeando como sangue,

    por todos os tecidos da pele

    ao mesmo tempo.

    Plasma e oxigênio.

    Ar e sufoco.”



    (Elvira Schuartz)


    ............................................................................


    Encontrei isso em algum lugar, não me lembro onde, mas sei que adorei e copiei num pedacinho de papel. Hoje, arrumando um armário, o encontrei. Vim aqui e postei.
    Sueli

    5 de fev. de 2009

    Dúvida



    Se eu acreditasse na maldição da serpente, iria pensar que não foi uma maçã que ela deu a Eva, mas sim, um pacote de dúvidas (rs). Como essa danada atrapalha a vida da gente, não? Em hora de decisão importante, principalmente. Não sei se é pelo fato de ter meu ascendente em Gêmeos, mas o fato é que ela é presença constante em minha vida. Faço ou não faço? Arrisco ou não arrisco? Aceito ou não aceito? Tento ou não tento? Mudo ou não mudo? Troco ou não troco?


    Quando a escolha envolve uma perda, fica bem mais difícil decidir. Trocar é fácil quando não há nada a se perder, mas quando o objeto da troca é inconstante, fica sempre a dúvida: e se o antigo se torna melhor que o novo depois da troca?


    Tenho a impressão que a dúvida em demasia não é algo comum entre todas as pessoas. Mas quem sofre disso sabe do que estou falando.


    Bem, eu estava na dúvida se iria postar esta besteira aqui, hoje, mas resolvi postar.


    Não liguem, não, é apenas um desabafo (bobo).


    Sueli Benko

    3 de fev. de 2009

    Meme

  • Majoli me ofereceu um selo
    que vem acompanhado de um Meme
    Obrigada minha amiga!


  • As regras são as seguintes:


    1. Linkar a pessoa que lhe indicou

    2. Escrever as regras do Meme em seu blog

    3. Contar seis coisas aleatórias sobre você;

    4. Indicar mais seis pessoas, colocando seus links no final do post;

    5. Deixar a pessoa saber que foi indicada, deixando um comentário para ela;

    6. Deixar quem o indicou saber quando você publicou seu post
    ..........................

    Então, faço agora, a minha parte. Vamos lá:

    1. Estudei, quando criança, num colégio de freiras e, tendo um pai super enérgico, vocês podem imaginar a “cabecinha” aqui como era (Maria Santinha ... irgh!). Uma adolescente “puritana” e preconceituosa (Afff..).

    2. Comecei a trabalhar com 15 anos e desde o início de minha vida profissional, em todos os meus empregos, sempre trabalhei com importação e exportação, até o dia que me formei em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior. Desde então, nunca mais trabalhei nessa área ... rs

    3. Casei-me duas vezes. O primeiro casamento foi muito complicado; acho que um bom treino para saber valorizar meu segundo esposo, meu grande amor. Não vou morrer desta vez, tendo qualquer dúvida sobre ter sido amada e respeitada verdadeiramente por alguém. Mas, sou viúva há oito anos.

    4. Sou espiritualista e buscadora incansável. Busco, aprendo, vivencio e só então, acredito (ou não). Condição principal da lição para mim: coerência. Tudo isso causou grandes mudanças em minha vida. Tem dia que não me reconheço. Está sendo tudo muito rápido.

    5. Gosto muito de comida brasileira (de preferência, mineira), adoro cozinhar (feijoada é meu forte e, claro, acompanhada de uma caipirinha - de pinga), mas não dispenso uma pizza (um queijo, dois queijos, três, quatro, cinco queijos ...), sempre acompanhada de um bom vinho tinto seco (aliás, o vinho está muito presente em minha vida); adoro cinema e leio até cansar. Gosto muito também de escrever. Não sei viver sem um computador. Melhor que tudo isso, acho que só um bom papo... rs

    6. Sou mulher apaixonada, movida a amor. Prefiro amar sem ser amada do que simplesmente, não amar. E os amores, bem, hoje reconheço que sempre tive e tenho aquele que, no momento certo, mais necessitei e necessito para meu aprendizado, por isso, sou agradecida a todos.

    É isso aí.

    .............................

    Eu poderia indicar seis pessoas, mas prefiro que qualquer um de vocês, amigos blogueiros, caso sinta vontade, conte-nos em seus blogs, um pouquinho de vocês, assim como eu fiz.

    Sueli
    ..........

    1 de fev. de 2009

    ... uma carta de amor


    Se hoje eu me transformasse
    em papel e palavras,

    com toda certeza eu seria
    uma doce carta de amor.

    .......

    Sueli Benko

    27 de jan. de 2009

    Perfeição


    O dia mais lindo é aquele que se inicia
    com o som da sua respiração,
    com o toque da sua mão,
    com a ternura do seu beijo.

    A noite mais perfeita é aquela que antecede o dia mais lindo.
    ...
    Sueli Benko

    18 de jan. de 2009

    Migalhas? ...


    Teve um dia que, de tanto amar o outro,
    aceitei migalhas.


    Hoje, de tanto me amar,

    não como mais pão ...


    Sueli Benko

    14 de jan. de 2009

    Quando você me toca ...


    ... coloco-me amarras,
    vendo meus olhos,
    tampo minha boca,
    dispo-me do desejo...

    Não me rendo,
    não fraquejo,
    não me arrependo.
    Já estou me acostumando...

    com meus dias,
    com minha vida,
    com meu tudo,
    sem você
    .
    Sueli Benko

    11 de jan. de 2009

    Aprendendo a perdoar



    Alguém me pediu para escrever sobre o perdão. Não que eu me julgue alguém competente no assunto, nem tenho cátedra para isso, mas, aceitei escrever, simplesmente como alguém que já aprendeu a perdoar.

    Por haver aprendido sobre o amor, por haver entendido a vida e suas manobras quando deseja nos ensinar algo, por saber que nada acontece por acaso, por acreditar que semelhante atrai semelhante e, finalmente, por ter comprovado que existe a lei da projeção*, eu não tenho dificuldade alguma para perdoar quem quer que seja. Digo mais: nem me lembro da última vez que precisei fazê-lo. Simplesmente não tenho tido motivos para ter que perdoar, porque não tenho dado mais aos outros o poder de me ferir.

    Na verdade, não mais acredito que as pessoas têm o poder de nos magoar. Nós, sim, é que nos magoamos com as coisas que as pessoas fazem, pois está em nós o poder de decisão: se aceitamos a ofensa ou se simplesmente a ignoramos. Na verdade, sou da opinião que seria melhor treinarmos a não aceitar ofensas, pois teríamos muito menos, ou quase nada, a perdoar.

    “Falar é fácil. Isso é muito difícil!”. Aposto que é o que todos me dirão. E eu respondo: “Realmente, é muito difícil! É óbvio que é muito difícil!”. Acontece que esta vida tem um sentido. Não estamos aqui por nada. Estamos aqui para aprender algo. A vida é como se fosse uma escola. Se algo é fácil, é porque já sabemos. Tudo o que não sabemos, é difícil, mas é difícil enquanto não aprendemos. Lembro-me de que, antes de ter minha carteira de habilitação, eu achava que dirigir um veículo seria difícil demais. Hoje, acho muito fácil. Óbvio, hoje já sei.

    Não me interessa aprender coisas fáceis. Quero e devo aprender o difícil. Sei que perdoar é difícil, mas é difícil para quem ainda não sabe. Aliás, se eu não soubesse perdoar, estaria em maus lençóis, pois existe uma pessoa que fez (e faz) tantas, mas tantas coisas com as quais tanto sofri nesses últimos anos (e como sofri...!), mas nem tive necessidade de perdoar, pois por nenhum momento sequer odiei essa pessoa. Quando entendo que ela continua fazendo as mesmas coisas e que já não sofro, só posso agradecê-la, pois foi ao seu lado que aprendi a não dar o poder para os outros me fazerem sofrer. Precisei dela para aprender, pois sem alguém provocando meu sofrimento, digam-me, como eu poderia ter certeza que aprendi? A situação, hoje, é a mesma de alguns anos atrás, mas com a grande diferença: hoje não sofro. Por esta razão, tenho certeza que logo, logo, essa pessoa não fará mais parte de minha vida, pois sua missão terá terminado (ou então, continuará fazendo, mas representando um novo papel).

    Se você quer aprender a perdoar, entenda que “é preciso” que alguém lhe dê motivos para que você tenha que perdoar. E o motivo é justamente uma ofensa, uma mágoa, um desacato, ... sei lá.
    Está cientificamente provado que mágoa guardada gera problemas sérios para a saúde. Não para a de quem provoca a mágoa, mas sim, para a de quem a sente. Aí é que entra o amor. Amor ao próximo? Pode ser, mas somente após amar a si próprio. Amar-se é querer o seu próprio bem, acima de tudo (e de todos) e quem quer seu próprio bem, tem que aprender a trocar o ódio pelo amor.

    Amar a quem não nos faz mal é muito fácil. Conseguir amar àquele que nos mostrou termos descuidado de nós mesmos, não é nada fácil, não. É muito difícil enfrentar a verdade, mas depois que aprendemos... fica fácil.

    Se for verdade ou não que a falta de perdão pode provocar um câncer, como temos ouvido falar, por via das dúvidas, é melhor perdoar. E perdoar não significa concordar com o que a outra pessoa fez, mas entender que precisávamos daquilo para aprender alguma lição. Baseados nesta verdade é que existem muitos ensinamentos, especialmente os orientais, que nos ensinam a amar e agradecer aos nossos inimigos. Eles são nossos mestres , ou, pelo menos, os instrumentos de nossa maior mestre: a vida.

    Outro dia, ouvi uma frase espetacular que posso adequar a este assunto: “O grande aprendizado não está nas ofensas que recebemos, mas no que aprendemos a fazer com elas”

    Sueli Benko
    ........

    *lei da projeção = enxergar no outro o seu próprio defeito, espelhar-se no outro, artimanha usada pela vida para nos fazer enxergar no outro o nossos próprio defeito, já que não conseguimos olhar para nós próprios.
    ...........
    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)

    10 de jan. de 2009

    Vendo e ouvindo Maysa

    Não é à toa que não tenho marcado qualquer compromisso para as noites de minha semana. Ter a chance de reviver o tempo de Maysa... eu que cheguei a assisti-la ao vivo... Não tem preço. Ainda jovem, já admirava a personalidade dessa mulher. Claro que nunca concordei e nunca entendi o que a levou a beber, fumar e aprontar tanto. Parece que todos nós prevíamos seu precoce fim. Ai... que pena!!!

    Hoje ela estaria com 70 anos, mas aposto que cantando tão bem como quando tinha 25. Não sei se por eu ter sido derrubada tantas vezes, minha música predileta sempre foi “Meu Mundo Caiu”. Não por ter caído tanto, mas por ter aprendido a me levantar ... sempre.
    ...............................................................................



    Meu mundo caiu
    (Maysa - 1936/1977)


    Meu mundo caiu

    E me fez fez ficar assim

    Você conseguiu

    E agora diz que tem pena de mim

    Não sei se me explico bem

    Eu nada pedi

    Nem à você nem à ninguém

    Não fui eu que caí

    Sei que você entendeu

    Sei também que não vai se importar

    Se meu mundo caiu

    Eu que aprenda a levantar
    ...

    4 de jan. de 2009

    Um ano em 40 segundos


    Vagabundeando pela Internet, encontrei um site com diversas e variadas dicas interessantes . Um vídeo lá postado chamou minha atenção e fiz questão de trazê-lo para vocês também terem o prazer de vê-lo.

    Ali, admirei a paciência (ou persistência) do autor e, principalmente, não encontrando a palavra exata para descrever, eu poderia dizer, a “maestria” da nossa grande Mãe natureza.
    Ei-lo:


    O site:
    http://www.arteblog.net

    31 de dez. de 2008

    2008 / 2009 – Um caminho de flores e espinhos...

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    Eu não poderia encerrar este ano sem dedicar algumas palavras a ele, pois 2008 marcou o final de meu oitavo setênio e sei que nossa vida sofre grandes mudanças a cada sete anos.

    2008 foi o ano final de meu ”curso” que, talvez, tenha sido o mais difícil de todos: o curso de “Independência Emocional”. Não consegui fechar nota antes do fim do ano. Tive de fazer os exames finais em dezembro e a nota final ainda não me foi apresentada, mas , pelos presentes que a vida me enviou nestes últimos dias, posso considerar-me “Aprovada”!

    Diplomada nesse curso, restar-me-á saber qual será o próximo a mim reservado. Meu astrólogo havia dito que 2009 iniciaria o setênio onde eu colheria os louros de minha vitória pessoal, ou, caso eu não fosse aprovada, teria que fazer o curso inteirinho novamente, porém, com professores mais enérgicos e testes mais difíceis.

    Estou contando com minha aprovação. Sinto-me pronta. Pretendo até arriscar-me a fazer um curso de especialização nessa área ...rs

    Para mim, hoje é um dia de transição, é um dia muito importante. Dia de comemoração e eu não poderia escolher melhor companhia. Esta pessoa que está ao meu lado hoje, também fez parte do processo. Foi aquela que muitas vezes ficava me tomando a lição na véspera das provas e que secava minhas lágrimas após uma nota baixa, sempre me estimulando a seguir em frente.

    Não foi à toa que vim de São Paulo a Porto Alegre para passar o Ano Novo ao seu lado. Eu a escolhi para estar comigo no momento em que comemoro a entrada no primeiro dia de minha vida nova. De público, agradeço essa pessoinha maravilhosa que Deus me enviou de presente para florir minha árida estrada e assim poder distrair-me com beleza e perfume, num caminho onde eu somente enxergava espinhos.

    Obrigada Ana Luiza, minha amiga querida. Obrigada pela paciência, pelo apoio, pelas palavras de incentivo, pela confiança, pelo colinho, pelo ombro, pela acolhida em teu lar, pela amizade sincera que me dedicas e por um dia ter seguido tua intuição, ou seja, ter te deixado ser guiada pelas mãos do destino e ter caído de pára-quedas em meu blog, iluminando-o e presenteando-o com muitas flores.
    A todos os meus amigos, um desejo especial: que cada um receba de Deus somente “amigos de verdade” e que esses tenham muita saúde para poder estar sempre ao lado de todos vocês, em todas aas circunstâncias, pois qualquer espinho se transforma em flor quando temos um “amigo de verdade” ao nosso lado.

    Sueli Benko

    27 de dez. de 2008

    Por favor, largue essa banana!


    “Uma antiga tribo africana utiliza um método bastante curioso para capturar os espertos macacos que vivem nos galhos mais altos das árvores. O sistema é o seguinte: os nativos pegam um recipiente de boca estreita, colocam uma banana dentro, amarram-no ao tronco de uma árvore e afastam-se.

    Quando eles saem, um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia sua mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue tirar a banana. Surge o dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele consegue ir embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha.

    Após algum tempo, os nativos voltam e capturam sem dificuldade os macacos teimosos que se recusaram a largar as bananas. O final é trágico, pois eles são caçados para serem comidos.
    Você deve achar um absurdo o grau de estupidez destes macacos, afinal bastaria largar a banana e ficaria livre do destino de ir para a panela. Fácil demais, não é?

    O problema deve estar no valor exagerado que o macaco atribui à sua conquista. A banana já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la e ir embora.

    Achei esta história engraçada porque muitas vezes fazemos exatamente como esses macacos. Ou você não conhece ninguém que esteja insatisfeito com o emprego, mas permanece lá, mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que insistem em ficar sofrendo? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver?

    Somos ou não como os macacos?
    A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar em nossa mão, pode levar-nos direto à panela.”

    Roberto Lopes
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    E aí, gente? Não estaria na hora de olharmos para nossas mãos para descobrirmos se não estamos segurando alguma banana? Acho que andei segurando uma por muito tempo; uma banana saborosa, mas muito difícil de descascar. De tanto perder tempo tentando descascá-la por inteiro, cheguei a ser laçada e jogada na panela. Só me dei conta da situação na hora que a água começou a ferver. Acreditam que, por alguns momentos, ainda cheguei a vacilar se deveria pular fora ou não? ... Pois é, mas ... pulei e aqui estou. A banana? Ainda está lá. Às vezes penso nela, mas aprendi a gostar de outras frutas e a me satisfazer plenamente com elas.


    Sueli

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    22 de dez. de 2008

    Este Natal passarei com você...

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    Meus queridos, este fim de ano está muito corrido para mim e não tive tempo de preparar um post bacana para o Natal. Resolvi remexer o meu baú e encontrei este conto que escrevi e postei no outro blog, em dezembro de 2006. Sei que a maioria dos que me visitam hoje, ainda não deve tê-lo vistol. Espero que gostem.
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    A noite chegava prometendo luzes e muita euforia. O Natal se aproximava; era véspera. Esgueirando-se pelas calçadas de um bairro um tanto suspeito, ela carregava numa das mãos a bolsa apertada ao peito que, arfante, escondia um coração batendo em ritmo descompassado e, na outra, um pedaço de papel amassado, com o fatídico endereço que procurava. Apesar do perigo e da situação inédita, nenhuma dúvida aflorava-lhe à mente. Após pensar e repensar até altas horas da madrugada, teve certeza absoluta de haver tomado a decisão correta. Fora difícil, mas agora não voltaria atrás. Ao avistar o casarão, aproximou-se e tocou a sineta. Uma mulher de meia idade, como se quisesse parecer mais jovem, vestindo roupa extravagante e escondendo–se atrás de uma maquiagem carregada, olhou-a com ar interrogativo, mas ela apressou-se a dizer: “Foi eu quem ligou agora há pouco”. A mulher encantou-se com sua beleza. “Por que uma moça tão fina e elegante procurar-me-ia para tais propósitos?” “Preciso de dinheiro, com urgência, para amanhã”. Notando ansiedade em sua voz e prevendo o bom lucro que aquela lindíssima jovem lhe proporcionaria, apressou-se a encaminhá-la. “Você tem sorte. Um dos nossos melhores clientes chegará em poucos minutos. Se agradá-lo, será bem recompensada.”

    Na noite anterior, ela havia recebido a melhor notícia de sua vida, que viera embalada em surpresa total. O coração, aos pulos, iniciara uma dança em cadência desordenada. Sorrira e chorara ao mesmo tempo, tamanha era a emoção. Rodopiara pela sala até cair deitada sobre o roto sofá, onde fechara os olhos e fizera mil planos. Havia pouco tempo para se preparar, mas a ocasião exigia o melhor de si. Já há cinco anos, guardava-se e ansiava por aquele acontecimento. Sua mente criativa contemplou, imediatamente, em todos os detalhes, como deveria ser sua noite seguinte e tudo que deveria providenciar para concretizar o que lhe passava na mente. Faltava-lhe, porém, o principal. Não havia grana para nada. Já há muitos dias corria a cidade, em vão, à procura de um emprego. Vasculhou todos os cantos, gavetas e bolsas, mas o que encontrou foram apenas alguns míseros centavos. Havia tanto a ser preparado e tantas compras a providenciar, inclusive aquele vinho caríssimo do qual ele tanto gostava. Seu amado, aquele para quem se guardara já há tantos anos lhe escrevera, anunciando a volta. Aquele a quem amava com todas as forças de seu ser e a quem houvera dedicado todos os seus sonhos, pensamentos e suspiros nos últimos anos, cumpria finalmente a promessa. Há muito não recebia notícias e agora, acabara de ler a mensagem naquele telegrama: “Volto 24 à noite. Espere-me querida. Este Natal passarei com você”. Nada mais escrevera, além disso, nem ao menos se desta vez viria para ficar ou se a noite seria única. Mas, ela estava convicta: custasse o que custasse, tudo seria perfeito e este seria o melhor Natal e a melhor noite da vida deles, mesmo que no dia seguinte ele se fosse para sempre ...

    Sueli Benko

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    11 de dez. de 2008

    Palavras ...

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    Poemas, versos, crônicas e poesias. Muitas, pelo teor, após o show, em baús trancados se escondiam. Quantos escritos guardados, quanta paixão declarada, quanta saudade sentida, quantas noites mal dormidas.

    Fecho meus olhos, chamo pela inspiração, e tudo fica nebuloso. Nada me vem à mente. Apenas a lembrança de outrora, quando as palavras, vindas de dentro do meu coração, em rota direta debulhavam-se sozinhas em minha imaginação, sem ao menos precisar buscá-las. Chegavam tais quais surfistas, rodopiando em minhas lágrimas. Sim, elas vinham e, em cadência perfeita, falavam do meu amor, da minha vida, da minha dor. Escorregavam pela pena de minha caneta e ao som da toada que de algum lugar chegava, num compasso perfeito, alinhavam-se e, para meu próprio espanto, com a simetria própria dos poetas e trovadores, declaravam no papel, tudo que se escondia em minha alma. E por ser tudo tão triste, as próprias palavras choravam. Por tantas vezes, rubras palavras se encadeavam, como se de sangue fossem as lágrimas.

    E hoje? Onde estão elas? Há papel, lápis, tempo, desejo, fundo musical e até mesmo sorriso nos lábios. Há paz e paixão saciada. Se hoje elas viessem, falariam de amor e de felicidade. Falariam de aprendizado, de luz, de sono tranqüilo e de cumplicidade.

    Em vão, fecho os olhos, penso e imploro a alguém que me conte. E, aos poucos, formas vão se clareando e, num piscar de olhos, tudo me chega, tudo se explica... Não sei se me alegro ou se mais triste fico, pois aqui estou para escrever ao meu amor. Mas este meu coração, fiel companheiro e, por vezes, tão traidor, cresceu sofrendo e não sabe falar do amor sem dor.

    Sueli Benko
    ........

    8 de dez. de 2008

    Bendita seja a blogosfera


    Pois é, se amigo é presente de Deus, como eu acredito, então meu blog é coisa de Deus. Ele me trouxe Ana Luiza (Porto Alegre), Patrícia Alessandra (Porto Alegre), Claudete (Recife), Sandrinha (Porto Velho), Ilka (São Paulo) e, agora, Rosângela (de São Paulo também). Estou me referindo somente às amigas que conheci pessoalmente, pois ainda falta conhecer um monte de gente boa que me visita e a quem visito também.

    Na sexta-feira última, Rosângela (http://compactandoletras.blogspot.com) e eu nos conhecemos pessoalmente e, entre pizzas, sucos e bolos, descobrimos que nascia ali, mais uma amizade maravilhosa. Sabe aquela coisa de identificação à primeira vista? Pois é, foi assim. Tiramos muitas fotos para registrar o acontecimento e sabemos que esse foi apenas o primeiro de muitos encontros. Né não, Rô? ...

    Querida Rô, amei conhecê-la e estou muito feliz por você ter aceitado ser minha amiga!

    Sueli Benko

    ........

    6 de dez. de 2008


    Todos nós sabemos da tremenda concorrência que existe entre as operadoras de celulares. Claro que todas juram (de pés juntos) que o seu produto é o melhor. Agora estão comercializando aquele aparelhinho 3G (Internet móvel). Tive a oportunidade de adquirir um desses da Claro, meses atrás, o qual vai indo muito bem, graças a Deus. Fiz o pedido por telefone mesmo, foi super prático, chegou logo e deu tudo certinho. Na verdade, até tive problemas no início, com a conexão lenta demais, apesar de haver comprado o modelo mais potente e rápido. Não pude me queixar, porém, pois os técnicos da Claro atenderam-me muito bem e empenharam-se em resolver o problema que havia na rede perto de casa, entraram em contato comigo diversas vezes e a operadora ainda cobrou apenas metade do valor da mensalidade, durante três meses.

    Dias atrás, liguei para a Claro pois desejava adquirir mais um aparelho 3G (para minha filha). Através de uma gravação, após pedirem para que eu digitasse o número de meu telefone, informaram-me que em 48 horas alguém estaria entrando em contato comigo para efetuar a venda. Gente, eu escrevi certo: “48 horas”!!!

    Resultado: fui até o Conjunto Nacional, que fica bem pertinho de meu escritório, para comprar diretamente na loja da Claro. A loja havia fechado. Atravessei a avenida e fui até o Center 3. Lá também a loja da Claro havia fechado. Olhei para o lado, tinha um quiosque da Vivo.

    Não houve dúvida: comprei o 3G da Vivo.

    Hoje, a funcionária da Claro ligou para mim. Sua voz de decepção foi notória quando expliquei que já havia comprado o aparelho e o porquê... Ela acabava de perder uma comissão certa. É claro que mandei um recado para a Claro: “Diz pro seu patrão que tem mais gente vendendo desses aparelhinhos e que só quem tem exclusividade pode se dar ao luxo de pedir para um freguês aguardar 48 horas para comprar algo que qualquer quiosque por aí tem para pronta entrega ... Ela me perguntou se eu não “estaria desejando” mais alguma coisa. Respondi que já tinha dois celulares e um 3G da Claro.


    “Mas a Senhora não gostaria, então de estar adquirindo mais um celular? ...”
    “Não, querida, apenas dê o recado para seu patrão”


    Mas deu dó da moça, viu ... Fazer o que, né? ...

    Sueli Benko
    .........

    5 de dez. de 2008

    No palco da vida ..


    “O medo me impede de abrir as cortinas,

    mas talvez seja porque eu ainda não tenha decidido

    se prefiro encontrar o auditório vazio ou lotado”

    Sueli Benko
    .........

    1 de dez. de 2008

    CALL CENTER


    Novas regras que entraram em vigor hoje:

    - O cliente deverá ser atendido em até um minuto;
    - O call center deve funcionar 24 horas, 7 dias por semana;
    - A empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente;
    - As opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas;
    - No caso de reclamação e cancelamento, é proibido transferir a ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções;
    - As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda;
    - O pedido de cancelamento de um serviço será imediato;
    - É proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor;
    -Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído;
    - Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir;
    - O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor;
    - O cidadão que não receber o atendimento adequado poderá denunciar ao SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor), Ministérios Públicos, Procons, Defensorias Públicas e entidades civis que representam a área.

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    Gente, eu confesso não ter estado acreditando que isso fosse estar virando realidade. Já tive chance de estar comprovando isso hoje. Até o famoso 3061-1000 (telefone da Amil) mudou. Agora é 0800 ... qq coisa. E me atenderam muito bem e rapidinho!

    Agora vamos estar podendo cancelar nossos cartões de crédito, vamos estar conseguindo estar reclamando de algum débito extra, vamos poder estar alterando datas de vencimento, ou até mesmo estar podendo cancelar a AOL (quem tiver) ...rs

    Está quase tudo perfeito. Mas será que vamos estar conseguindo ficar livres do pessoal que não vai estar conseguindo aprender a deixar de estar gerundiando?

    O Ministério da Saúde adverte: “Cuidado ao ligar muitas vezes para um Call Center; você pode estar pegando a doença do gerúndio”. Parece que essa doença pode estar se tornando contagiosa!”

    Um apelo às autoridades: inventem alguma coisa para corrigir essa mania, porque não agüento maaaaaaaaisssss ...!!!

    Sueli Benko


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