21 de abr. de 2013


“Amo e sei que não devo.
E quanto mais sei que não devo,
mais sinto que amo...”

(autor desconhecido, dos meus tempos de adolescência)
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11 de mar. de 2013

Não há quem possa...



Não há quem possa com uma mulher 
segura, decidida
e com o nariz empinado!

Se estiver de salto alto, então...
Aí, é covardia!!!

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22 de fev. de 2013

Às vezes me sinto assim...


Às vezes me sinto assim, 
concha encaracolada sobre mim mesma 
e entregue às considerações do mar... 
E entre silêncios e murmúrios, 
o fluxo e refluxo dessas ondas me banha e acaricia... 
Hoje vou ser simplesmente concha na areia, 
cantarolando em meio à renda das espumas...

La Zingarah

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Recebi esta mensagem-poema hoje, por e-mail de minha amiga La Zingarah e não aguentei: tive que postar aqui. Tocou-me bastante, tanto pela singeleza, como também por haver descrito sensações tantas vezes já vividas por mim.
Sueli


5 de fev. de 2013

Corações malandrinhos...


Por que será que quando teus olhos
olho,
e afirmo não te querer mais,
ou quando te mando embora
e peço-te para não mais voltar,
meu coração e o seu se entreolham,
e com um cúmplice olhar maroto
começam a gargalhar?...

Sueli Benko
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30 de jan. de 2013

Minhas raízes



A semente que me trouxe foi plantada nas profundezes da terra. Demorei a germinar e, antes de conhecer o tempo, antes de ver a luz, antes de me vestir de cores, abri caminhos entre pedras, entre trancos e barrancos, entre suspiros e dores.

Em meu primeiro dia de luz, havia chuva e vento, havia frio e calor, nuvens e também lua e sol no firmamento. Conheci de tudo um pouco e fui crescendo acanhada. Mas, muitas vezes, no entanto, fui pisada, fui ceifada. E no decorrer da minha vida, insisti, abri alas, renasci.

Por vezes, fiquei no escuro, no centro da terra pensando, sonhando, recuperando forças e descansando. Porém minhas raízes nunca desistiram de seguir em frente. Suas garras abriam caminho nas profundezas da terra sem descansar um momento, buscando vida, apoio, segurança e alimento. 

Cada vez, eu renascia mais forte, até que cresci no tempo e me espalhei na vida. E quando o vento chegava e arrancava minhas folhas, quando alguém machucava meu caule, meus galhos e arrancava minhas flores, lá embaixo, no entanto, estavam minhas raízes intactas, servindo de apoio, âncora e alento, para meus tombos e meus desencantos.


Hoje, o que o mundo vê, são as minhas folhas, meu caule, meus frutos e minhas flores, 
e com isso julga ser meu juiz. 
Porém, o mundo se engana, pois a mim mesmo ninguém consegue enxergar. 
Não sou folha, nem flores, nem caule e nem fruto, senhores. 
Sou, na verdade, apenas raiz.


Sueli Benko

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21 de jan. de 2013

E no desenrolar dos fatos...



... os próprios fatos se enrolam para que por si só possam se desenrolar.
E no desenrolar dos fatos, se prestamos atenção a eles,
veremos que nada acontece por acaso.
Muitas vezes, eles se transformam em:
atrasos, para que aprendamos a ter paciência,
inseguranças, para que conheçamos a independência,
perdas, para que aprendamos a dar valor,
ofensas, para que aprendamos a perdoar.
Como num quebra-cabeças,
as peças se espalham, se perdem e se acham
e, no desenrolar dos fatos,
se encaixam.
E assim, fato após fato,
é que vamos nos conhecendo.
E no desenrolar dos fatos...
... descobrimos se, afinal, aprendemos
(ou não).

Sueli Benko

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22 de out. de 2012

La Zingarah


Hoje, tenho uma historinha para contar: 
Um dia, perguntei aqui se alguém se lembrava do Blog “La Zingarah”, pois eu gostaria de saber do paradeiro de sua dona, cujo pseudônimo era o próprio nome do Blog, “La Zingarah” e que escrevia divinamente, mas que um dia, de repente, não mais que de repente, havia desaparecido. 
Algumas pessoas se lembraram, mas ninguém sabia de seu paradeiro. Qual não foi minha surpresa, quando tempos depois, recebi um e-mail da própria, dizendo que havia localizado meu post por acaso e estava surpresa com tudo que leu... Sabemos que nada acontece por acaso e, desde então, nasceu uma amizade maravilhosa entre nós. Eu a conheci pessoalmente e vivo desfrutando de sua sabedoria. Tenho aprendido muito com ela. Márcia (seu nome verdadeiro), que tem uma filosofia de vida muito semelhante à minha, é uma pessoa maravilhosa, assim como as coisas que escreve. Identifico-me muito com seus escritos. Semana passada, ela me enviou algo que descreveu exatamente o meu estado de espírito:




“Vontade de sair andando na manhã... caminhar sem pressa, o mar de um lado e a terra do outro, até que não haja mais mar e nem haja mais terra, até que não haja mais “eu”... só o grito das gaivotas e o ar salgado brincando com a espuma branca na areia... até que o tempo se dissolva na palma da mão e o silêncio seja o zumbido das abelhas. Vontade de um sol que acaricie as coisas e uma chuva mansa que faça abrir as sementes do que tem que ser.Vontade de ir, sem pensar em voltar. Vontade de chegar naquilo que me espera, balizas de luz na barra do porto em noite de temporal. Vontade das palavras certas. Faz tanto tempo, que quase esqueci o rumo de mim. É essa manhã, que me chama a caminhar, e me acena com mãos suaves que mal posso segurar. Mal posso me segurar, meu lugar é lugar nenhum, é o lugar onde todas as coisas repousam no coração.”

La Zingarah

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4 de out. de 2012

Comemorando...



“E quando ouvi tua voz ao telefone dizendo “cheguei!”, esqueci-me de todas as promessas que fiz a mim, ao mundo e a ti, esqueci todas aquelas de não te querer mais. Uma simples palavra “cheguei!” fez-me correr ao teu encontro e, mais uma vez, prometer que, na próxima vez, não te perdoarei... exatamente assim, como sempre digo. Um champanhe a umedecer sussurros entrecortados, onde fiz dos teus lábios minha taça e dos meus fizeste a tua. Lábios úmidos, famintos e indecisos entre a vontade de dizer e a urgência de sentir, braços em laços que teimavam em virar nó, na ânsia de abafar aquela saudade mortífera que nos assolava e, nessa dança de amantes, inventando ritmos no vai e vem contínuo, atravessamos espaços e mundos para, em êxtase e exaustos, adormecermos como se fôssemos apenas um ser, que é o que somos em alma, e não sentirmos o dia amanhecer. Vieram os primeiros raios de sol para nos lembrar que hoje ainda teríamos um dia todo juntos e uma data especial para comemorar...”

(Zingarah)
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11 de set. de 2012

Faixa de pedestre


Fiquei muito feliz quando foi instituída em São Paulo, a obrigatoriedade de respeitar a faixa de pedestres, ou seja: pedestre sempre tem prioridade quando pisa na faixa. Após algum tempo da lei estar em vigor, percebo uma dificuldade: não sei se é mais difícil o motorista aprender a respeitar o pedestre na faixa, ou se é o pedestre se acostumar a usar o seu direito de prioridade ao atravessar.

Às vezes, paro o carro antes da faixa quando vejo o pedestre, mas alguns deles não atravessam nem a pau se eu não fizer um sinal com a mão para eles, mesmo que o carro já esteja parado. Outros até fazem sinal para o carro passar antes deles. Preferem esperar.

Há, também, como não poderia faltar (afinal, isto é Brasil...rs) os engraçadinhos. Outro dia vi um homem chegar na beira da calçada, colocar um pé na faixa, estendem a mão, o motorista à minha frente parou o carro, ele arrumou a manga da blusa, virou-se para trás, sobiu na calçada de novo e foi embora. Juro que vi isso acontecer! Deu vontade de subir na calçada e atropelar o “fulano” (para não dizer outra coisa...rs).

Também tem o caso daqueles motoristas que ficam buzinando atrás da mim quando paro o carro antes da faixa para deixar o pedestre passar. Dá vontade de descer do carro e ir mostrar a lei do trânsito para ele. E nessa hora nunca tem um guarda por perto!

De qualquer forma, quando estou dirigindo, sempre paro na faixa e, quando sou pedestre, faço questão de usar o meu direito de atravessar.


Sueli Benko

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12 de ago. de 2012

De repente... não mais que de repente



Tem dia que a saudade vem com tudo na vida da gente.
E povoa com recordações insanas a nossa mente.
E nos invade com um desejo doce, mas indecente
Tudo de repente... não mais que de repente.

Então, nesse pico de emoção ardente,
ouve-se o sinal do telefone que,
anunciando a presença do homem amado,
prova que a sintonia ainda existe.
Assim, de repente... não mais que de repente.

(E isso já teria bastado para a saudade dar trégua,
já teria sido suficiente...)


(Sueli Benko)

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26 de jul. de 2012

A distância que aproxima


Às vezes, a vida prega-me peças 
e, tentando entendê-la, aqui fico eu.
Insiste em fazer-me amar-te tanto
e em juntar meu destino ao teu.
Mas, quanto mais te tenho, mais longe te sinto.
E quando menos te tenho, mais te sinto meu.
E é por essas e outras e por querer-te tanto,
que desisti de ter-te, grande amor meu.

(entenda...)

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Sueli Benko

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9 de jul. de 2012

Provei meu amor por mim...



Provei meu amor por mim no momento em que descobri uma grande besteira que fiz e não fiquei contra mim e nem me arrependi. Entendi que não sou, não poderia e nem pretendo ser perfeita. Quando me percebi quase ficando triste e envergonhada, levantei meu ânimo e mandei tudo às favas. Eu estava do meu lado e pronta para enfrentar qualquer consequência. Então, eu senti que me amava e esse amor deu-me toda força que eu precisava. 

(Sueli Benko)

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8 de jul. de 2012

A outra que habita em mim


Há uma outra que habita em mim e, quando resolve aparecer, 
o capeta se esconde! 
Quando se vai, resta-me ficar recolhendo cacos e, muitas vezes, 
tentando reconstruir coisas de construção tão difícil. 
Com nada se importa, nem nada teme. 
Diz o que quer, faz o que tem vontade, 
enfrenta, decide, ama, fere, diverte-se... 
Sem medo, sem dúvidas, sem pudor. 
Eu a desconheço, mas ela me domina, 
eu a repudio e ela me desmente, 
eu a evito e ela me ignora.
Há uma outra dentro de mim, 
que, "às vezes", é mais eu do que eu mesma.
E, "às vezes", 
eu a invejo.

Sueli Benko

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5 de jul. de 2012

Homenagem ao Corinthians

Essa crônica foi escrita por uma pessoa que aprendi a amar com muita facilidade.
Uma amiga que chegou das Minas Gerais, apaixonada pelo Cruzeiro, mas que aprendeu a também ter uma grande simpatia pelo Corinthians, pois sentiu a vibração dessa torcida maravilhosa. Sou Corinthiano roxa, todos os meus amigos sabem disso, e eu estava para escrever uma homenagem ao meu Timão pela vitória de ontem, quando li o texto que Sandrinha escreveu.
Não... nada poderia ser mais lindo. Eu não saberia escolher tão bem as palavras. Emocionei-me muito! Não pedi a ela, mas tomei a liberdade de copiar o texto aqui, abaixo:




"Hoje um sonho se realiza...
Não o sonho de um time, mas o sonho de uma taça, de um campeonato...
Desde que foi criada ela espera, passando por outras mãos, 
sendo entregue a outros a quem que ela não pertencia.
E paciente sempre esperou...
Nunca se viu tamanha quietude, 
nunca se viu profunda espera.
Hoje ela brilha mais nitidamente, diria, 
que ofuscante, de tanta felicidade.
Qual noiva sendo levada ao altar 
para ser entregue ao homem que ama.
Valeu a espera, valeram os anos em que foi colocada 
onde não deveria estar...
Foi de alguns, foi de muitos, trouxe sorrisos, festas, comemorações...
Fez corações explodirem, sorrisos invadirem rostos e olhares, 
fez muitos chorarem, vibrarem, torcerem...
Se extasiarem num gozo infinito de felicidade.
Foi beijada por muitos, desejada por outros tantos...
mas manteve-se integra na sua espera. 
Porém, nunca brilhou tanto como nessa noite, 
nunca ofuscou tantos olhares como hoje...
Nunca tantas lágrimas foram derramados por ela, 
nunca se cantou em tão alto som...
Nunca!
Ela parece sorrir ...
Como se um deus estivesse soprado sobre ela, a vida...
Sim, essa taça hoje ganhou vida...
Ela sorri, findou-se a espera!
Hoje realizou-se o seu mais profundo desejo... 
O Corinthians é dela...
Não foi o Corinthians que almejou a libertadores, 
não foi o Corinthians que quis ter essa taça nas mãos,
mas a Libertadores que desejou o Corinthians. 
Esta taça quis ser acolhida pelas mãos desses guerreiros
Nunca um campeonato almejou tanto um time 
como a Libertadores almejou o Corinthians!
Hoje, ela se dobra ao seu time guerreiro, 
Hoje, esse campeonato que tem vários nomes 
gravados em seu pedestal, 
recebe o único nome que sempre a mereceu: 
Corinthians...
Que venham todos e se curvem a ele, 
que se curvem em respeito ao único 
que não correu atrás dessa taça, 
mas que foi desejado por ela...
E novamente eu repito...
O Corinthians não almejou a Libertadores, 
mas a Libertadores almejou, desejou o Corinthians!
Hoje, esse casamento se realiza, 
tendo como testemunha milhões de guerreiros 
que cantam em uma só voz...
Aqui tem um bando de loucos, loucos por ti Corinthians!!!"

Sandra Botelho

26 de jun. de 2012

Já é inverno



O outono veio tão quieto e se foi tão rápido.
Os ventos levaram tudo que viram pela frente
e eu nem percebi.
Já é inverno.

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17 de jun. de 2012

Minha Casa



Minha casa é como um palco, ora iluminado, ora não. Nela, muitos espetáculos já estiveram em cartaz. Alguns por muito tempo, outros em única apresentação. Geralmente participo de todos. Ora como produtora, ora como cenógrafa, figurinista, diretora ou assistente do diretor. Já fui roteirista e, confesso ter gostado muito dessa função. Mas, também por muitas e muitas vezes, fui atriz, tanto coadjuvante, como a heroína da história. Já fui a mocinha e, pasmem, também já fui a vilã. Sem contar as vezes em que fiquei na platéia, apenas assistindo ... como crítica ou mera expectadora.

Sem querer desviar do assunto principal, que é o palco, digo, a casa, expliquei tudo isso para melhor poder me fazer entender. Não querendo parodiar Silvio Caldas, mas, se "a vida é um palco iluminado...", então minha casa é minha vida. É onde nascem os meus roteiros. É onde paro, reflito e me inspiro. As paredes do meu quarto tenho-as como minhas testemunhas e quantas histórias elas têm pra contar... É lá que lavo minha alma, choro minhas perdas e também minha saudade. Mas, belas histórias de amor, certamente gostaram de testemunhar.

Gosto, de percorrer minha casa quando me encontro só; gosto de observar cada detalhe, cada quarto, cada canto. Parece que ela se alegra e demonstra de mim  gostar. Sinto-me acolhida, protegida e tranquila quando estou nos braços do meu lar. Cada peça que encontro pelo caminho, traz-me uma boa recordação. Somente boa, porque o que não me lembrar de algo bom, lá dentro não deixo ficar.

Na cozinha de minha casa faço brincando aquilo que mais gosto de fazer: cozinhar. Assim como nas coisas da vida, na minha comida, adoro inventar ingredientes, escolher temperos e temperaturas (frias ou quentes). Adoro criar, copiar ou apenas imaginar. O prazer do sucesso ao sentir que acertei mais uma vez é indescritível. Minha cozinha sempre foi testemunha de momentos felizes, de realização. Talvez, seja o local onde, mais vezes, me senti realizada.

É claro que minha casa também já foi testemunha das dores do meu aprendizado, mas sempre aguentou firme e, paciente, nunca perdeu a esperança de ver meu sorriso voltar.

Um dos momentos mais felizes de todos os meus dias é aquele em que chego da rua e abro a porta do meu lar. Vejo que seu aconchego está ali me esperando e, carinhoso, parece dizer: que bom que chegou, seja muito bem vinda! Entre, descanse, estou aqui pra lhe proteger. Você nunca estará só; sou seu chão, seu teto e, ao contrário de muitos, estarei sempre aqui a lhe esperar.

Sueli Benko

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6 de jun. de 2012

Uma singela homenagem a Luciana


Lu querida,


Gostaria de encontrar as palavras exatas para exprimir o que lhe desejo neste momento, mas penso que elas não existem. Então, digo-lhe apenas o que penso sobre você e a sua vida. 

Eu, que a conheci no dia em que chegou a este mundo, acompanhei grande parte de sua infância e apenas perdi um pouco da sua adolescência, mas acredito ter chegado a recuperar o tempo distante, desde o momento que nos reencontramos há alguns anos atrás, e como observadora que sou, posso dizer que o sucesso na sua vida é indubitável! Não tem como não dar certo qualquer coisa que você venha a fazer. 

Seu senso de honestidade, independência, firmeza de propósito e personalidade marcante não deixam dúvida de que está pronta para brilhar. 

Nada acontece por acaso nesta vida e, apesar de todo cuidado que seus pais sempre tiveram consigo e de todo amor que lhe dedicaram, você sempre se mostrou firme no seu poder e na sua certeza de conseguir seus objetivos pelos seus próprios esforços. 

Trocou dias e noites pelo estudo, muitas vezes, agora colhe os frutos do seu investimento.

E eu aqui, pela imensa admiração que tenho por você, pelo seu caráter e, permita-me dizer, pelo orgulho que me permito sentir por ter acompanhado, mesmo de longe sua trajetória, venho até você, com muito amor (de tia, de mãe, de amiga), aplaudi-la de pé!

Parabéns, pequena grande mulher!


Você conseguiu!


Eu amo você!


Su

25 de mai. de 2012

Nossos algozes



De nada adianta nos magoarmos com alguém por algo que esse alguém nos fez. Devemos sim é pensar muito bem no que vamos fazer com "esse algo" que nos fizeram, ou seja, a forma como vamos lidar com isso. Se ficarmos magoados, o problema será somente nosso! Nossas mágoas não atingem a ninguém a não ser nós mesmos.

Para aprender a perdoar é necessário que conheçamos os dissabores da vida. Sem eles, fica tudo muito fácil, mas ao mesmo tempo, insípido. Não se aprende com o que é fácil, porque se é fácil, significa que já foi aprendido.

Também, não há mérito nenhum em querer bem somente a quem nos faz o bem; isso é muito fácil. Devemos prestar atenção no "difícil", para que possamos torná-lo fácil, o mais rápido possível.

Assim sendo, benditos sejam os nossos algozes, pois são eles que proporcionam o nosso crescimento.

(Sueli Benko)

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3 de mai. de 2012

Uma gota de orvalho



Com o outono, chegaram fortes ventos varrendo tudo que encontravam pela frente. Tais quais folhas secas que se desprendiam dos galhos pela fúria da ventania, foram meus pensamentos e desejos desprendendo-se de minha mente e de meu coração. Chegou a chuva e, assim como suas águas, lágrimas de saudade rolaram, limparam e purificaram meu coração, varrendo para longe, entre trancos e barrancos, a tua imagem e todas as tuas lembranças. Ao amanhecer, inocentes gotas de orvalho eram as únicas testemunhas que restaram da tempestade noturna.

Nenhuma folha seca ... 
                  Nenhuma saudade...
                                     Apenas a transparência de uma gota de orvalho

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26 de abr. de 2012

Sensação estranha...



Sensação estranha a que me abraça. É um tal de desejar e não querer, sentir saudade, sem falta sentir, chamar teu nome, às vezes, gritar, mas não querer te ouvir. Dentre tudo que me envolve, há um misto de amor e raiva, de paz e inferno, de treva e luz. É no amor que te tenho, no inferno que te enxergo e na luz que te desejo. Há vontade de ficar, mesmo querendo fugir, vontade de gritar, mas opto por me calar. É assim que me sinto quando penso em ti, quando estou contigo ou quando não estou. E nesse labirinto de sentimentos, emoções, desejos e negações é que te procuro e me perco, e me procuro e então te encontro, pois também me roubas e me escondes dentro de ti. 

Sueli Benko