"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira" (Cecília Meirelles)
7 de set. de 2009
7 de setembro - Dia de nossa Pátria
3 de set. de 2009
Agora está explicado ...
(Provérbio africano)
Agora descobri porque meus pés estão sempre reclamando.
Teimam em seguir na direção contrária
à que o coração deseja,
pois sabem que é a mais correta,
mais clara,
mais reta.
(nunca conseguem ...)
...
31 de ago. de 2009
Tem cabimento?...

Acho tão estranho alguém acreditar em algo só porque alguém falou...
Se as pessoas não tivessem tanta preguiça de refletir, analisar, vivenciar e testar o que aprendeu, de quanta sabedoria poderiam estar desfrutando. Existe uma coisa chamada “coerência” e penso que aí está a chave de tudo. Não pode existir perfeição onde não existe coerência e, se a natureza é perfeita (e não há quem o negue), ela só pode usar da coerência em sua criação. Partindo dessa premissa, fica tão mais fácil analisar o que ouvimos por aí. Mas, parece que ninguém pensa nisso.
Ouço cada uma... (afff...)
Acreditar em algo “só porque” ouviu na igreja ou porque está escrito em algum lugar é algo que não cabe mais nos dias de hoje! Que tal parar um pouco, pensar no assunto, analisar com cuidado, ver se tem “cabimento”???? Que tal criar coragem e admitir que uma opinião pode ser mudada quantas vezes forem necessárias e que, de repente, aquilo em que se acreditou até hoje, pode não ser verdade (ou vice-versa)?
Vivenciar algo que se aprende e acreditar (ou não) pelo resultado obtido e não simplesmente pelo que foi dito, pode ser o caminho. É o que tenho feito, e tem valido a pena.
Hoje, é mister importar-se com o que tem “cabimento” ... apenas.
...
20 de ago. de 2009
Leve, livre, linda e solta...
João Guimarães Rosa

Foto: www.guioliva.com.br/caminho/fotos/foto_70.jpg
O caminho apresentava-se íngreme à minha frente.
Precipícios imensos assustavam-me.
Impossível percorrê-lo sem soltar minha bagagem
Mas eu precisava chegar lá
e era muito valiosa minha carga (pelo menos assim julgava eu)
O tempo perdido na decisão foi imenso
Era difícil seguir em frente
Impossível soltar o que era meu
Porém, o perigo se aproximava...
De repente, alguém me deu um empurrão
Quando me dei conta, já estava no caminho
Algumas tralhas haviam caído
E eu nem percebera
Se soubesse, teria me desfeito delas há mais tempo
Os obstáculos foram surgindo
Cada vez mais difíceis
A cada um deles, necessário se fazia desfazer-me de algo
E assim, fui seguindo cada vez mais leve...
A cada tralha desfeita, mudanças aconteciam
O caminhar ficava mais fácil
As dores do cansaço diminuíam
A prática em vencer obstáculos aumentava
O caminho ficava mais limpo
A paisagem se coloria
Algumas flores apareciam
Foi difícil perceber que o caminho sempre fora assim
O peso que eu carregava é que não me deixava perceber
Não é fácil cuidar de tralhas
Principalmente quando nos apegamos a elas
E eu as julgava tão importantes
Mero engano meu...
Foi tão bom descobrir que delas eu não precisava
No caminho, coisas novas e mais bonitas as substituíam
Nada me faltava, então não mais a nada eu me prendia
Agora nem tenho pressa para chegar ...
Carrego apenas experiências vividas, aprendidas e imortalizadas.
Leve, livre, linda e solta...
...
18 de ago. de 2009
Escolhi, para postar aqui, uma poesia que gosto muito.

O MEU JEITO DE AMAR
Não quero mais drama nem sofrimento
Não quero mais invejar
...
7 de ago. de 2009
Vossa Excelência

Lembro-me muito bem que na escola foi-me ensinado que esse era um tratamento de “respeito”. Mas, o que tenho visto parece uma piada. Vossa Excelência é o tratamento que os políticos usam entre si e o conceito de “respeito” parece ter mudado muito... O que temos ouvido e visto é algo mais ou menos assim:
“Vossa Excelência não tem moral ...”
“Vossa Excelência é um safado!”
“Vossa Excelência é um crápula!”
“Vossa Excelência é um canalha”!
“Vossa Excelência é um ladrão filho da puta!
Agora, saído do forno:
“Vossa Excelência não aponte esse dedo sujo para cima de mim ...”
“O dedo sujo é o da Vossa Excelência ...”
........................................................
Gente, é ridículo, hilário!
Bem, o negócio é o seguinte: tive uma idéia e preciso contar com a colaboração de vocês (desde que concordem, é claro). Já que não podemos fazer nada contra os “Vossas Excelências” lá do Planalto, que tal arreliarmos um pouquinho e banalizarmos o tratamento? Nós, blogueiros, temos o poder de multiplicar uma notícia em minutos e, já que não adianta chorar, pelo menos vamos transformar aquele galinheiro num circo de verdade.
Vocês topam lançar o mais novo palavrão do Brasil?
Que tal trocarmos o “filho da puta” dos nossos dias por “Vossa Excelência”?
Mas seria um “vossa excelência” usado como substantivo e não como pronome.
Tipo assim: Aquele fulano é um “vossa excelência”! ou “Oh, seu “vossa excelência” você me paga!” ... rs
Pode até parecer sem graça, mas se considerarmos que estamos comparando o “desafeto” com um daqueles políticos, a ofensa é pior do que filho da puta ou qualquer coisa parecida... é, ou não é? ...rs
E então, topam divulgar?
...
1 de ago. de 2009
Uma Carta de amor
Vou de Coletivo (blogagem coletiva)
Tema do mês de agosto: Uma carta de amor
Amor meu,
Continuas percorrendo os labirintos de minh’alma, talvez apenas nos teus sonhos, mas quem te vê, te ouve e te fala é a minha realidade. Uma realidade que se fantasia em sonhos para que possas enxergá-la. Uma realidade que aguarda a calada da noite para se esconder em sombras e que te espera em pensamentos porque sabe que tu não faltas. E quando chegas, chegas tão maroto, fazendo peripécias e provocando êxtases. Percorres os caminhos do meu corpo com invisíveis carícias, provocando delírios e embriagando convicções. Cavalgas comigo para outros mundos, dimensões insanas que somente tu conheces e me mostras sensações impossíveis de serem descritas. Atiras-me em abismos, somente para mostrar-me que consegues voar mais rápido e, em teus braços fortes, amparar-me. E eu, sem medo de perder-te, porque sei que não te perderei nunca, desvencilho-me e corro só para que possas perseguir-me e alcançar-me. E me persegues. E me alcanças. E me abraças. E comigo danças. E me trazes de volta. E me fazes tua... como sempre.
Sei que não te lembras, mas sei que sonhas... e sentes. E é por isso que te escrevo. Para que nunca te esqueças do teu sonho e da minha realidade e do inverso que sabes fazer tão bem quando tornas real o que tu sonhas e transformas minha realidade em sonhos dourados. Não haverás de esquecer também das nossas noites, do nosso mundo, de tudo que foi, do que é e do que será. Para que aprendas sobre a diferença entre o dia e a noite, a lua e o sol, o aqui e o acolá, o agora, o antes e o depois. Para que saibas que o “não” que dissemos sob o sol deste plano, não existe nas noites de luar em que nos encontramos.
Escrevo também para te falar do meu amor. Este amor que nasceu com a vida e que aprendeu a enfrentar perigos e sair ileso, a banhar-se em paciência e enxugar-se em loucuras, a buscar-te nos teus sonhos e receber-te na sua realidade, a suportar teus deslizes e continuar inteiro, a deixar de competir por saber-te tão somente seu, a esperar tua volta e ter-te sempre... não aqui, no mundo dos homens, mas no infinito, por toda a eternidade...
Eu
...
28 de jul. de 2009
25 de jul. de 2009
Anjos ou demônios? (do baú)
poderiam ser chamadas de anjos (ou demônios, quem sabe...).
Vão chegando devagar, não dizem de onde vêm,
nem porque vieram...
Sem que percebamos, conseguem vasculhar nossos arquivos,
revirar nossas gavetas e virar a nossa mesa.
Conseguem desviar nossa rotina,
comandar nossos pensamentos e alterar a nossa rota.
De repente, percebemos que elas surgiram do nada e,
de repente, para o nada voltam.
Mas, o tudo que nos deixam permite-nos parar e pensar.
Pensar no que era importante e deixou de ser,
no que era feio e tornou-se belo...
no que era vazio e tornou-se pleno...
ou...
no que estava calmo e conturbado ficou,
no que era paz e que loucura está.
Muitas vezes essas pessoas permanecem em nossas vidas
por muito tempo, envolvendo-nos, elevando-nos, completando-nos.
(ou iludindo-nos)
Outras vezes desaparecem tão de repente quanto chegaram,
permitindo-nos a ilusão de um mundo acabado.
Seja como for, certamente, nossa vida nunca mais será a mesma...
Então saberemos se foram anjos ou demônios.
E um dia, nesta dimensão ou em outra,
pode ser que nos lembremos de que
os demônios também são anjos...
19 de jul. de 2009
Cinco momentos para passar em câmera lenta
Optei por descrever os que me lembrei primeiro:
2) Um reencontro. Era dia 16 de junho e eu tinha 15 anos. Estava separada do meu primeiro namoradinho. Estava apaixonada e sofrendo feito uma condenada. Devido às intransigências de papai, ele havia terminado o namoro há uns dois meses. Naquela época, havia uma festa junina muito famosa num clube do bairro onde eu morava. Senti um toque no ombro e, ao virar-me, “dei de cara” com ele tirando-me para dançar, ao som da música Nossa Canção, de Roberto Carlos. A felicidade que senti já marcava naquele momento, um ponto na eternidade.
3) Agora vocês podem até achar graça ou achar estranho, mas devido ao fato de sempre ter achado que nunca conseguiria aprender a dirigir e o tamanho imenso do medo que eu sentia em fazê-lo, fez o momento em que peguei minha carta de habilitação ter sido um dos mais emocionantes de minha vida. Lembro-me perfeitamente daquele pedacinho de papel amarelo (naquela época, a cor era essa) plastificado, com minha foto 2x2, credenciando-me como motorista, em minhas mãos e eu parada, quase que petrificada, no meio do saguão da auto-escola, olhando fixamente para ele e agradecendo a Deus e a tudo. Foi demais, gente...rs
4) Um almoço, um prato de macarronada. Eu havia desejado estar ali quando vira numa foto de alguém, à mesa de sua casa, frente a um suculento prato de macarronada, olhando fixamente para a câmera como se tivesse sido pego de surpresa. Pois é, muito pouco tempo depois meu desejo foi realizado. Talvez nem essa pessoa tenha entendido quando no meio do almoço fechei meus olhos durante alguns segundos para agradecer e vivenciar a felicidade que estava sentindo naquele instante.
5) Dia do meu segundo casamento. O momento em que disse para o juiz, no lugar do “sim” um “claro que eu quero!”, olhando para aquele homem lindo, maravilhoso que, acredito tenha sido o único a me amar verdadeiramente nesta vida (durante todos os 18 anos em que fomos casados). Minha resposta despertou sorrisos em todos os presentes e aquele não foi somente um momento feliz. Foi um dia inteiro de muita felicidade!
Como disse, foram muitos e agora peço licença para citar mais um, que aconteceu um pouco mais recentemente: o reencontro com uma grande amiga. Quis o destino que, dez anos antes, nos separássemos em situação envolvida por mágoas e desentendimentos. Na época, sofri muito e nunca me conformei por haver perdido aquela amizade, talvez a mais importante de minha vida, até então. Não vou entrar em detalhes de como as coisas aconteceram, mas o momento em que pude me encontrar com ela e, já sem mágoa alguma de ambas as partes, nos abraçarmos no meio da rua, em frente sua casa, foi realmente um dos momentos mais marcantes, emocionantes e felizes de minha vida. Hoje, entendemos a razão do acontecido e esse afastamento acabou por solidificar ainda mais nossa amizade.
18 de jul. de 2009
Noivado - Esclareçam-me, por favor...
Estava aqui pensando e não cheguei a conclusão alguma sobre a diferença entre o namoro e o noivado.
Nos tempos de antigamente, lembro-me muito bem que havia uma sutil diferença. Noivado significava um compromisso mais sério, marcar a data do casamento ou, segundo meu pai, uma desculpa para os namorados trocarem maiores “intimidades” (por essa razão, ele era totalmente contra ..rs). Mas, e hoje? Não há necessidade alguma de uma aliança na mão direita para se dizer que existe um compromisso mais sério. Basta existir um namoro para que o compromisso já seja um pouco mais sério e não é preciso nem um namoro para que o casal troque as tais “maiores intimidades”. A ordem foi invertida. Primeiro as intimidades; depois, talvez, o namoro. Quanto a marcar data para o casamento, qual a necessidade de uma aliança para tal?
Então, noivado nos dias de hoje, poderia ser um desejo enorme de mostrar que se prendeu a alguém, como se isso fosse uma coisa muito boa? ... Uma forma de sentir mais segurança no relacionamento, como se isso fosse possível? ... Ou apenas uma “frescura”? ...
Ou todas as opções acima? Ou nenhuma delas?
Ou ... alguém saberia me explicar?
13 de jul. de 2009
É tão estranho ...
mesmo que consigo todas as dores possa levar.
Tantos anos pensando,
tantos anos amando...
Difícil acreditar que raízes tão profundas estejam se secando,
e é tão estranho não existir mais um rosto para com ele sonhar...
Indago aos céus: o que pode ser pior?
As poças de lágrimas que o acompanhava
ou o vazio sem eco que fica em seu lugar? ...
6 de jul. de 2009
Dúvida cruel

Como chamar esse misto de ternura e mágoa, de indiferença e loucura, onde o que se oferece em seguida se nega e onde se quer sabendo que não se deve ao mesmo tempo em que acha que deve mas percebe que já não quer?
O que decidir quando não mais nem se quer ouvir falar de alguém por cujas notícias avidamente se procura?
O que fazer quando se deseja a máxima distância de alguém no mesmo momento em que voluntariamente se está indo ao encontro?
O que fazer com essa miscelânia de sentimentos, deveres e quereres que se intercalam em sequências absurdas?
O que é isso? Sentimento? Sensação? Emoção? ...
Ou seria apenas... impressão?
Onde encontrar sabedoria para definir tudo isso ...
... antes de se chegar à loucura?
(Ou já se estaria nela?...)
1 de jul. de 2009
Renascer

Nesta existência, nascemos apenas uma vez, mas podemos renascer todos os dias, se assim o quisermos.
E o melhor é que a vida nada nos cobra pela oportunidade de recomeçar.
Além de nada cobrar, ainda oferece ajuda se de nosso gosto for.
Por outro lado, se errei na sexta-feira, posso escolher renascer no sábado, ou quem sabe, errar mais um pouco no sábado e domingo e renascer na segunda-feira... rs
A escolha é sempre minha.
Quantas vezes você já renasceu? ...
25 de jun. de 2009
Não odeie ...
Foto retirada do site http://lifeconsulting.multiply.com/Tudo passa... Tuas feridas serão curadas e quem te açoitou apenas ajudou a se manifestar a tua força interior – aquela que sempre cresce após um sofrimento.
Pense nisso.
21 de jun. de 2009
Ser feliz

15 de jun. de 2009
Que lugar te faz sentir em casa?
"QUE LUGAR TE FAZ SENTIR EM CASA"?
Como paulistana bairrista e fanática, tenho o privilégio de trabalhar no 17º andar de um edifício da Avenida Paulista, onde posso apreciar por um ângulo muito favorável e no momento que quiser, um dos principais cartões postais de minha querida metrópole.
Lembro-me do dia em que meu chefe designou-me para a função de encontrar o local da nova sede. Após inúmeras visitas em incontáveis edifícios, lembro-me perfeitamente do momento em que entrei naquele conjunto comercial. No primeiro passo adentro, eu disse: é este! Em menos de um mês, já estávamos lá instalados.
Minha sala é exatamente o lugar que mais gosto. Dali, posso enxergar a Paulista, do Paraíso à Consolação. Temos uma pequena cozinha, com tudo que necessitamos para nosso dia a dia (geladeira, cafeteira, forno, etc.). Também temos televisão, vídeo cassete e outras coisas mais.
Somos cinco funcionários, mas já tão antigos e nos damos tão bem que é difícil não nos considerarmos uma família. “A gente ganha pouco, mas se diverte” é uma frase muito repetida...rs. Sou a mais velha de casa (14 anos). Adoro meus chefes. Eles dificilmente aparecem fisicamente, pois em sua maioria, residem fora de São Paulo. Nosso contato, geralmente, é por e-mail ou por telefone. Muitos podem não acreditar, mas, para nós, dia de reunião é como se fosse dia de festa. São nossos “familiares” de longe que vêm nos visitar.
Os móveis, em sua maioria, foram escolhidos por mim. Meu computador é de última geração e está sempre atualizado. Em minha sala tenho ar condicionado (frio e quente), que controlo conforme meu gosto e tenho liberdade de receber quem eu quiser.
Penso que me sentir como se estivesse em casa é poder estar feliz durante o dia, ter às mãos tudo que necessito, sentir conforto, estar com pessoas que se portam como se fossem minha própria família (e gostar delas), ter liberdade de ir e vir e, pode não parecer importante, mas é gostar das segundas-feiras também.
Pensando bem, só falta um chuveiro, para ser considerado meu lar. Mas, sabem de uma coisa, até que isso não chega a ser uma desvantagem, pois caso contrário, eu até poderia me acomodar e esquecer de voltar para casa ...
11 de jun. de 2009
Lareira
Imaginem que meu amigo Ricardo Blauth fez uma poesia com meu último post!
Ric, desculpe-me pela ousadia, mas vou publicá-la aqui e agora. Eu amei!
em pleno outono
gostinho de inverno
acendemos lareiras
convidamos amigos
conversamos
ao sabor de vinhos
botas saindo do armário
casacos novamente
caminhadas ao trabalho
mais aconchegantes
fim do dia
banho quente
envolvente sensação
de carícias úmidas
cama após convida
a sonhos inconscientes
revelando qual metáforas
..........outros sonhos
(Ricardo Blauth)
8 de jun. de 2009
Noites de inverno
Havia um tempo em que eu não gostava do inverno. Não gostava das noites frias nem dos dias cinzas. Não me lembro bem quando isso mudou. Dias atrás fiquei muito feliz com esta visita que o inverno está fazendo ao meu outono. Percebi que estava sentindo falta da sensação de dormir com meu edredon e meu pijaminha de plush. Antes, sentia dificuldade até para entrar no banho. Agora valorizo mais os instantes em que estou sob o chuveiro. Chego a agradecer a água quentinha que me envolve; é um momento especial, uma das melhores sensações do meu dia. E como é bom poder usar minhas botas! Elas ficam durante todo o resto do ano, tão esquecidas naquele canto do meu armário... e eu adoro botas. Antes, o vento frio no meu pescoço incomodava-me demais. Não cortava meus cabelos na véspera do inverno, nem morta! Ah, mas na semana passada, não deu outra. Falei para meu cabeleireiro “-Passa a tesoura, quero bem curtinho”. (Na verdade, perdoe-me quem gostaria de me ver novamente com os cabelos compridos, mas o curto virou minha marca registrada; não consigo me ver mais com eles passando da altura das minhas orelhas). Além disso, estou adorando essa moda maravilhosa de lenços, echarpes e cachecóis. Aliás, sempre usei, mesmo que não estivesse na moda (rs).
Noite de inverno me lembra cama fofinha acolchoada, sopa quentinha, chá quente com bolinhos de chuva, lareira, fondue e vinho tinto, entre tantas outras coisas gostosas. Por falar nisso, neste último sábado à noite, estive sentada num fouton confortável, em frente a uma lareira, saboreando um vinho tinto chileno delicioso, servindo-me de um fondue não menos maravilhoso e com ótima companhia. Ah! Nada disso teria graça (exceto a companhia, é claro), se fosse numa noite de verão. Sim, vocês dirão “mas tem tantas coisas boas que se pode fazer numa noite de verão...”. É verdade, tem sim, mas nada tão aconchegante. Alguém discorda?
Sei que a maioria das pessoas não gosta, mas descobri que gostar ou não do frio ou da chuva depende muito da gente querer ou não querer gostar. Eu decidi gostar e, podem acreditar, com chuva ou sem chuva, não só gosto como amo minhas noites de inverno.
Sueli
(no foto acima, meu sábado de inverno, com a lareira e o cabelo já curtinho...rs)

