21 de mar de 2009

O circo da vida

Photobucket - arcilla46


“Como é belo sermos trapezistas nesse circo em que a vida se transforma... Às vezes estamos na corda bamba, às vezes fazemos papel de palhaços, às vezes rimos dos outros palhaços, outras vezes rimos de nós mesmos - e ainda muitas outras vezes enfrentamos as feras. Mas vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança.Muitas vezes tiramos até as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que nossos saltos sejam mais emocionantes e mais altos, para que a aventura seja ainda mais perfeita e mais profunda.E se um dia nós voarmos de encontro ao chão, isso não terá nenhuma importância maior, porque também viveremos a emoção da própria queda. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!

(Marson)




Recebi esta mensagem de um amigo e achei sensacional a comparação. Costumo comparar a vida com uma escola, mas nunca a havia comparado com um circo. Fiquei pensando na platéia e também aí encontrei incrível semelhança. Se o palco é nossa vida, suponhamos que haja uma platéia somente de “amigos” (entre aspas, mesmo).

Lá, então, teremos aqueles que nunca nos aplaudem e somente nos criticam (são os amigos invejosos);

os que conversam o tempo todo e não prestam atenção alguma ao espetáculo (são os amigos dispensáveis);

os que fingem estar aplaudindo, quando estamos para eles olhando, mas, ao virarmos as costas, criticam-nos com críticas nada construtivas (são os amigos falsos);

os que nos aplaudem entusiasticamente sempre, independentemente de terem gostado ou não (são os nossos amigos puxa-saco);

os que se dizem amigos mas vão assistir o seu show somente para prestar atenção no seu par (amigo sem qualificação, não sei como classificar);

os que vivem pedindo desconto no ingresso de nosso show, mas sabemos que em outros, eles pagam até mais caro para não deixar de assistir (são os que estão ao nosso lado somente por algum interesse qualquer, mas que não tem nada a ver com a amizade);

e, finalmente,

os que aplaudem mais ou aplaudem menos, mas aplaudem, dependendo do que vêem, e após o espetáculo, vão até o nosso camarim parabenizarem-nos pelo sucesso ou dar-nos uma palavra de conforto caso não tenha sido um dia de sorte; estes, podem até não estar presentes no dia do show, mas fazem questão de mostrar que estavam, mesmo que em pensamento; (estes são os nossos amigos de verdade).

(Os meus amigos do blog estão todos nesta última classificação)

Estes foram os amigos que vi na minha platéia, mas aposto que vocês saberão encontrar outros tipos de amigos também na platéia de vocês; basta observar.

Sueli Benko

11 comentários:

Paula disse...

Oi Sueli, adorei o texto, mais ainda dos seus comentários do que que do texto em si.
Tem sessão nova lá no "Canetas Coloridas".
Bom fim-de-semana!
Bjos,
Paulinha

Aninha disse...

Querida Sueli, adorei o texto e principalmente a sua interpretação sobre ele... Fiquei super emocionada (ainda estou com a guarda aberta...)
Como seria bom se todas as pessoas que cruzam nosso caminho fossem da última classificação - amigos verdadeiros..

Beijo grandão no coração!

Ana Luiza disse...

É... como sempre, há por aí uma sensibilidade ímpar! É verdade amiga... há "amigos" e amigos nesta platéia. Às vezes, perceber estas aspas, dói, machuca, decepciona. Porém, os verdadeiros amigos, aqueles que têm sempre um colo e uma palavra de incentivo ou uma salva de palmas sincera, fazem a dor da decepção doer bem menos. Bjs enormes!!!

Handrik disse...

Saiba que eu sempre estarei na platéia para te aplaudir e sempre que puder irei ao seu camarim te dar um abraço! =)
bjos!

Bill Falcão disse...

Acho que você classificou muito bem todos os tipos de "amigos", Su!
Bjooooooooo!!!!!!!!!!!!

JuJu disse...

Que lindo, Su!
Passe lá no meu blog e deixe seu comentário!!!

claudete disse...

muito belo e consistente o texto, melhor ainda sua visão do mesmo,perfeita Su!
Quanto ao sêlo, você pode clicar em cima com o lado direito do mouse ,clica em abrir e é só copiar,ver se consegue. Beijos.

Majoli disse...

Oi amiga, amei o texto, mas o que você escreveu é muito lindo e real.
Ai quem me dera que todas as pessoas que considero amigas fizessem parte dessa última classificação.
Beijos e linda semana pra você querida.

RICARDO BLAUTH disse...

alo SUELI

a emoção da própria queda. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!”
DIZ O FINAL DO TEXTO QUE ESCOLHESTE

VIDA É ISTO
ASSIM APRENDEMOS
A CAMINHAR
CAINDO E LEVANTANDO
COM O PRAZER
DE NOVAMENTE EM PÉ FICAR

"AMIGOS"
DESCREVES BEM
OS SINCEROS
NUNCA NOS ABANDONAM

ESTÃO SEMPRE LÁ
TU MESMO ESCREVESTE
estes, podem até não estar presentes no dia do show, mas fazem questão de mostrar que estavam, mesmo que em pensamento; (estes são os nossos amigos
verdade).

Claudia Balsabino disse...

Nossa mãe!!!! Você se superou neste texto, parabéns!! Voc~e conseguiu transformar sentimentos em palavras, maravilhoso isso!! Um beijo!!

Anônimo disse...

Linda comparação. Sou artista plástico e estou trabalhando em uma série de pinturas com o tema "O circo da vida". Fazendo uma pesquisa no Google, encontrei seu site e este lindo texto. Parabéns.

Rogério Pedro