2 de mai de 2010

... rosto colado ao raiar da aurora.

Imagem: catedral.weblog.com.pt

O tempo passa e com ele também passam os nossos costumes. Tudo se modifica e, geralmente, para melhor, é claro. Hoje, tenho chance de ver coisas que na minha infância só existiam na ilusão das historinhas sobre o futuro (lembram-se dos Jatsons?). Pois é, eu nunca imaginei que chegaria o dia em que eu poderia falar com alguém distante vendo sua imagem pelo vídeo e tantas outras coisas mais...



Semana passada, tive oportunidade de assistir uma TV em 3D. Robôs já existem aos montes por aí... Nem sei mais o que falta ser inventado. Pois é, eu e o pessoal da minha época tivemos a chance de vir para o futuro muito rapidamente e penso que geração alguma neste planeta conseguiu realizar tal façanha.

Mas, o futuro (que hoje é presente), roubou-me algumas coisas muito valiosas e essas não recuperarei jamais. Na minha mocidade meu maior hobby era dançar...

Que saudade sinto dos bailes daquela época...! Época que exigia dos homens maior audácia, pois arriscavam-se a "levar tábua" (uma negativa) ao tirar a dama para dançar e esse era seu maior medo. Em compensação, quando dávamos tábua em alguém, arriscávamos a tomar um “chá de cadeira” (os outros se consolidavam com o repudiado e podiam não mais nos convidar também).

Aquela era a época que somente os homens tomavam a iniciativa. E a dança era ali juntinho, mão na mão, braço no abraço, uma troca de energia deliciosa, salvo raras exceções que nos davam o direito de deixar o cavalheiro sozinho no meio do salão.

Dançávamos com menos pulos e mais ginga. Menos distância e mais rosto colado. Bolero, samba, cha-cha-chá ... Com a “vitrola” no fundo do quintal, ou com uma orquestra num fino salão... não fazia muita diferença. O que importava era saber que uma pessoa especial estava presente e receber um convite dessa pessoa para dançar, não tinha preço!

Oh! Que saudade dos bailes de outrora... (do rosto colado ao raiar da aurora...)

Sueli Benko
...

19 comentários:

Marilu disse...

Sú, temos que nos render a "moderna tecnologia" que nos trouxe novidades fantásticas em todas as áreas, mas por outro lado
fez com que as pessoas se tornassem mais frias. Nesses bailes que täo bem vc descreve, havia um clima de romantismo, as "moçoilas"ficavam com o coraçäo disparado ao ver entrar no saläo seu cavalheiro, isso hj näo existe mais.Perdeu-se ao longo do tempo a inocência das coisas simples, em nossa "época de bailinhos" era emocionante pegar nas mäos, um beijinho roubado (no rosto claro rs), coisas que pareciam bobas, mas hj olhando para tráz nos deixam muita saudade.
Lindo texto...Beijocas

claudete disse...

Com certeza Su...que tempo bom aquele...mas...ainda existem locais onde se pode dançar como antigamente "em parte", rs, pelo menos nos Cruzeiros , nos Clubes dos Sonhos da vida, a diferença é que se paga para isto: no Navio , a passagem; nos Clubes de Dança , ao dançarino...aí acabou-se o encanto. Beijão amiga, já recuperou-se?
Olha amanhã é o aniversário do Blog da Claudete, passa lá para a festa!

Chica disse...

Lindo e verdadeiro teu texto.Essas saudades existem mesmo...os rostos colados...beijos,tudo de bom,chica

Majoli disse...

Oi amiga querida, ao ler teu texto lembrei-me de uma melodia cantada por Francisco Petrônio, que dizia assim:

"Ai que saudades tenho dos bailes de outrora
Das valsas bem rodadas de branco e de aurora
Das rondas e serestas nas noites de lua
Dos jovens namorados aos pares na rua
Já não se dançam mais estas valsas tão lindas
A falta que nos faz, que lebranças infindas
Evocação divina da lira sonora
O baile da saudade dançamos agora"

Gostou?...Ah fiquei a cantarolar até...rsrs.

Saudades de você.

Beijos mil minha amada amiga.

Tiburciana disse...

Su queria tanto viver esse romantismo dos bailes inocentes ...
Quero saber o nome da pomada que terça acaba meu anti biotico e ainda esta dedo podre
bjos meu AMORE

Bergilde Croce disse...

É sim Sueli,hoje a gente vê mesmo nos bailes e discotecas populares somente a falta de decoro e a busca de prazeres imediatos,mas vale ressaltar que a tradição não se perdeu no tempo não,ao menos aqui onde estou vivendo muitos(inclusive jovens)buscam aprender as danças de salão nas academias.Ótima reflexão!
Abraços,Bergilde
*Gostei da dica de filme referente ao livro de Agnes que você deixou lá nos filhotes adorados,obrigada!

Felina Mulher disse...

Que tempo bom, que não volta nunca mais......


Recordar é bom demaissss.


beijinhos.

Teresa disse...

É verdade, Sueli, já tenho comentado isso com os meus filhos: hoje, há muitas coisas fantásticas, do ponto de vista tecnológico, mas perdeu-se alguma coisa em termos das relações humanas. E os bailes, a emoção de receber aquele convite para dançar, da dança de rosto colado... só mesmo quem viveu, para recordar como era bom!
Bjs

Cadinho RoCo disse...

Fica a sensação de estarmos em um tempo por demais pasteurizado.
Cadinho RoCo

Sandra Botelho disse...

Ah que saudades...
Menina eu ia aos bailes e pasme...
Dormia acredita?
mas a preparação, a escolha da roupa, aquela espera era deliciosa e dançar de rosto colado com aquela pessoa que queriamos tanto, nossa as pernas ficavam bambas, tremiamos neh?
Coisas que não voltam mais. mas foi bom ter as vivido.
Bjos achocolatados nessa mulher menina.

JuJu disse...

Ah, mas creio que seria interessante se, em um baile desses, um mulher tomasse a iniciativa de convidar o cara para dançar - e não apenas quando ele estivesse sozinho no meio do salão. Ah, como seria!
Eu entendo o porquê de tanta saudade. Eram tempos tão românticos, não?
...
Passe lá no meu blog e deixe seu comentário - no dia 03/05, que é um dia especial para o Felis catus!!!

Elaine Regina disse...

Está certo, Sueli! Vou aguardar sua visita a Salvador, sim!

Olha, quero lhe agradecer por ter colocado o meu banner (esse gif que tem o link da Fênix) em seu blog, viu? Olha, assim que tiver tempo, eu faço um pra você também. Não é trabalho algum, é algo simples de se fazer... Em algum momento, pedirei que me mande imagens das quais gosta, para fazer o banner do seu blog... Isso demorará algumas semanas, pois o prazo de entrega da monografia está se esgotando, e, por causa disso, estou me dedicando cada vez mais a ela...

Sim, gostei do seu post! Bem, não sei dançar, sou muito tímida... Não consigo me imaginar rebolando ou "sacudindo o esqueleto" como meus amigos fazem... rsrsrsrs Mas confesso que sonho com o dia em que dançarei nos braços de um homem especial...


Pois é, sou jovem, mas não sou exatamente uma jovem que pensa como a maioria, não... rsrsrs Enfim...

Até!

Sonia Pallone disse...

Minha querida amiga poeta, vim te deixar um beijo, um carinho e dizer que vou dar uma pausa pra reflexão em minha vida...Deixei lá no Solidão, uma breve despedida, com meu coração quebradinho... Bjs, seja feliz.

Kamilla Barcelos disse...

Outro dia mesmo, o meu pai estava comentando esse desenho animado.
Eu não sou da época desses bailes, mas queria ter vivido nessa época.

Kamilla Barcelos disse...

Outro dia mesmo, o meu pai estava comentando esse desenho animado.
Eu não sou da época desses bailes, mas queria ter vivido nessa época.

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Vantagens e desvantagens do tempo moderno. Eu penso que gente pode ser morderno, com celular, pc,etc, sem deixar de ser romântico. O progresso é ótimo, mas gente não precisa deixar que ele nos mude.Mas infelizmente iso é blogbal. Parabéns.Beijos

Elaine Barnes disse...

Nossa,eu adorava os Jatsons!rs... Sinto também essa nostalgia desses momentos que pouquíssimo vivi. Algumns poucos bailes de formatura só. Namorei aos quatorze e aos 18 casei. Nem dançar eu sei.Adoraria ter vivido muito mais. Naquela época dançar de rosto colado era muito esperado. Nusssss muito bom seu post,viajei!!! Montão de bjs e abraços

Elaine disse...

Sueli,
Tenho 37 anos e sinto saudade do tempo em que ia a bailes para dançar e paquerar. Hoje parece que tudo é fast food... gosto não.
A moçada não sabe o que perdeu...
Beijos, querida.

Juliêta Barbosa disse...

Sueli,

Comecei a ler seus textos e viajei nesse aqui. Ah, que saudades! As danças modernas de agora em nada se parecem com as do meu tempo... Tempos de sentir! Obrigada, amiga! Amanhã eu volto. Hoje, eu me permito sonhar...