1 de jun. de 2009

Ser normal


Ser normal é seguir a maioria?

Sempre me considerei uma pessoa normal. Acho que até por nunca ter parado para pensar no assunto. Mas, outro dia recebi uma mensagem por e-mail cujo título era “Normal é ser feliz”. Começava dizendo que muitas pessoas tentavam se adaptar a coisas que não as faziam felizes só porque aquilo seria o dito chamado “normal” e com isso sequer permitindo uma chance àquilo que o coração pede.

E é verdade, faço isso sempre. É aí, penso, que entram os dogmas também, sobre os quais falou hoje meu amigo Ricardo Blauth em seu post. Se pudéssemos pensar seriamente no sentido de cada uma das nossas atitudes, talvez deixássemos de fazer tanta coisa, ou, por outro lado, quantas coisas inéditas viríamos a fazer...

Para a nossa sociedade, ser normal é encaixar-se na maioria. É fazer o que os outros fazem; e o pior é que a gente acaba se acostumando e, com o tempo, faz até sem perceber. Tudo é tão de fora para dentro, que quanto mais o tempo passa, mais estranhos vamos ficando para nós mesmos.

Quem pode garantir que conhece a si próprio, nos mínimos detalhes? Quem já parou para tentar ouvir os verdadeiros anseios de sua alma? Será que combinam com o que nossa sociedade nos obriga a ser?

Descobri que muita coisa não tem nada a ver com nada ... Faço apenas por costume o que alguém, não sei quem, um dia disse que era para ser assim. Estou repensando minhas atitudes, ouvindo mais a voz que vem lá do fundo... de dentro de mim. Na verdade, acho que estou cansada de ser normal.

26 de mai. de 2009

A ilusão


Ela veio e pousou em meu ombro

Tão doce, tão dissimulada, tão falsa

Pintou-se de esperança, mostrou-se tão companheira

Afastou certezas, zombou de atitudes

Acariciou o perdão.

Enlevou-me em novos sonhos

Dirigiu-me por falsos caminhos

Dizendo me levar ao céu.

Sua companhia era boa,

Mas de si nada eu sabia

Até que tirou sua máscara

Levou-me até o inferno

ao entrar em meu coração.

De esperança, nada existia

Era tão somente a ilusão.

Sueli Benko

22 de mai. de 2009

Bem resolvida na vida

Minha filha Cláudia Patrícia presenteou-me com um selinho cujo título é: “Somos mulheres bem resolvidas”. É um tipo de corrente, onde eu deveria escolher dez blogueiras a quem eu julgasse bem resolvidas e enviar um selinho para cada uma.

Além disso, fez-me a seguinte pergunta: “O que é uma mulher bem resolvida para você?

Claudinha
, vou fazer a segunda parte, respondendo sua pergunta, mas passar a corrente para a frente, não garanto, não. Prefiro que quem se julgar bem resolvida, fique à vontade para levar o selinho (tão bonitinho).

Então, vamos lá:


Uma mulher bem resolvida, em minha opinião, é aquela que não usa máscaras invisíveis. Tem sua opinião formada e dela não abre mão para favorecer ou conquistar alguém, porém, permite-se mudar de idéia ou de posição assumida tantas vezes quantas desejar e, quando isso acontece, não sente vergonha de admitir.

Uma mulher bem resolvida não perde tempo com lamentações. Não fica trazendo o passado de volta e nem se transporta para o futuro porque sabe que a vida verdadeira pertence somente ao presente e para ele ela direciona todos os seus pensamentos, atitudes e decisões.


Uma mulher bem resolvida escolhe como vai ser o seu dia, portanto não dá poder para os outros alterarem seu humor.

Uma mulher bem resolvida adora sua própria companhia, por essa razão, onde quer que esteja, está muito bem acompanhada e solidão é palavra que não existe em seu vocabulário.

Uma mulher bem resolvida reconhece que ninguém pode cuidar dela melhor do que ela própria, por esta razão não se perde em esperas e, para si, procura sempre o melhor.

Uma mulher bem resolvida ama a si própria em primeiro lugar, então, na hora do pior, não se abandona e não se deixa ficar no chão. Tem consciência de sua força e em sua vida não existe auto condenação. O que os outros julgam erro, ela considera aprendizado, então não perde a oportunidade de extrair alguma lição de qualquer adversidade.

Uma mulher bem resolvida, enfim, consegue equilibrar-se com um pé no racional e o outro na emoção. Sustenta–se com a cabeça e sonha com o coração.

Sueli
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15 de mai. de 2009

Tertúlia Virtual - Maio


  • Tertúlia Virtual


  • Tema do mês:

    "Você irá passar 10 anos numa pequena ilha deserta no Pacífico, e só poderá levar cinco coisas. Quais seriam?"


    Gente, eu pensei, pensei, fiz, apaguei, fiz de novo, apaguei de novo e, de repente, num estalo percebi que era tão simples, bastava pensar nas coisas mais importantes da minha vida, aquelas sem as quais nada faria sentido.

    Segue a resposta:


    Levaria cinco amigos.


    Simples, não? ...
    (e, se pudesse levar 10 coisas, eu levaria 10 amigos... com certeza)


    Abração para todos!


    Sueli

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    2 de mai. de 2009

    Pensei que te perderia


    Pensei que te perderia se um dia partisses. Pensei que não mais te veria e que a distância e o tempo far-me-iam esquecer-te. Pura ilusão. Tu partiste, mas esqueceste de levar-te embora. Tu estás nas músicas que ouço, na minha taça de vinho, nos pratos que preparo. Tu estás nas dobras do meu lençol, no óleo perfumado que acaricia meu corpo, nos meus sonhos, no meu sorriso e nos meus pensamentos. Tu ainda estás nos planos de sábado à noite, sentado à minha frente naquela mesa de bar. Tu estás nos degraus, nas paredes, no hall, nos cômodos todos do meu lar. Tu estás nas minhas cortinas, no meu tapete e nas almofadas que te esqueceste de usar. Tu estás no meu adormecer e ainda no meu despertar. És, enfim, a chama que teima em se manter acesa.

    E por todo amor que sinto talvez devesse chorar, mas se há um lugar onde tu não estás é nas minhas lágrimas, pois elas já há muito tempo não aparecem mais. Também não estás na minha insônia, grande companheira de antigas noites. Ela se foi e deu lugar aos meus sonhos, que hoje são o palco das mais lindas histórias de amor, onde os atores principais somos nós dois. Hoje, o que ficou, foi a descoberta de que o tudo que de ti tenho “é”, apesar de não ser. Tu estás na minha paz e é por esta razão que te quero exatamente assim: existindo apesar de não existir; dizendo-me tudo, apesar do silêncio; a mim chegando, apesar de não vir; amando-me inteira apesar de não acreditar.

    Podes não estar, mas está. Tão longe e ao mesmo tempo, tão perto. Tão perto que te sinto inteiro. E de uma forma como nunca esteve: indiscutivelmente, meu. Somente meu.

    E é assim que te quero.


    Sueli Benko

    26 de abr. de 2009


    Genteeeee...

    A Elaine está promovendo um concurso muito simpático entre os blogs amigos.
    Resolvi concorrer com o Fenixando, porque estou com muita vontade de ganhar o prêmio (livro Marley e Eu). Para tanto, conto com a ajuda de todos os meus amigos, familiares, seguidores, conhecidos, desconhecidos, blogueiros ou não e etc...).

    Basta vocês fazerem uma visitinha ao blog “Um pouco de mim”, da Elaine, no seguinte endereço:
    http://elainegaspareto.blogspot.com/
    Chegando lá, votem no “Sueli Fenixando” (é o quarto relacionado).

    Não é muito trabalho não, né? ... Além de tudo, terão oportunidade de conhecer um blog muito bacana, o blog da Elaine (pois o meu, vocês já conhecem, né .... hehehehehe)

    Beijão!

    Sueli

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    24 de abr. de 2009

    Eu não sabia!!!


    Hoje, venho a público confessar minha ignorância e, por conseguinte, até mesmo algumas atitudes injustas com minha família, pois vejam, não tenho condições de ficar financiando passagens aéreas para minha família, mas não é que só agora descobri que durante minha vida inteira, andei financiando passagens aéreas para as famílias daquela cambada de (censurado) lá do Congresso Nacional????

    Gente, eu fazia isso e NÃO SABIA!!!!! Vai ser ignorante assim lá na (censurado), Sueli!!!!

    Perdoem minha ignorância, talvez eu tenha que ler mais jornal ainda. Quando ouvi a notícia pela primeira vez: “De agora em diante, os deputados e senadores estão proibidos de usar a verba de passagens com seus familiares...”, achei que tivesse entendido errado. Mas, em seguida, a mesma notícia, afinal, naquele dia, não se ouviu outra coisa no rádio. Minha inocente pergunta: “Ué, mas antes podia????”

    Mas não deu outra, tive certeza que EU ESTAVA PAGANDO PASSAGENS DE AVIÃO ATÉ PARA AS FÉRIAS DOS SALAFRÁRIOS E DE SUAS FAMÍLIAS - EUROPA, BARILOCHE E TUDO MAIS!!!!

    Ah, mas não era somente para a família... também sobrava para algumas artistas. Algumas, coincidentemente, namoradas de alguns parlamentares. Mas não parou por aí. Gente, quando eu soube que a ex-esposa de um parlamentar recebeu o equivalente a 40 mil euros, referentes à verba das passagens não usadas pelo ex-marido, pensei estar delirando. Coisa impossível de digerir...

    Pois é, depois de tudo, ainda ter de escutar um safado, muito indignado comentando: “Daqui a pouco, vão querer que nós, os parlamentares, usemos vale transporte ...”. Coitado, né, gente, compará-lo com gente do povo, que ofensa, não? (para o povo, é claro).

    Bem, sei que não vai chegar, mas aqui vai um recadinho para aqueles que se defenderam dizendo que sempre fez porque sempre pôde. “Procurem no dicionário o que quer dizer BOM SENSO”.

    Meu amigo, quando um amigo que trabalha em empresa privada, foi transferido para Brasília, teve que arranjar casa lá, para morar. E a esposa, foi junto. E é isso que acontece com qualquer trabalhador. Por que os políticos não podem fazer o mesmo? Quem sabe assim a semana deles igualar-se-iam com as nossas? ...

    Ahhhhhhhh.....acho melhor parar por aqui.



    Sueli Benko

    23 de abr. de 2009

    A Paz ...


    Há alguém batendo em minha porta. Abro-a e encontro a paz pedindo para entrar. Mais do que depressa, escancaro a porta e a deixo passar.

    - Por que demorou tanto a chegar, dona Paz? Há muito tempo eu já a esperava.

    - Ora, ora, estou a bater nessa porta já por tantas e tantas luas. Já estava pensando em retornar.

    - Não é possível, eu a chamava em meus pensamentos, como pude não escutar?

    - Algumas vezes olhei pela janela e vi que a casa estava vazia. Percebi, então, que havias saído para me procurar. Sentei-me e esperei porque sabia que levaria anos para que entendesses que somente aqui poderias me encontrar. E aqui estou eu. Vem, deita-te, precisas descansar. Cantarei para que durmas. Estarei ao teu lado enquanto permitires. Ninguém mais haverá de nos separar...

    ...

    Sueli Benko

    14 de abr. de 2009

    PRAZER (Tertúlia Virtual)

    Dia 15 é dia de postagem coletiva da
  • Tertúlia Virtual.
    O tema deste mês é "Prazer".
    Aí vai o meu:


    “... O prazer só existe no momento. A alegria é aquilo que existe só pela lembrança. O prazer é único, não se repete. Aquele que foi, já foi. Outro será outro. Mas, a alegria se repete sempre. Basta lembrar.”
  • (Rubem Alves)


    Escolhi falar sobre a diferença entre o prazer e a felicidade, porque muitos confundem um e outro. A felicidade pode até ser encontrada na soma de diversos prazeres, mas o prazer joga nos dois times. Sim, porque prazer também pode trazer infelicidade. Quantas pessoas jogam para o alto a sua felicidade por alguns momentos de prazer! Portanto, prazer pode ser bom e pode ser ruim.

    Um pequeno exemplo:
    Sinto enorme prazer ao entrar na Haagen Dazs e tomar no mínimo três bolas de sorvete de doce de leite. Logo no dia seguinte, fico infeliz ao perceber que o ponteiro da balança andou um bocado para o lado direito...

    Preferiria ter a felicidade de não gostar de sorvete ...rs.

    ...

    Aproveito a oportunidade para copiar aqui, um trecho muito interessante, de um post que, certa vez, li no blog Interpori e gostei muito e que diz assim:

    “... Em suma, não se trata de dizer “não” ou “abdicar” do prazer, trata-se de dizer “sim” e “escolher” a felicidade. Eu não me impeço de nada, nem gosto de dizer não a nada, apenas faço escolhas, usando a palavra “sim” na direcção do que quero, para mim e para a minha vida. Há cerca de 3 anos, mais do dizer “não” ao tabaco, disse “sim” a uma vida livre e saudável. Não me impeço de conduzir a 250 km/h, apenas escolho apreciar a beleza de uma viagem segura. Não me impeço de comer o que me sabe melhor, apenas decido por uma alimentação mais saudável. Não me impeço de trair e mentir às pessoas de quem gosto como solução fácil de evitar problemas, escolho sim viver com o respeito e confiança de quem gosto e gosta de mim. Não me impeço de entrar em guerra, mas escolho viver em paz. Não me impeço de correr desesperado atrás de algo, mas caminho seguro do que vou obter. Não digo não ao sofrimento..... apenas digo “sim” à felicidade e isso é um prazer!!
    ...

    13 de abr. de 2009

    Estou de luto


    “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

    Vinícius de Moraes
    ...

    Vinicius nessa frase descreveu tão bem a dor de perder um amigo...

    Não perdi todos os meus amigos, mas um deles se foi para sempre. Quis a vida tirá-lo do meu convívio e só não enlouqueci porque não se foram todos. Mas um se foi e nem tive coragem de ir ao seu enterro. Prefiro lembrá-lo como na última vez em que o vi, naquele saguão: dando-lhe um beijo e um abraço gostoso de despedida. Eu não pensava que seria o último. Falei-lhe sobre a saudade que sentira dele. Mal sabia eu que a saudade de verdade estava começando naquele momento. Ah... se eu pudesse adivinhar, teria ficado um pouco mais com ele. Das tristezas de perdas, uma das piores é a da perda de um amigo.

    Ai, como dói...

    Hoje o dia está com a minha cara. Está cinza e chove. Minha sorte foi ter aprendido a gostar da chuva...

    Sueli
    ...

    Faxina


    Todas as faxinas, tropeços e reformas,

    nada mais foram que preparativos

    para receber-te com a casa em ordem...


    ...

    10 de abr. de 2009

    Traição dupla


    Aprendi a não chorar pela traição do amado,
    aprendi a não sofrer pela traição da amiga.

    Mas ainda não aprendi a dormir
    quando o amado, com minha "amiga" me trai
    .
    ...
    Sueli

    5 de abr. de 2009

    Expectativa


    Expectativa não parece, mas é algo que pode atrapalhar muito a nossa vida. É uma prima de segundo grau da ansiedade e pode nos causar muitos dissabores. A diferença entre as duas é que a ansiedade faz você sofrer antes do acontecimento que a origina, mas vai embora tão logo ele acontece. A expectativa pode ser justamente o contrário: deixa–nos felizes por algo que está para acontecer, mas, se o algo não acontece, ou se acontece diferente do que imaginamos, então é aí que começa a nos perturbar.

    Expectativa é uma armadilha que armamos para nós mesmos. Idealizamos uma situação como se fosse um filme, envolvendo acontecimentos ou pessoas, já considerando tudo como certo e realizado. E, quando envolvemos uma pessoa, nem sequer pedimos sua autorização para ser envolvida, ou seja, as pessoas nem sabem que estão fazendo parte da nossa fantasia.

    Quando o inesperado acontece, nosso mundo cai. Se a situação que imaginamos não acontece ou se a pessoa faz algo diferente do que idealizamos, a decepção se instala e a tristeza chega. E, se não tomarmos cuidado, ainda culpamos a pessoa por não ter agido de acordo com nossa expectativa.

    O pior é que isso acontece em nossa vida com muita constância, mas, geralmente, não percebemos. Realmente, não é fácil evitar, mas se ficarmos de guarda, ao primeiro sinal de tristeza após um plano frustrado, basta nos lembrarmos de como erramos ao escrever nosso roteiro, pois esse não é nosso papel, e de que, quando fizemos isso, estávamos, no mínimo, perdendo nosso precioso tempo; deixando de viver o presente, para não só viver o futuro, mas um futuro falso, afinal, não temos bola de cristal.

    (E isso vale até para casamento).


    Sueli Benko

    .....

    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)



    30 de mar. de 2009

    No trãnsito


    Estou no trânsito, indo para o trabalho. Tudo parado. O que me distrai é o rádio e os pensamentos que se afloram sobre um novo projeto. Há muito deixei de impacientar-me com os congestionamentos. Tenho sempre em meu carro, um bloco de papel e uma caneta, pois na última hipótese, se não tiver nada de interessante para ouvir ou nada de novo para pensar, resta-me fazer algo que gosto muito: escrever.

    Na falta de um assunto, já aprendi. Basta escolher uma palavra qualquer, que, ao ser colocada no papel, recebe uma fecundação qualquer e começa a reproduzir-se automaticamente. Minha mão apenas obedece ao comando.

    Acabei de pegar meu bloco e minha caneta, mas eis que olho para frente e vejo uma cena que me faz mudar o assunto sobre o qual ia escrever. É algo que, apesar de não mais me deixar indignada, haja vista a frequência com que acontece, ainda incomoda-me muito. O rapaz do carro da frente (chapa BNU-0570) acaba de jogar um lixo pela janela.

    Por mais que a cidade esteja suja, não tenho coragem de colaborar para que fique um pouco mais. Perdoe-me quem me ensinou que não devo julgar os outros por mim, mas, não isso não dá para aceitar numa boa, não. Sou obrigada a aceitar por ser um fato consumado, mas a vontade que sinto é de sair do meu carro, ir até lá, catar o lixo e jogar dentro do carro do fulano de novo. Confesso que só não o faço por covardia. Tenho medo de apanhar. Afinal, está tão na moda agora o homem querer medir força com mulher (como se não soubéssemos que eles são mais fortes fisicamente).

    Fico imaginando o que leva uma pessoa a ter uma atitude dessa com tanta naturalidade. Se fosse uma criança, eu até poderia entender. Poder ser que ainda não tenha dado tempo dos pais ensinarem, mas um adulto...

    Bem, o trânsito já está fluindo e sei que daqui a pouco já terei esquecido o incidente. Huuumm... mas sobre o que eu ia escrever mesmo? ... Ah! Sei lá.

    Sueli Benko

    27 de mar. de 2009

    Saudade chora ...

    Não sei se a saudade está me matando
    ou se é de saudade que eu estou vivendo,
    pois toda minha vida é feita de amor
    e meu amor hoje ...
    ... é todo feito de saudade.

    Sueli Benko
    (postado no blog antigo, em abril/2008)


    Saudade quando chegava, era para me enlouquecer.

    Hoje, saudade não chega.

    Não chega porque nem vai embora

    Saudade gostou desta casa

    Gostou do permanecer.

    Mas hoje já não me enlouquece

    E eu continuo aqui.

    Hoje, ela chora e me abraça

    Sim, hoje é a saudade que chora

    Pois sente falta de ti.

    ...

    Sueli Benko

    23 de mar. de 2009

    O outono

    Imagem retirada do site Downfull


    Ele chegou tão de mansinho que nem o verão percebeu...

    Outono é minha estação predileta. Outono lembra-me renovação. Tudo se repete na Natureza. O modelo é uno. As folhas secam e caem. Tudo parece morto, mas num belo dia, começam a despontar os primeiros brotinhos e o ciclo continua, transformando-os em folhas verdes e viçosas. E, como tudo passa, um dia voltarão a cair.

    Assim como em nossa vida, é necessário que o velho se vá para que o novo chegue mais vigoroso, mais sadio e mais bonito. O inverno interpõe-se entre o outono e a primavera, tempo em que folhas novas nascerão. Assim somos nós (ou deveríamos ser). Deixarmos que o velho se vá e criarmos um intervalo entre ele e o novo que deverá chegar. Um intervalo para que possamos voltar nossa atenção para nós mesmos, exigindo de nossa mente o silêncio profundo e, então, refletirmos para poder entender os desejos de nossa alma. Aí, então, partir para a conquista do novo, ou esperar que ele chegue.

    Cada folha seca que cai é um (pre) conceito vencido. Cada folha nova que nasce, uma chance de acertar. Saber entender o novo é uma arte, mas também, por outro lado, saber reconhecer a beleza de uma folha seca é divino.

    Sueli Benko

    21 de mar. de 2009

    O circo da vida

    Photobucket - arcilla46


    “Como é belo sermos trapezistas nesse circo em que a vida se transforma... Às vezes estamos na corda bamba, às vezes fazemos papel de palhaços, às vezes rimos dos outros palhaços, outras vezes rimos de nós mesmos - e ainda muitas outras vezes enfrentamos as feras. Mas vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança.Muitas vezes tiramos até as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que nossos saltos sejam mais emocionantes e mais altos, para que a aventura seja ainda mais perfeita e mais profunda.E se um dia nós voarmos de encontro ao chão, isso não terá nenhuma importância maior, porque também viveremos a emoção da própria queda. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!

    (Marson)




    Recebi esta mensagem de um amigo e achei sensacional a comparação. Costumo comparar a vida com uma escola, mas nunca a havia comparado com um circo. Fiquei pensando na platéia e também aí encontrei incrível semelhança. Se o palco é nossa vida, suponhamos que haja uma platéia somente de “amigos” (entre aspas, mesmo).

    Lá, então, teremos aqueles que nunca nos aplaudem e somente nos criticam (são os amigos invejosos);

    os que conversam o tempo todo e não prestam atenção alguma ao espetáculo (são os amigos dispensáveis);

    os que fingem estar aplaudindo, quando estamos para eles olhando, mas, ao virarmos as costas, criticam-nos com críticas nada construtivas (são os amigos falsos);

    os que nos aplaudem entusiasticamente sempre, independentemente de terem gostado ou não (são os nossos amigos puxa-saco);

    os que se dizem amigos mas vão assistir o seu show somente para prestar atenção no seu par (amigo sem qualificação, não sei como classificar);

    os que vivem pedindo desconto no ingresso de nosso show, mas sabemos que em outros, eles pagam até mais caro para não deixar de assistir (são os que estão ao nosso lado somente por algum interesse qualquer, mas que não tem nada a ver com a amizade);

    e, finalmente,

    os que aplaudem mais ou aplaudem menos, mas aplaudem, dependendo do que vêem, e após o espetáculo, vão até o nosso camarim parabenizarem-nos pelo sucesso ou dar-nos uma palavra de conforto caso não tenha sido um dia de sorte; estes, podem até não estar presentes no dia do show, mas fazem questão de mostrar que estavam, mesmo que em pensamento; (estes são os nossos amigos de verdade).

    (Os meus amigos do blog estão todos nesta última classificação)

    Estes foram os amigos que vi na minha platéia, mas aposto que vocês saberão encontrar outros tipos de amigos também na platéia de vocês; basta observar.

    Sueli Benko

    20 de mar. de 2009

    Dia 20 de Março - DIA DO BLOGUEIRO

    Imagem copiada do Blog Café com Notícias

    Gente, eu não sabia que existia o “Dia do Blogueiro”.

    Fiquei sabendo através de minha amiga-irmã-comadre Ana Luiza, do Bar da Ruiva e foi uma novidade muito boa, por sinal, pois a blogosfera hoje, faz parte de minha vida. Lá no Bar, mais tarde, faremos uma comemoração virtual e convido a todos para comparecer, pois haverá bebida liberada para todos, por conta da dona da casa. E, já viu, né, bebida virtual é a única que não dá problema com a Lei Seca ... rs.

    Amigos blogueiros, vamos divulgar o nosso dia!!!

    Sueli

    18 de mar. de 2009

    Amante cachorra


    Todas as manhãs, assim que acordo, num gesto que até chamaria de automático, levo a mão ao meu rádio de cabeceira, que já está sintonizado na CBN, ligo-o e fico ouvindo o Heródoto Barbeiro. Adoro as piadinhas sobre futebol que ele, corinthiano roxo, faz com as repórteres de rua, adoro as crônicas do Sardemberg, Mauro Halfeld, Juca Kfouri e Arnaldo Jabor, entre outros. Minha vontade seria ouvir o programa inteiro, mas não dá, então fico ouvindo até chegar a previsão do tempo, afinal dependo dessa informação para escolher minha roupa... Às vezes penso ser uma desculpa que dou a mim mesma para poder fazer mais um pouquinho de hora na cama (quantas vezes torço para a moça do tempo atrasar-se...rs) E, enquanto espero, vou ouvindo o programa, meio acordada, meio dormindo ...


    Estava eu hoje num desses momentos quando percebi que Jabor falava sobre políticos ladrões. Eu devia estar ressonando no início e comecei a prestar a atenção quando ele começou a dizer algo sobre: “ ... ladrões bem sucedidos ... orgulho da cafajestice ... todos arranjam amantes cachorras ... de correntinha no tornozelo ... Êpa! Correntinha no tornozelo? Acordei. Ouvi o restante da crônica, mas havia perdido o fio da meada. Porém, a “amante cachorra de correntinha no tornozelo” ficou. Levantei minha perna e olhei. Ela estava lá. Dourada com um pequeno pingente brilhante. Sorri. Eu ... tornozeleira... amante cachorra ... rs. Será? Será que realmente é isso que podem pensar de uma mulher que usa um enfeite no tornozelo?... Lembrei-me de uma amiga, cujo marido não a deixava usar esse adereço. Tomara que ele não tenha ouvido o programa, pensei. Mas, o que significa uma amante cachorra, perguntei-me. Uma ofensa ou um elogio..? Poderia ser uma coisa ou outra, depende... (preferi considerar um elogio...rs)

    Mas o tempo era curto e eu precisava ir para o trabalho. A moça do tempo avisou que iria chover à tarde. Vesti-me e olhei novamente para meu tornozelo. Deveria tirar a correntinha? Sim ou não? ... Sim, devia tirá-la e foi o que fiz.

    Era dourada e não combinava com a roupa de hoje. Tirei, guardei, peguei a prateada, coloquei no meu tornozelo e saí para o trabalho fantasiada de amante cachorra... rs.
    Sueli Benko

    15 de mar. de 2009

    DESEJO


    Tema Desejo - Tertulia Virtual - Março


    Desejo em Espiral - Rose Canazzaro


    “Conta-me teus desejos e te direi quem és”

    O que é nossa vida senão um punhado de desejos?

    O que é nossa felicidade senão um desejo satisfeito?

    O que é nossa tristeza senão um desejo frustrado?

    Quem serias tu se meu desejo não te notasse?

    Quem seria eu se de desejos não me fizesse?



    Desejo meus desejos vivos,

    simples ou loucos, na boa ou na raça.

    Desejo sempre minha vida viva

    e que a morte, nunca de desejo se faça.



    Sueli Benko