21 de mar. de 2009

O circo da vida

Photobucket - arcilla46


“Como é belo sermos trapezistas nesse circo em que a vida se transforma... Às vezes estamos na corda bamba, às vezes fazemos papel de palhaços, às vezes rimos dos outros palhaços, outras vezes rimos de nós mesmos - e ainda muitas outras vezes enfrentamos as feras. Mas vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança.Muitas vezes tiramos até as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que nossos saltos sejam mais emocionantes e mais altos, para que a aventura seja ainda mais perfeita e mais profunda.E se um dia nós voarmos de encontro ao chão, isso não terá nenhuma importância maior, porque também viveremos a emoção da própria queda. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!

(Marson)




Recebi esta mensagem de um amigo e achei sensacional a comparação. Costumo comparar a vida com uma escola, mas nunca a havia comparado com um circo. Fiquei pensando na platéia e também aí encontrei incrível semelhança. Se o palco é nossa vida, suponhamos que haja uma platéia somente de “amigos” (entre aspas, mesmo).

Lá, então, teremos aqueles que nunca nos aplaudem e somente nos criticam (são os amigos invejosos);

os que conversam o tempo todo e não prestam atenção alguma ao espetáculo (são os amigos dispensáveis);

os que fingem estar aplaudindo, quando estamos para eles olhando, mas, ao virarmos as costas, criticam-nos com críticas nada construtivas (são os amigos falsos);

os que nos aplaudem entusiasticamente sempre, independentemente de terem gostado ou não (são os nossos amigos puxa-saco);

os que se dizem amigos mas vão assistir o seu show somente para prestar atenção no seu par (amigo sem qualificação, não sei como classificar);

os que vivem pedindo desconto no ingresso de nosso show, mas sabemos que em outros, eles pagam até mais caro para não deixar de assistir (são os que estão ao nosso lado somente por algum interesse qualquer, mas que não tem nada a ver com a amizade);

e, finalmente,

os que aplaudem mais ou aplaudem menos, mas aplaudem, dependendo do que vêem, e após o espetáculo, vão até o nosso camarim parabenizarem-nos pelo sucesso ou dar-nos uma palavra de conforto caso não tenha sido um dia de sorte; estes, podem até não estar presentes no dia do show, mas fazem questão de mostrar que estavam, mesmo que em pensamento; (estes são os nossos amigos de verdade).

(Os meus amigos do blog estão todos nesta última classificação)

Estes foram os amigos que vi na minha platéia, mas aposto que vocês saberão encontrar outros tipos de amigos também na platéia de vocês; basta observar.

Sueli Benko

20 de mar. de 2009

Dia 20 de Março - DIA DO BLOGUEIRO

Imagem copiada do Blog Café com Notícias

Gente, eu não sabia que existia o “Dia do Blogueiro”.

Fiquei sabendo através de minha amiga-irmã-comadre Ana Luiza, do Bar da Ruiva e foi uma novidade muito boa, por sinal, pois a blogosfera hoje, faz parte de minha vida. Lá no Bar, mais tarde, faremos uma comemoração virtual e convido a todos para comparecer, pois haverá bebida liberada para todos, por conta da dona da casa. E, já viu, né, bebida virtual é a única que não dá problema com a Lei Seca ... rs.

Amigos blogueiros, vamos divulgar o nosso dia!!!

Sueli

18 de mar. de 2009

Amante cachorra


Todas as manhãs, assim que acordo, num gesto que até chamaria de automático, levo a mão ao meu rádio de cabeceira, que já está sintonizado na CBN, ligo-o e fico ouvindo o Heródoto Barbeiro. Adoro as piadinhas sobre futebol que ele, corinthiano roxo, faz com as repórteres de rua, adoro as crônicas do Sardemberg, Mauro Halfeld, Juca Kfouri e Arnaldo Jabor, entre outros. Minha vontade seria ouvir o programa inteiro, mas não dá, então fico ouvindo até chegar a previsão do tempo, afinal dependo dessa informação para escolher minha roupa... Às vezes penso ser uma desculpa que dou a mim mesma para poder fazer mais um pouquinho de hora na cama (quantas vezes torço para a moça do tempo atrasar-se...rs) E, enquanto espero, vou ouvindo o programa, meio acordada, meio dormindo ...


Estava eu hoje num desses momentos quando percebi que Jabor falava sobre políticos ladrões. Eu devia estar ressonando no início e comecei a prestar a atenção quando ele começou a dizer algo sobre: “ ... ladrões bem sucedidos ... orgulho da cafajestice ... todos arranjam amantes cachorras ... de correntinha no tornozelo ... Êpa! Correntinha no tornozelo? Acordei. Ouvi o restante da crônica, mas havia perdido o fio da meada. Porém, a “amante cachorra de correntinha no tornozelo” ficou. Levantei minha perna e olhei. Ela estava lá. Dourada com um pequeno pingente brilhante. Sorri. Eu ... tornozeleira... amante cachorra ... rs. Será? Será que realmente é isso que podem pensar de uma mulher que usa um enfeite no tornozelo?... Lembrei-me de uma amiga, cujo marido não a deixava usar esse adereço. Tomara que ele não tenha ouvido o programa, pensei. Mas, o que significa uma amante cachorra, perguntei-me. Uma ofensa ou um elogio..? Poderia ser uma coisa ou outra, depende... (preferi considerar um elogio...rs)

Mas o tempo era curto e eu precisava ir para o trabalho. A moça do tempo avisou que iria chover à tarde. Vesti-me e olhei novamente para meu tornozelo. Deveria tirar a correntinha? Sim ou não? ... Sim, devia tirá-la e foi o que fiz.

Era dourada e não combinava com a roupa de hoje. Tirei, guardei, peguei a prateada, coloquei no meu tornozelo e saí para o trabalho fantasiada de amante cachorra... rs.
Sueli Benko

15 de mar. de 2009

DESEJO


Tema Desejo - Tertulia Virtual - Março


Desejo em Espiral - Rose Canazzaro


“Conta-me teus desejos e te direi quem és”

O que é nossa vida senão um punhado de desejos?

O que é nossa felicidade senão um desejo satisfeito?

O que é nossa tristeza senão um desejo frustrado?

Quem serias tu se meu desejo não te notasse?

Quem seria eu se de desejos não me fizesse?



Desejo meus desejos vivos,

simples ou loucos, na boa ou na raça.

Desejo sempre minha vida viva

e que a morte, nunca de desejo se faça.



Sueli Benko

14 de mar. de 2009

Permita-me ser seu espelho essa noite!


Então eu estou aqui

e você também

Me permita ser o seu espelho esta noite

cantar em mim o teu encanto,

tua estranheza e teu espanto

Como quem sabe no fundo

que não há distância neste mundo,

pois somos uma só alma

Me permita ser esta noite

a voz que te canta e se encanta de ti

Que te faz sentir-se e parar,

como quem volta pra casa

e resolve se amar.


Somos livres e não possuímos as pessoas

Temos apenas o amor por elas e nada mais

E é preciso ter coragem para ser o que somos

Sustentar uma chama no corpo,

sem deixar a luz se apagar

É preciso recomeçar no caminho que vai para dentro,

vencendo o medo imaginado,

assegurar-se no inesperado,

confiando no invisível,

desprezando o perecível,
na busca de si mesmo

Ser o capitão da nau

no mais terrível vendaval

Na conquista de um novo mundo

mergulhar bem no fundo

para encontrar nosso ser real

E rir, pois tudo é brincadeira

Que cada drama é só nosso modo de ver
A vida só está nos mostrando

aquilo que estamos criando

com nosso poder de crer.


(Luiz Antônio A.Gaspareto)

9 de mar. de 2009

Ansiedade & BSP


Às vezes, pergunto-me por que inventamos tantas guerras contra nós mesmos. Certo estava quem afirmou que nosso maior inimigo está dentro de nós. Queremos sempre encontrar um culpado para nossas dores, nossas decepções, nossos fracassos, mas, se pararmos para pensar, os únicos causadores de tudo isso são certos sentimentos que insistimos em cultivar.

Desde que uma mestra ensinou-me que todos os nossos sofrimentos (sem exceção) tinham sua origem em algum dos quatro medos principais (medo de perder, medo de enfrentar, medo do abandono e medo de morrer), a cada dor que surge, procuro sua origem em alguma dessas nascentes. Descobri que o segredo não está em eliminar a dor, mas sim, em eliminar o medo.

Mas... como acabar com um medo? É muito difícil, não é? Sim, é. E como é! Mas a boa notícia é que é possível.

Só que é preciso acreditar nessa possibilidade. Muitas vezes, para se conseguir essa façanha, é até necessário alterarmos alguns conceitos e convicções. Sei que para algumas pessoas isso também é muito difícil, mas, que tal abrir a cabeça para conhecer o novo e refletir um pouco sobre “coerência” ou sobre “quem inventou isso que aprendi”?

Um exemplo: o medo de enfrentar (convicção errônea: derrota = fracasso).

Por que o medo de enfrentar? É óbvio que o medo está focado no resultado. E no resultado de algo que ainda não aconteceu (futuro), ou seja, “medo do que não existe”. Conclui-se que ansiedade é a pretensão de querer adivinhar. É um dos sentimentos mais inúteis que podem existir.

Como podemos trabalhar isso? Usando o poder do mais santo remédio: o auto amor.

O auto amor tem um ingrediente que apelidei de BSP (Bancar a Si Próprio).

BSP nos ensina a sempre ficarmos ao nosso próprio lado, nunca nos condenarmos, nunca nos desacatarmos, nunca nos arrependermos, nunca nos criticarmos, nunca nos abandonarmos, nunca aceitarmos permanecer caídos, se impossível for impedirmos uma queda.

Diante de uma situação crítica, se eu me perguntar: “O que de PIOR pode me acontecer (mas o PIOR mesmo)? Ao obter a resposta, pergunto-me: “Se esse PIOR acontecer, o que farei por mim? Como eu me tratarei? Onde me colocarei? Será que, se o pior acontecer, serei capaz de encarar esse pior como um aprendizado e não como uma derrota? Serei capaz de acreditar que precisei daquilo para me fortalecer? Serei capaz de aceitar que a derrota somente está na cabeça de quem quer encará-la como um “fim”? Serei capaz de olhar para dentro de mim, erguer a cabeça e dizer-me: “Vem, vamos seguir em frente; mais um passo dado, mais uma lição aprendida. A coisa aconteceu, já passou, mas eu estou aqui – comigo! Eu, comigo, sempre!”

É bom acreditar que a vida é bela e que o sucesso pode não estar onde o enxergamos, que as alucinações que temos podem nos atrapalhar muito se não entendermos que são falsas. Às vezes, a vitória está, não no encerramento de um caso, mas na certeza de termos aprendido o que fazer com ele e de termos extraído dele aquilo que deveria ter sido nosso principal objetivo: termos conseguido aprender o BSP, pois o dia que tivermos nos diplomado nesse quesito, jamais a ansiedade encontrará o caminho para chegar até nós.

Quem escreve isto é alguém que ouviu, refletiu, assimilou, praticou e conseguiu. Minha prática foi adquirida ao enfrentar o medo de perder. Sei que tem alguém aqui que está precisando urgente aprender a perder o medo de enfrentar (deu até um trocadilho aqui... rs). A essa pessoa eu digo: o método é o mesmo. Ninguém precisa ser infalível, ninguém precisa ser perfeito, ninguém precisa ganhar todas. Todos têm o direito de se esquecer, todos têm o direito de errar, todos têm o direito de perder e, principalmente, todos têm o direito de “recomeçar”.
Se o “PIOR” acontecer, você terá uma das maiores vitórias de sua vida se conseguir BSP (Bancar a Si Própria)!!!

(O resto, será apenas ... o resto)

Sueli Benko

8 de mar. de 2009

Dia Internacional da Mulher


Eu apenas não queria deixar passar em branco. Pensei em algo simples para escrever, algumas palavras apenas que, de certa forma, homenageasse a nossa classe. Queria falar das mulheres em geral, mas descobri que não basta ser mulher. É preciso ser mulher íntegra, mulher sincera, mulher honesta, mulher cúmplice e tudo isso resume-se na "mulher amiga".

Se não souber ser amiga, não adianta ser mulher.

Assim sendo, rendo hoje minha homenagem a todas as minhas amigas!!! (incluindo mãe, irmã, noras, sobrinhas e primas, pois de nada adiantaria o parentesco se não fossem minhas amigas).

Muito agradecida pela amizade que me dedicam, pois ela é meu esteio, meu calmante, meu ponto de apoio, minha companhia, meu alento, meu muro de arrimo, meu prêmio.

Amo vocês, meninas!

Sueli

1 de mar. de 2009

Uma notícia e um convite

Meus queridos amigos:

Hoje, tenho uma notícia e um convite especial.

Notícia: temos duas blogueiras novas no pedaço. Uma é Ana Elizabeth, diretamente de Cajazeiras, na Paraíba. Doce e adorável. A outra é Regina Márcia, uma mineirinha amiga minha que não conhecia ainda a blogosfera. Elas têm vocação para escrever e serem simpáticas, por isso as incentivei a conhecer este nosso mundinho bom. Felizmente gostaram, então fomos agraciados com mais duas amigas.

Convite: visitem seus blogs:







Abração proceis!

Sueli

25 de fev. de 2009

Trote estudantil


Primeiramente peço desculpas pela defasagem do assunto, mas eu já havia começado a preparar este post e não tive tempo de terminá-lo durante estes dias todos. Faço, no entanto, questão de deixar aqui registrada a minha revolta com essa barbárie chamada de “trote estudantil”.

Não sei se é ignorância minha, mas, por mais que eu tente entender, por mais que eu busque um pequeno motivo para que isso aconteça aos alunos, justamente no momento em que estes deveriam estar recebendo um prêmio, não consigo encontrar nada; nada que justifique a aplicação dessa pena, dessa ridícula e inconcebível brincadeira de mau gosto (pelo menos, na minha opinião).

Também não entendo porque os próprios alunos aceitam. Eu não aceitei. Recusei-me a participar e “ai” de quem me encostasse a mão! Sei lá, eles me respeitaram, não passei por essa humilhação (meu filho, também não – às custas de faltar uma ou duas semanas à aula, mas eu o aplaudi e tenho certeza que ele jamais participará de um ato bárbaro desses, nem passiva e nem ativamente).

Alguém pode me explicar ONDE ESTÁ a graça? Qual é o tipo de satisfação que se tem ao submeter um colega a essas humilhações e, muitas vezes, agressões físicas? Agressões estas que já levaram não sei quantos alunos ao hospital? Ou até mesmo à morte, como foi o caso daquele rapaz que faleceu afogado na piscina da USP, vítima de um trote estudantil, há alguns anos atrás??? Este ano chegaram ao cúmulo de jogar ácido nos corpos de alguns deles? Será que algum dia não terão a idéia de praticar roleta russa também????

Gente, que civilização é esta??? Alguém pode me explicar?

Tudo bem que resolveram criar uma lei para regularizar o trote. Já é alguma coisa. Mas, na verdade, ainda não é o suficiente, pois trote deveria ser proibido em qualquer seguimento (não, regularizado). Não entendo muito de lei, mas penso que essa “brincadeira” fere a dos direitos humanos. Ninguém pode ser obrigado a nada, nem a fazer caridade. Convidar os alunos a doar sangue, visitar doentes nos hospitais, etc. é muito digno e muito bonito, desde que seja um ato “voluntário”, mas nem isso posso aceitar que seja imposto a alguém.

Bem, pessoal, é isso aí que eu precisava botar para fora.

Sueli Benko

15 de fev. de 2009

É isso que importa


A expectativa fez-me voltar no tempo,

quando eu ainda acreditava
no amor,

em você.

O saber de hoje, ignoro.

Nada me importa,

vendo meus olhos,

fico longe de mim,

não quero saber.

Você veio.

É isso que importa.


Sueli Benko

12 de fev. de 2009

(um achado)


“Tenho imagens que não estão nos olhos,

mas um pouco abaixo deles.

Que não estão na mente,

mas um pouco abaixo dela.

E que também não estão no coração,

mas passeando como sangue,

por todos os tecidos da pele

ao mesmo tempo.

Plasma e oxigênio.

Ar e sufoco.”



(Elvira Schuartz)


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Encontrei isso em algum lugar, não me lembro onde, mas sei que adorei e copiei num pedacinho de papel. Hoje, arrumando um armário, o encontrei. Vim aqui e postei.
Sueli

5 de fev. de 2009

Dúvida



Se eu acreditasse na maldição da serpente, iria pensar que não foi uma maçã que ela deu a Eva, mas sim, um pacote de dúvidas (rs). Como essa danada atrapalha a vida da gente, não? Em hora de decisão importante, principalmente. Não sei se é pelo fato de ter meu ascendente em Gêmeos, mas o fato é que ela é presença constante em minha vida. Faço ou não faço? Arrisco ou não arrisco? Aceito ou não aceito? Tento ou não tento? Mudo ou não mudo? Troco ou não troco?


Quando a escolha envolve uma perda, fica bem mais difícil decidir. Trocar é fácil quando não há nada a se perder, mas quando o objeto da troca é inconstante, fica sempre a dúvida: e se o antigo se torna melhor que o novo depois da troca?


Tenho a impressão que a dúvida em demasia não é algo comum entre todas as pessoas. Mas quem sofre disso sabe do que estou falando.


Bem, eu estava na dúvida se iria postar esta besteira aqui, hoje, mas resolvi postar.


Não liguem, não, é apenas um desabafo (bobo).


Sueli Benko

3 de fev. de 2009

Meme

  • Majoli me ofereceu um selo
    que vem acompanhado de um Meme
    Obrigada minha amiga!


  • As regras são as seguintes:


    1. Linkar a pessoa que lhe indicou

    2. Escrever as regras do Meme em seu blog

    3. Contar seis coisas aleatórias sobre você;

    4. Indicar mais seis pessoas, colocando seus links no final do post;

    5. Deixar a pessoa saber que foi indicada, deixando um comentário para ela;

    6. Deixar quem o indicou saber quando você publicou seu post
    ..........................

    Então, faço agora, a minha parte. Vamos lá:

    1. Estudei, quando criança, num colégio de freiras e, tendo um pai super enérgico, vocês podem imaginar a “cabecinha” aqui como era (Maria Santinha ... irgh!). Uma adolescente “puritana” e preconceituosa (Afff..).

    2. Comecei a trabalhar com 15 anos e desde o início de minha vida profissional, em todos os meus empregos, sempre trabalhei com importação e exportação, até o dia que me formei em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior. Desde então, nunca mais trabalhei nessa área ... rs

    3. Casei-me duas vezes. O primeiro casamento foi muito complicado; acho que um bom treino para saber valorizar meu segundo esposo, meu grande amor. Não vou morrer desta vez, tendo qualquer dúvida sobre ter sido amada e respeitada verdadeiramente por alguém. Mas, sou viúva há oito anos.

    4. Sou espiritualista e buscadora incansável. Busco, aprendo, vivencio e só então, acredito (ou não). Condição principal da lição para mim: coerência. Tudo isso causou grandes mudanças em minha vida. Tem dia que não me reconheço. Está sendo tudo muito rápido.

    5. Gosto muito de comida brasileira (de preferência, mineira), adoro cozinhar (feijoada é meu forte e, claro, acompanhada de uma caipirinha - de pinga), mas não dispenso uma pizza (um queijo, dois queijos, três, quatro, cinco queijos ...), sempre acompanhada de um bom vinho tinto seco (aliás, o vinho está muito presente em minha vida); adoro cinema e leio até cansar. Gosto muito também de escrever. Não sei viver sem um computador. Melhor que tudo isso, acho que só um bom papo... rs

    6. Sou mulher apaixonada, movida a amor. Prefiro amar sem ser amada do que simplesmente, não amar. E os amores, bem, hoje reconheço que sempre tive e tenho aquele que, no momento certo, mais necessitei e necessito para meu aprendizado, por isso, sou agradecida a todos.

    É isso aí.

    .............................

    Eu poderia indicar seis pessoas, mas prefiro que qualquer um de vocês, amigos blogueiros, caso sinta vontade, conte-nos em seus blogs, um pouquinho de vocês, assim como eu fiz.

    Sueli
    ..........

    1 de fev. de 2009

    ... uma carta de amor


    Se hoje eu me transformasse
    em papel e palavras,

    com toda certeza eu seria
    uma doce carta de amor.

    .......

    Sueli Benko

    27 de jan. de 2009

    Perfeição


    O dia mais lindo é aquele que se inicia
    com o som da sua respiração,
    com o toque da sua mão,
    com a ternura do seu beijo.

    A noite mais perfeita é aquela que antecede o dia mais lindo.
    ...
    Sueli Benko

    18 de jan. de 2009

    Migalhas? ...


    Teve um dia que, de tanto amar o outro,
    aceitei migalhas.


    Hoje, de tanto me amar,

    não como mais pão ...


    Sueli Benko

    14 de jan. de 2009

    Quando você me toca ...


    ... coloco-me amarras,
    vendo meus olhos,
    tampo minha boca,
    dispo-me do desejo...

    Não me rendo,
    não fraquejo,
    não me arrependo.
    Já estou me acostumando...

    com meus dias,
    com minha vida,
    com meu tudo,
    sem você
    .
    Sueli Benko

    11 de jan. de 2009

    Aprendendo a perdoar



    Alguém me pediu para escrever sobre o perdão. Não que eu me julgue alguém competente no assunto, nem tenho cátedra para isso, mas, aceitei escrever, simplesmente como alguém que já aprendeu a perdoar.

    Por haver aprendido sobre o amor, por haver entendido a vida e suas manobras quando deseja nos ensinar algo, por saber que nada acontece por acaso, por acreditar que semelhante atrai semelhante e, finalmente, por ter comprovado que existe a lei da projeção*, eu não tenho dificuldade alguma para perdoar quem quer que seja. Digo mais: nem me lembro da última vez que precisei fazê-lo. Simplesmente não tenho tido motivos para ter que perdoar, porque não tenho dado mais aos outros o poder de me ferir.

    Na verdade, não mais acredito que as pessoas têm o poder de nos magoar. Nós, sim, é que nos magoamos com as coisas que as pessoas fazem, pois está em nós o poder de decisão: se aceitamos a ofensa ou se simplesmente a ignoramos. Na verdade, sou da opinião que seria melhor treinarmos a não aceitar ofensas, pois teríamos muito menos, ou quase nada, a perdoar.

    “Falar é fácil. Isso é muito difícil!”. Aposto que é o que todos me dirão. E eu respondo: “Realmente, é muito difícil! É óbvio que é muito difícil!”. Acontece que esta vida tem um sentido. Não estamos aqui por nada. Estamos aqui para aprender algo. A vida é como se fosse uma escola. Se algo é fácil, é porque já sabemos. Tudo o que não sabemos, é difícil, mas é difícil enquanto não aprendemos. Lembro-me de que, antes de ter minha carteira de habilitação, eu achava que dirigir um veículo seria difícil demais. Hoje, acho muito fácil. Óbvio, hoje já sei.

    Não me interessa aprender coisas fáceis. Quero e devo aprender o difícil. Sei que perdoar é difícil, mas é difícil para quem ainda não sabe. Aliás, se eu não soubesse perdoar, estaria em maus lençóis, pois existe uma pessoa que fez (e faz) tantas, mas tantas coisas com as quais tanto sofri nesses últimos anos (e como sofri...!), mas nem tive necessidade de perdoar, pois por nenhum momento sequer odiei essa pessoa. Quando entendo que ela continua fazendo as mesmas coisas e que já não sofro, só posso agradecê-la, pois foi ao seu lado que aprendi a não dar o poder para os outros me fazerem sofrer. Precisei dela para aprender, pois sem alguém provocando meu sofrimento, digam-me, como eu poderia ter certeza que aprendi? A situação, hoje, é a mesma de alguns anos atrás, mas com a grande diferença: hoje não sofro. Por esta razão, tenho certeza que logo, logo, essa pessoa não fará mais parte de minha vida, pois sua missão terá terminado (ou então, continuará fazendo, mas representando um novo papel).

    Se você quer aprender a perdoar, entenda que “é preciso” que alguém lhe dê motivos para que você tenha que perdoar. E o motivo é justamente uma ofensa, uma mágoa, um desacato, ... sei lá.
    Está cientificamente provado que mágoa guardada gera problemas sérios para a saúde. Não para a de quem provoca a mágoa, mas sim, para a de quem a sente. Aí é que entra o amor. Amor ao próximo? Pode ser, mas somente após amar a si próprio. Amar-se é querer o seu próprio bem, acima de tudo (e de todos) e quem quer seu próprio bem, tem que aprender a trocar o ódio pelo amor.

    Amar a quem não nos faz mal é muito fácil. Conseguir amar àquele que nos mostrou termos descuidado de nós mesmos, não é nada fácil, não. É muito difícil enfrentar a verdade, mas depois que aprendemos... fica fácil.

    Se for verdade ou não que a falta de perdão pode provocar um câncer, como temos ouvido falar, por via das dúvidas, é melhor perdoar. E perdoar não significa concordar com o que a outra pessoa fez, mas entender que precisávamos daquilo para aprender alguma lição. Baseados nesta verdade é que existem muitos ensinamentos, especialmente os orientais, que nos ensinam a amar e agradecer aos nossos inimigos. Eles são nossos mestres , ou, pelo menos, os instrumentos de nossa maior mestre: a vida.

    Outro dia, ouvi uma frase espetacular que posso adequar a este assunto: “O grande aprendizado não está nas ofensas que recebemos, mas no que aprendemos a fazer com elas”

    Sueli Benko
    ........

    *lei da projeção = enxergar no outro o seu próprio defeito, espelhar-se no outro, artimanha usada pela vida para nos fazer enxergar no outro o nossos próprio defeito, já que não conseguimos olhar para nós próprios.
    ...........
    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)

    10 de jan. de 2009

    Vendo e ouvindo Maysa

    Não é à toa que não tenho marcado qualquer compromisso para as noites de minha semana. Ter a chance de reviver o tempo de Maysa... eu que cheguei a assisti-la ao vivo... Não tem preço. Ainda jovem, já admirava a personalidade dessa mulher. Claro que nunca concordei e nunca entendi o que a levou a beber, fumar e aprontar tanto. Parece que todos nós prevíamos seu precoce fim. Ai... que pena!!!

    Hoje ela estaria com 70 anos, mas aposto que cantando tão bem como quando tinha 25. Não sei se por eu ter sido derrubada tantas vezes, minha música predileta sempre foi “Meu Mundo Caiu”. Não por ter caído tanto, mas por ter aprendido a me levantar ... sempre.
    ...............................................................................



    Meu mundo caiu
    (Maysa - 1936/1977)


    Meu mundo caiu

    E me fez fez ficar assim

    Você conseguiu

    E agora diz que tem pena de mim

    Não sei se me explico bem

    Eu nada pedi

    Nem à você nem à ninguém

    Não fui eu que caí

    Sei que você entendeu

    Sei também que não vai se importar

    Se meu mundo caiu

    Eu que aprenda a levantar
    ...

    4 de jan. de 2009

    Um ano em 40 segundos


    Vagabundeando pela Internet, encontrei um site com diversas e variadas dicas interessantes . Um vídeo lá postado chamou minha atenção e fiz questão de trazê-lo para vocês também terem o prazer de vê-lo.

    Ali, admirei a paciência (ou persistência) do autor e, principalmente, não encontrando a palavra exata para descrever, eu poderia dizer, a “maestria” da nossa grande Mãe natureza.
    Ei-lo:


    O site:
    http://www.arteblog.net