27 de mar. de 2010

E eu fui ao encontro do meu coração ...


... quantas barreiras que me pareciam intransponíveis precisei atravessar para chegar até ele... Quantas surpresas ao encontrá-lo. Eu o julgava frágil e necessitado de proteção, então, perguntei-lhe o que precisaria ser feito para que ele fosse o mais feliz de todos os corações e, estupefata, ouvi a mais inesperada das respostas:


“Desde há muito tempo fazes coisas para não me deixar sofrer, mas nunca vieste me perguntar o que seria necessário para me deixar feliz. Estou cansado de tanta proteção. Estes altos muros que construíste para impedir que o sofrimento chegasse até mim nada mais eram que proteções para ti mesmo. Sim, Ego, tu que sofres porque não queres ser passado para trás, porque aprendeste e assumiste com as pessoas deste mundo tantas inverdades, tantos conceitos infundados, tantas besteiras... Fizeste íntima amizade com o Orgulho; somente a ele ouves e a mais ninguém. Para safar-te do inconveniente de seres contrariado, ergues muros e mais muros em nome da minha proteção. Não sei a quem desejas enganar, nem sei se enganas a ti próprio, mas o que tenho a te dizer é que não preciso de nada disso, minha função nesta vida é somente amar. Eu vivo de amor e até disso tentas me privar. Queres escolher por quem devo ou não me apaixonar, como se isso possível fosse. Desde que destes as mãos ao Orgulho, tiras-me o direito de amar sem ser amado. E quem disse que preciso ser amado? Eu tenho amor suficiente para nós e para distribuir a quem eu bem entender. Infelizmente preciso de ti para dar vazão a ele, mas o que fazes? Prendes-me numa redoma como se eu fosse um inválido! Sinto-me tão sufocado, não há quase espaço para viver. E depois reclamas que não te sentes bem... Sentes aperto no peito e ainda achas que sou eu quem não está funcionando... Ora, faça-me o favor! Queres me ver bem? Então liberta-me! Se eu quiser amar a quem não lhe dá a mínima importância, deixa-me! Se estás esperando retorno, dana-te! Experimenta deixar teu amigo Orgulho de lado e volta-te para mim, quem verdadeiramente te dá a vida. Aprenda que o importante é amar. Ser amado é apenas um detalhe (detalhe muito bom, reconheço, mas não essencial à vida). Se queres me ver feliz, suplico-te: abandona o orgulho e deixa-me amar a quem eu bem entender. Ah, e eu não preciso da presença de ninguém a não ser da tua... Eu preciso somente ter liberdade para escolher a quem amar porque sei quem é melhor para nós, mesmo que não haja retornos, mesmo que haja distância, mesmo que não haja esperança... Entendeste?”

...

Estou aqui ruminando o que acabei de ouvir...

Sueli Benko

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18 de mar. de 2010

Tenho um sonho...


Tenho um sonho ... Um sonho que sonho quando estou acordada.
Alguém um dia me disse que se eu pensasse com muito afinco e se diariamente fizesse uma tela mental daquilo que eu desejasse com muita intensidade, meu sonho seria realizado. Então, além de pensar (intensamente), escrevo ...


Tenho um sonho... e você está nele.
Há um lugar... Há uma porta... Há eu aqui...
Você acolá, chegando... entrando...
Há um abraço com braços e com alma, encaixado, entrelaçado,... longo... bem longo
Há mão na mão.... Há olhos nos olhos....
Poucas perguntas... (ou nenhuma)
Há um vinho... Há palavras.... Há sussurros (muitos)...
Há muita vontade, sua e minha, de que parem todos os relógios do tempo...
Há mais, muito mais, que não ouso sonhar, porque, se acontecer,
que seja tecido somente de realidade (minha e tua).

Há um sonho... O lugar está quase pronto... a porta também.

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Sueli Benko
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16 de mar. de 2010

FORTALEZA

Perdoem minha ausência, estou tirando uma semaninha de descanso merecido.
Estou em Fortaleza, pensando no "Futuro"...

Volto logo!

Beijinhos

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10 de mar. de 2010

Por saber amar ...


Por saber amar,
um dia descobre
que amar a si mesma
é saber mais.

Descobre tanto,
que o amor não cabe
em si: transborda,
inunda, muda rumos,
abre caminhos.

Então, renasce
a mulher
do seu próprio
dom de amar.

Transforma
a si mesma,
transforma
vidas.
...
(Texto desenvolvido pela empresa Lado a Lado - Design, Comunicação e Marketing)
...
Foi o texto mais lindo que recebi pelo Dia Internacional da Mulher.
Singelo e profundo.
Mesmo que com atraso, fiz questão de enfeitar meu cantinho com ele.
Sueli
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7 de mar. de 2010

Força pessoal – Um presente para mim pelo Dia das Mulheres

Atualmente faço um curso onde uma das matérias treina-me a reconhecer e saber usar minha força pessoal. Às vezes, passamos uma vida inteira sem conhecê-la. A boa notícia, para quem ainda não sabe é que ela existe mesmo e comprovar sua existência foi para mim um momento mágico.

É claro que para chegar nela há de haver muito treino, disciplina e fé. Fé em si próprio, é claro, apesar de que qualquer fé é permitida, tudo pode ajudar na hora, mas, experimente confiar somente em algo de fora... Se não acreditar no que está dentro de si e que é seu, por direito e por lei universal, nem pensar... baubau!

Já consegui usá-la, com sucesso, em diversas situações e minha lição de casa para esta semana é treiná-la em algo que eu esteja julgando muito difícil de conseguir. Resolvi, então, usá-la para afastar um pensamento indesejável, que está “enchendo-me o saco” já há um tempinho, chegando a distrair-me a ponto de atrapalhar meu sono. Está sendo um “prato cheio” para meu treinamento!

O caminho foi primeiramente convencer-me de que minha força é muito mais poderosa que um pensamento bobo e mal vindo. O segundo passo é substituí-lo por outro assim que der as caras (e repetir isso, incansavelmente...). Minha sorte é que há um pensamento lindo para substituí-lo (penso num certo “rei”). Estou desde ontem praticando. Posso garantir que hoje já consegui anular bastante a invasão do intruso. (agora estou esperando a hora de dormir... vamos ver... rs). Prometo contar o resultado para vocês, daqui a uma semana. Isso faz parte do aprendizado, estou me comprometendo a apresentar um resultado... Percebem?

E quero oferecer a mim esse resultado como um, digamos, ”auto presente”, pelo “Dia das Mulheres”.

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Sueli Benko
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4 de mar. de 2010

Fios de ausência

Imagem: http://sopra.blogs.sapo.ptarquivo2004_03.html


Com fios de ausência vou tecendo os lençóis de saudade ...

...que irão cobrir meu corpo esta noite.
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Sueli Benko
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21 de fev. de 2010

Minhas vidas

Folhas ao Vento - D. Guerras

Seria a vida terrena somente a transposição de um tempo desde o dia que se nasce até o dia que se morre? Pensando aqui com meus botões, cheguei à conclusão que não. Eu, pelo menos, desde que nasci, com toda certeza deste mundo posso afirmar que já tive mais que uma vida.
Haverá alguém a dizer que estou confundindo as coisas, que a pessoa muda mesmo, que é natural, e pode-se, então, ter a impressão que a vida também mudou. Não! Não é o meu caso, com certeza!

Minhas vidas, dentro desta encarnação, foram tão diferentes umas das outras, que não tenho como compará-las nem acreditar que tenham sido uma só. Fui uma pessoa diferente em cada uma delas, como se realmente fossem diversas encarnações. As pessoas que fizeram parte delas, com exceção de algumas, foram diferentes, os locais onde vivi em cada uma delas, muitas vezes, foram diferentes, meus sentimentos, gostos, conceitos, interesses, valores e tantas outras coisas mais, salvas algumas tendências, foram diferentes também. Já fui boba, já fui esperta, já fui submissa, já fui autoritária, já chutei o pau da barraca, já deixei prá lá, já passei fome, já vivi na abundância, Já comi caviar e também casca de batata, já amei e fui correspondida, já amei e não fui correspondida, já fui católica, ubandista, seicho-ho-iê, espírita e espiritualista, já acreditei em Deus, já duvidei de Deus, já conheci o céu e já conheci o inferno.

E minha aparência física? Ah... não poderia ter ficado de fora. Quantas eu tive? Não sei. Perdi a conta. Chego a não ter lembranças nítidas de algumas delas. Já fui gorda, já fui magra, já fui normal, já adorei meu corpo, já o odiei também.

Alguém, com certeza, irá dizer “Isso é falta de personalidade...”. Certamente, em algumas de minhas vidas eu iria ofender-me com tal comentário e partir para uma discussão, na tentativa de provar a todo custo que a pessoa estava enganada ao meu respeito. Sim, eu já vivi vida em que precisava provar para alguém o que e como eu era e não admitia que pensassem o contrário. Já bradei muitas vezes (e com muito orgulho, na época) que não levava desaforo pra casa. Quanta besteira...

Mas, minhas vidas têm algo em comum: nunca foram constituídas de apenas “um dia após o outro”. Foram tantos os eventos, revezes, dramas e comédias, picos de lágrimas e alegrias, de frustrações e realizações, que nunca poderei me queixar de tédio.

Ainda estou em minhas reflexões, tentando classificar a todas elas. Nem sei se isso tem importância, talvez seja apenas uma tola curiosidade, pois na verdade, a que realmente me interessa é a atual. Mas, por enquanto, pelo menos já cheguei à conclusão de que tive uma vida dirigida pela mente, outra pelo espírito e agora, acho que estou começando a experimentar a vida regida pela alma... E estou gostando disso...

Sueli Benko

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16 de fev. de 2010

Pura ilusão ...


Recebi o envelope selado com um coração
e com mãos trêmulas de felicidade o abri!
(Pura ilusão...)
Era tua carta de Adeus...
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28 de jan. de 2010

Não sei se o que escrevo ...

Não sei se o que escrevo teus olhos visitam ou se a distância que nos separa te envolve com o esquecimento. Não sei se a lembrança dos nossos momentos mais sublimes conseguiriam abrir uma brecha nessa nuvem de indiferença que parece ter se acercado de ti... Não sei se ainda sabes o quanto te quero e não sei também se ainda me queres... Não sei nem se deveria acreditar na tua volta...

Há uma lua que sabe onde estás, mas não sei se por indiferença ou por compaixão, tem evitado me encontrar. Em seu lugar, cai a chuva... Chove, chove muito lá fora. Talvez, seja o pranto da lua que, por ter sido madrinha deste amor tão puro, esteja triste por ver-te tão longe e esteja chorando seu pranto mais triste. Ou, quem sabe, esteja chorando de alegria porque também te ama e prevê tua volta...

Eu, que fiz de minha janela meu porto, olho para o horizonte em busca de sombras, mas o que vejo é apenas a chuva e a paisagem vazia. E enquanto tento estudar as lágrimas da lua, escolho acreditar que voltarás um dia...
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Sueli Benko
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(Imagem: http://lazycat66.blogspot.com)

20 de jan. de 2010

Paz é ausência de drama

Paz é ausência de Drama. Drama é opcional.
(Kalunga)

Imagem copiada de http://www.dubiella.com.br/page/3/

Ouvi essa frase hoje cedo e logo anotei para não esquecer. Sempre achei que paz é como o amor: a gente sente, não explica. Nunca soube ao certo explicar a alguém o que eu pensava que fosse a “paz”. Mas, com apenas três palavras – “Ausência de Drama” – o autor definiu exatamente o que eu concordo que seja.. No meu entendimento, não poderia haver melhor definição. E ele ainda continua... “Drama é Opcional”.

Há algum tempo atrás eu teria minhas dúvidas quando a esta última afirmação, mas hoje não tenho mais. Decidi tornar-me inimiga ferrenha de qualquer “drama” que possa chegar até mim e, por outro lado, sinto que ele (o drama) também não faz muita questão de ter minha companhia. É claro que não fico indiferente aos grandes dramas da humanidade, não é isso, mas no que se refere ao que me circunda, armei uma corrente de isolamento contra eles e tem funcionado.

Você pode até me dizer: “Ah, mas isso não é fácil, queria ver você (eu) no meu lugar!” – Eu apenas responderia: “Pois eu também gostaria de ver você no meu!”... rs.

Sueli Benko

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5 de jan. de 2010

Saudade ...


Todo mal deveria ser castigado? ...
Que pena aplicar a quem me faz sentir saudade?
Se poder eu tivesse, mandaria trazer algemado
quem é capaz de tanta crueldade,
jogaria a chave da algema no espaço
e o prenderia aqui, juntinho de mim
bem no meio do meu abraço...
(Sueli Benko)
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31 de dez. de 2009

Feliz 2009 em 2010!!!


Procurei as palavras mais lindas para escrever-te na noite de hoje. Esta noite que marcaria o fim de um ano que marcou minha vida com algumas marcas um tanto escuras e com outras de um colorido ímpar. E esse colorido que em grande parte devo a ti, conseguiu sobrepor-se e apagar todas as manchas que por ventura ainda pudessem restar. Este foi o ano das contradições, em que a realidade mostrou-se subjetiva enquanto que um simples sonho conseguiu fazer-se tão presente e tão intenso que me permitiu enxergá-lo, senti-lo, apalpá-lo...

Se eu disse acima que esta noite marcaria o fim de um ano é porque para mim, este ano de 2009 nunca terminará, pois sua essência, que é o que o faz presente, não haverá de morrer. Haverá de haver um 2009 em todos os meus anos daqui para frente; um 2009 que será representado pelas lições aprendidas, pelo perdão atribuído, pelas amizades que chegaram, por todo carinho que recebi e pelo amor incondicional que estou podendo experimentar.

Não poderia falar-te algo sem antes ter te falado do meu ano de 2009. Ele te trouxe ... de uma forma totalmente diferente. Nele me vi aceitando um mínimo que, pela força contida e pela magia implícita, conseguiu ser o máximo dos máximos. Um pouco de ti pode ser comparado a uma eternidade. Uma só palavra tua tem o poder de levantar-me e fazer-me seguir adiante. Um pensamento meu, que não sei por que vias consegue encontrar o teu, faz-me acreditar no improvável. Um querer que, mesmo não atendido consegue estar satisfeito ao conseguir terminar algo que não foi começado e ter certeza de que irá começar algo que nunca será terminado. Tudo isso 2009 trouxe para mim...

Meu 2009 ... o ano que, segundo meu astrólogo, traria muitas mudanças em minha vida, eu o dedico a ti, que sabe ler-me nas entrelinhas, que me conhece tão bem mesmo sem saber que me conhece, que sabe da minha vida muito mais do que eu poderia imaginar, que me deu o presente que pedi e o que não precisei pedir também...

Feliz 2009 em 2010! ... meu rei!

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27 de dez. de 2009

Última semana do ano de 2009!


Semana mundial da reflexão... Sim, refletir sobre o que se aprendeu durante o ano que se finda e refletir sobre como aplicar as lições aprendidas, no ano que se inicia.

Em 2009 tive muitas perdas e ganhos, mas ao colocar na balança descobri que foram mais ganhos do que perdas. No terreno da amizade tive algumas perdas, mas o número de ganhos foi bem superior. Pessoas maravilhosas foram enviadas por Deus para fazer parte da minha vida.

Isso não tem preço. Muito correto o ditado que diz “Deus fecha uma porta, mas abre uma janela! No meu caso, fechou uma janela e abriu diversas portas, sem contar os grandes amigos que já faziam parte de minha vida, cujas amizades somente intensificaram-se.

Em 2009 sofri algumas decepções, mas ainda neste ano aprendi que ninguém me decepcionou, pois a ninguém foi dado o poder de fazer isso. Aprendi que “eu” me decepcionei com algumas coisas que certas pessoas fizeram, quando “eu” as coloquei alguns degraus acima de mim.

Aprendi que ninguém passa por cima de mim se eu não apoiar a escada para que ela suba. O bom foi também ter aprendido que essa escada é imaginária, pois a vida colocou todos nós no mesmo plano. Não estou abaixo e nem acima de alguém. Posso até me compadecer pelo meu vizinho, mas sofrer por ele, não... nunca! Além disso, aprendi a “aceitar” as situações em que a vida me coloca. Esse aprendizado penso que foi o mais importante: A “aceitação” é uma das chaves da paz.

Neste ano também percebi que quando insisto em não aprender ou tenho preguiça de raciocinar, recebo lições de casa bem complicadas, mas, em compensação, quando aprendo a lição e passo nos testes, recebo presentes... lindos...

Estou indo para 2010 sentindo-me uma “rainha”... muito feliz e levando muitos presentes ...

Vem comigo !

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24 de dez. de 2009

Meu Natal

Não que eu acredite que Jesus tenha nascido num dia 25 de dezembro ...
Não que eu acredite que tenha sido numa estrebaria...
Não que eu acredite que tenha nascido de uma virgem...
Não que eu acredite que três reis magos tenham sido guiados até
Ele por uma estrela...
Não que eu acredite que Jesus tenha sido exatamente como a bíblia diz...
Não que eu acredite... e não que eu não acredite.

O que eu sei é que o dia 25 de dezembro foi por alguém e de alguma forma escolhido para a comemoração do aniversário de Jesus. Muita gente ainda afirma que foi uma data inventada para favorecer o comércio. Tudo bem, isso até pode ter fundamento, mas, apesar de tudo que escrevi acima, essa data para mim é importante. Talvez não o seja pelos mesmos motivos que é para outras pessoas, mas é um dia que escolhi para ser especial. E as datas são aquilo que escolhemos que elas sejam. Se escolhemos que Natal é dia de ficar triste por uma razão qualquer ou então por sentir saudade dos que não estão mais presentes, então o Natal, para quem pensa assim, é triste mesmo.

Eu escolhi diferente.
Escolhi gostar de ver as ruas enfeitadas,
Escolhi gostar de arrumar uma árvore de Natal em minha sala,
Escolhi gostar de pendurar um Papai Noel em minha porta,
Escolhi gostar de dar e de receber presentes,
Escolhi gostar de embrulhar os presentes em papel bonito,
Escolhi reunir toda minha família nesse dia
Escolhi preparar comidinhas bem gostosas, com muito carinho, para ela,
Afinal, tenho uma família linda e eu a amo infinitamente!

Mas... mesmo que não a tivesse, hoje, com certeza eu estaria preparando um Natal somente para mim e, de presente, eu me daria muito amor e uma total proibição de ficar infeliz nesse dia.

FELIZ NATAL PARA TODOS OS MEUS AMIGOS!!!
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23 de dez. de 2009

Preferência ...


Mil vezes ser a dona do seu pensamento ...

... do que a dona da sua presença.

(Sueli Benko)

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19 de dez. de 2009

Parabéns para mim... nesta data querida ....


Hoje é o dia de eu dar parabéns para mim. Não que os outros dias não sejam, mas hoje é um dia especial. É o dia do meu aniversário e estou muito feliz por ter chegado nesta idade tendo cumprido todas as propostas as quais me propus.

O dia de hoje era o meu limite de prazo para conseguir vencer uma etapa muito importante de minha vida e é com muita felicidade que estou me diplomando no assunto...rs

Missão cumprida! Eu consegui!

Parabéns, Su! (Ai.... por favor, dêem-me licença, mas eu preciso dizer que EU ME AMO!!!)

E amo tanto os meus amigos e minha família linda, também! Eu não seria o que sou se não fossem eles, que são meu esteio, meu muro de arrimo.
Muitos dos meus amigos ainda são virtuais, mas há um elo muito forte, apesar de invisível, formado por esse carinho lindo que existe em cada participação, em cada comentário no mundo da blogosfera. É um carinho que chega a ser palpável, tamanha a vibração positiva que carrega consigo. Aqui vai um agradecimento a todos vocês que dividem comigo o prazer de ser um blogueiro.

Gente, todos estão servidos a comer uma fatia de bolo!

Quem vai abrir o champanhe??? .....

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(Em tempo: Obrigada, Aninha, pela carinhosa homenagem no Meu Tom ... continuo emocionada)
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13 de dez. de 2009

Chuva e vento


A chuva devia estar zangada ontem. Chegou fazendo muito barulho e trazendo consigo um vento tão forte como eu não me lembro de já ter visto algum dia. Na verdade, não sei se estava zangada ou eufórica, pois quando estamos muito felizes também costumamos fazer alarde. O vento... ah, o vento cantava em minha janela. Gravei seu canto, mas perguntei-me se seria um canto de felicidade ou de dor. Às vezes também cantamos nos nossos momentos tristes.

Sei que corri e peguei a câmera para filmar o chacoalhar desesperado dos galhos das árvores que estão em frente ao meu apartamento. É verdade que com essa euforia toda eles acabaram por prejudicar muitas pessoas. Amanheci com a notícia de um ciclone no Rio Grande do Sul e um número grande de desabrigados. (corri ligar para Ana Luiza, mas ela não me atendia). Esta é a parte ruim, reconheço, mas chuva, vento, raios e trovões exercem um fascínio sobre mim. Há muito tempo atrás, alguém me disse “Você precisa reconciliar-se com a chuva...”. Não entendi muito bem, na época, pois eu não havia brigado com ela (rs), mas o fato de eu ficar triste nos dias que amanhecia chovendo, culpá-la pelos desconfortos de um dia chuvoso e chamá-la de estraga prazeres, com certeza colocava-me como sua inimiga. Resolvi seguir o conselho e determinei a mim mesma que iria começar a gostar da chuva. Eu me obedeci e nunca mais reclamei de sua chegada. Muito pelo contrário, passei a saudá-la e a lhe dar as boas vindas ... sempre (mesmo que eu esteja na praia, branca como leite, precisando me bronzear...rs).

Sei que é difícil para alguém acreditar, mas sinto-me protegida por ela e tenho absoluta certeza que há um elo entre nós. Ela me ouve e me respeita, assim como eu a ela. Incontáveis são as vezes que durante uma tempestade ela faz uma pausa para eu passar ... Na verdade, desde que nos tornamos grandes amigas, nunca mais tive problemas com ela. Mas isso não é prerrogativa minha. Se alguém se dispuser a experimentar uma reconciliação com ela, venha me contar depois. Vale a pena.

Boa chuva, digo, bom domingo para vocês, meus queridos!

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11 de dez. de 2009

Do fundo do Baú (de novo)

Resolvi dar uma olhada em meu blog antigo para ler algo que eu tivesse escrito há três anos atrás nesta mesma época. E, o que vi, resolvi transcrever agora, por achar deveras interessante. Dei uma resumida na primeira parte porque achei um tanto longa, mas sem que o sentido fosse alterado, é claro.
Aí vai:

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A mulher e o anjo


Ela seguia indiferente por seu caminho. Não havia matizes nas paisagens. Tudo era igual; nem bom, nem mal, nem feliz, nem triste. Até que um dia, caminhando pela praia numa noite escura, alguém muito especial, assim como por encantamento, surgiu em sua frente e iluminou sua noite. Quando seus olhares se cruzaram, estrelas curiosas apareceram todas para testemunhar aquele encontro e a lua surgiu radiante para abençoá-lo. Numa fração de segundos, seu vazio deu lugar a um sentimento jamais esperado, jamais sentido. Ela sabia que algo muito importante em sua vida acabara de acontecer. Daquele momento em diante, não mais ficou só. Era um misto de felicidade, ansiedade e euforia. Noites sem dormir e pensamentos esvoaçantes foram a rotina daquela semana. O encontro foi, inevitavelmente, a realização do sonho de qualquer casal que espera, que ansia, que ama. Os dias que se seguiram foram regados de uma felicidade tamanha, que nem eles acreditavam estar vivendo fora do mundo da fantasia. E, talvez, por não terem acreditado, a verdade veio à tona. Um dia, ele acordou com uma sensação estranha, um misto de tristeza e preocupação. “Cadê a tal felicidade que até ontem me rondava? Cadê o amor que eu sentia?” E dela foi se afastando aos poucos, com muito receio de feri-la. Mas, como todo ser que ama e que se torna um só com a pessoa amada, ela percebeu a diferença nas atitudes dele. Dona de uma sensibilidade a toda prova percebeu que o sonho havia terminado e estava acordando para a árdua realidade. Estava sozinha novamente, mas havia em seu coração um amor tão grande que sentia o ar lhe faltando e sensações assustadoras, antes nunca experimentadas. Não conseguia mais se interessar por nada, nem por ninguém. Não foi mais passear pela praia e passou a dormir com janelas e portas fechadas para não mais enxergar a lua.

.....

O tempo foi passando e um dia ela conheceu alguém, que surgindo não se sabe de onde, sentou-se com ela na mesa de um bar e, entre uma taça de vinho e outra, contou-lhe uma história: “Era uma vez uma mulher que amava demais seu esposo, mas este adoeceu e a morte o levou. Inconformada e em desespero total, sabia que jamais seria capaz de esquecer seu amado e amar novamente. Tinha certeza de que nunca poderia se recuperar daquela dor e, entregue à depressão e ás lágrimas, chamava por Deus e clamava todos os dias pela sua própria morte. Deus, compadecido, chamou um anjo e ordenou-lhe que, transformando-se em ser humano, descesse à Terra e prestasse ajuda à moribunda. Este assim o fez. Aproximou-se dela e, com todo seu jeito de anjo, não demorou muito para conquistar sua confiança. Passava a maior parte de seu tempo junto a ela, impedindo que a solidão a atormentasse. Ela já não mais sofria, não mais chorava, não mais se lembrava do inferno que fora sua vida até então. Ele, por sua vez, encantava-se cada dia mais pela doçura e pela personalidade daquela mulher. Num determinado momento ela se deu conta de já estar perdidamente apaixonada por ele que, se esquecendo de sua natureza angelical, perdeu-se também nesse amor intenso e marcante que ali nascia. E viveram dias de amor intenso. Foi nesse momento que Deus o chamou de volta, pois sua missão estava encerrada. Todo auxílio fora prestado e ela já não sofria. O anjo, inconformado, disse ao Pai que se ele fosse embora, todo sofrimento voltaria. Foi, então, que Deus lhe respondeu: “Sua missão foi tão somente mostrar a ela que é possível amar novamente. Agora, ela já sabe. Venha, você tem outras missões a cumprir”.
E ele se foi.
A Deus, ninguém desobedece, principalmente, se for um anjo.

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6 de dez. de 2009

DO FUNDO DO BAÚ...

Hoje vou me vestir de branco ...
Hoje vou me vestir de paz ...
Mais um degrau, de contorno impossível,
Destas andanças, o mais difícil até então.
Se quiser, hoje, olhar para ele,
terei, sim, de olhar para trás.

O esvair da água que mataria a sede
O roubo do alimento que mataria a fome
O descobrir do imaginário oásis
Assim é o inexplicável ir embora
Um vir e não ficar, por razões que ainda não sei...

Mas da dor surge o milagre,
Um passo afoito de coragem andando
Fome se foi
Sede secou
Paz está chegando...
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2 de dez. de 2009

Pássaro livre


Era uma vez um pássaro livre que tinha para si todo o céu e todas as matas e os mais límpidos riachos para se banhar. Tinha tudo que desejava e já não tinha medo de voar. Gostava muito de noites de lua e, muitas vezes pelas praias feliz voava, banhando-se de sol durante o dia ou à noite admirando o luar refletido nas águas do mar... Sentia que algo faltava, mas nunca conseguiu decifrar.

Mas, tinha também uma gaiola dourada, cuja porta sem trancas nunca o impedia de sair ou de entrar. Numa dessas noites de luar, ao voltar para sua gaiola, eis que lá se encontrava uma garbosa e sorridente avezinha que, com seu olhar penetrante, conseguiu lhe encantar ...

De tão livre que o pássaro era, naquele dia de sua gaiola fez o sol e à noite, fez o mar... e quando voltou a voar nas noites de lua, a sombra que refletia já não era só sua e a cada dia que passava, mais tarde de sua gaiola saía, pois era lá que mais gostava de ficar.

Era uma vez um pássaro livre...
...