Sempre me considerei uma pessoa normal. Acho que até por nunca ter parado para pensar no assunto. Mas, outro dia recebi uma mensagem por e-mail cujo título era “Normal é ser feliz”. Começava dizendo que muitas pessoas tentavam se adaptar a coisas que não as faziam felizes só porque aquilo seria o dito chamado “normal” e com isso sequer permitindo uma chance àquilo que o coração pede.
E é verdade, faço isso sempre. É aí, penso, que entram os dogmas também, sobre os quais falou hoje meu amigo Ricardo Blauth em seu post. Se pudéssemos pensar seriamente no sentido de cada uma das nossas atitudes, talvez deixássemos de fazer tanta coisa, ou, por outro lado, quantas coisas inéditas viríamos a fazer...
Para a nossa sociedade, ser normal é encaixar-se na maioria. É fazer o que os outros fazem; e o pior é que a gente acaba se acostumando e, com o tempo, faz até sem perceber. Tudo é tão de fora para dentro, que quanto mais o tempo passa, mais estranhos vamos ficando para nós mesmos.
Quem pode garantir que conhece a si próprio, nos mínimos detalhes? Quem já parou para tentar ouvir os verdadeiros anseios de sua alma? Será que combinam com o que nossa sociedade nos obriga a ser?
Descobri que muita coisa não tem nada a ver com nada ... Faço apenas por costume o que alguém, não sei quem, um dia disse que era para ser assim. Estou repensando minhas atitudes, ouvindo mais a voz que vem lá do fundo... de dentro de mim. Na verdade, acho que estou cansada de ser normal.











