9 de abr. de 2015

Voltando ...



Duas amigas brindaram-me com a decisão de voltar à Blogosfera: Sandrinha e Maria Claudete. E é para elas que dedico o post de hoje.

Como eu, também haviam deixado a blogosfera de lado e, ao mesmo tempo, tomaram a decisão de voltar. Já há alguns dias, tenho pensado nisso. Aproveitei a deixa e estou aqui. Essas minhas duas amigas, fazem parte de um tesouro que possuo e que encontrei através do meu blog. A amizade que temos é sublime. Do virtual, passamos ao real. Já nos encontramos por diversas vezes e a amizade cada vez fortifica-se mais.

Claro que meu blog apresentou-me a outras grandes amigas e, um dia, falarei delas, mas hoje estou referindo-me a essas duas criaturinhas maravilhosas, pois devo a elas a decisão de voltar.

A saudade que sinto daqueles tempos é imensa! Apesar de que quem está aqui hoje não é a mesma Sueli de outrora. Muita água já rolou nesses meus anos de ausência e nem sei do que sou capaz de escrever, agora. Sempre achei que a tristeza inspirava-me mais. Não tenho sabido o que é ficar triste já por um bom tempo, então, voltar a escrever será um novo desafio para mim.

Cá estou, eu e minha taça de vinho, porque hoje é quinta, véspera de sexta, e tenho algo para comemorar: minha volta à Blogosfera!

(Espero que minhas amigas levem a sério o que estão se propondo a fazer, também! ... rs)

Tin Tin!


Sueli Benko

...

6 de out. de 2014

Então, você vem ...


Então, você vem ...
e me encosta
e  me enlaça
e me abraça
e me afaga
e me faz
    tão feliz...

(Sueli Benko)

...

3 de jul. de 2014

Quando o fim demora a chegar


Existem livros tão longos e tão cheio de histórias repetitivas 
que não acabam mais...
Às vezes, dá vontade de pular capítulos e conhecer o fim da história, 
para ver se vale a pena continuar lendo, 
ou então, fechar o livro, guardá-lo e nunca mais pegá-lo, 
deixando que a imaginação invente a sequência
 e, inclusive, o fim.

(Sueli Benko)

...

9 de jun. de 2014

Danço somente a música que eu gostar ...


Tem gente que dança conforme a música.

Eu danço conforme meu estado de espírito,
 pois, se da música que estiver tocando eu não gostar, 
tampo os meus ouvidos, 
e meu coração fará soar a música que quero ouvir ... 
... e a dançarei, então.

(Sueli Benko)

...

19 de mai. de 2014

Ei, acorde!


“Você, que não concorda com o que eu penso, com o que eu digo ou com o que eu faço, com certeza, dar-me ia razão se conseguisse lembrar-se de quem você era antes do mundo determinar quem você deveria ser ...”

Ei! Acorde!

...

Sueli Benko

1 de mar. de 2014

Águas de março


Certa vez, pedi às águas de março que chegassem logo
para lavar minhas mágoas, minha saudade, minha desilusão.
Hoje , espero ansiosa por elas,
mas, para que abençoe este amor que invade
minha vida, minha alma, meu coração.
Este amor que não é fogo, posto não se apagar,
que não é água, posto a deliciosa sensação de queimar,
que não é ar, pois o fôlego, insiste em me arrancar.
Águas de março, vem e arranca-me todas as pretensões,
todas as expectativas,
todos as esperanças,
todo o amanhã que eu possa imaginar.
Águas de março, só não leve o meu hoje,
pois é lá que meu amor sempre haverá de estar.

(Sueli Benko)

22 de fev. de 2014

Diploma de Burra

Amigos que passam a lhe ignorar quando arrumam algum outro interesse...


Aí, um dia ele reaparece, você esquece tudo e volta a ser amiga dele. Então, ele arruma outro interesse e vira-lhe as costas novamente...

Na primeira vez, a mancada pode ter sido dele, mas na segunda, quando você já sabia que ele “não está nem aí para um amigo”... Quem deu mancada com você, foi você mesmo.

Agora, se isso acontecer uma terceira vez... 
Ahhhhh... esquece, nem vou dizer nada, vou apenas lhe enviar um diploma de “burra”! ... ou, quem sabe, uma “carroça”, de presente.



18 de fev. de 2014

Voltando ...


A saudade do tempo em que eu me dedicava ao meu blog foi chegando devagar. Percebi que minhas amigas blogueiras, outrora afastadas, devagar estão voltando... (outras, nem chegaram a se afastar). Não sei se foi isso que enviou um ânimo muito grande para mim! Quero voltar, gente, mesmo que seja com menos inspiração que antes.

Tentei encontrar motivos para minha ausência, mas foi em vão.  Talvez, tenha sido o excesso de felicidade que tenho sentido nos últimos tempos. Tenho a impressão de que a tristeza, ou a carência, apesar de serem horríveis, facilitam a nossa inspiração. Mas isso prova que damos mais importância ao sofrimento que à alegria,não é? Uma boa dose de Facebook também acredito que tenha atrapalhado...

Mas, chega! Quero mudar esse foco. Quero escrever, também, quando estou feliz!

“Quando ela veio em minha porta, corri para abrir,
em um tapete vermelho, a convidei para entrar.
Quando quis ir embora, ajoelhei-me e insisti:
Fique por aqui, dona Felicidade,
há um aposento só seu pra se acomodar!
Trouxe um vaso de flores e água de cheiro,
Pra lhe oferecer e lhe perfumar.
Desta vez, não a deixo ir embora.
Meu coração está cheio de amor pra lhe dar.”

(Sueli Benko)

26 de set. de 2013

Somente não tenho o fim


A carne dói e a saudade machuca.
Hoje minha carne esta doendo, mas não é de prazer,
é de saudade de ti.
É da falta que tu me fazes.
Dói a carne, dói a alma.
Deus não deveria permitir a distância entre os amantes,
pois tudo deveria poder ser loucamente repetido,
a qualquer momento, a qualquer desejar.
Minha vontade é do agora também,

mas precisei partir logo após o café da manhã
e compromissos inadiáveis ausentaram-me de ti.
Não será preciso procurar o jeito.
Já o tenho.
Tenho o começo e o meio, somente não tenho o fim,
porque entre nós ele não existe e não haverá de existir.
Tenho tudo que precisas, mais a vontade e mais o querer.
Em nosso mundo tudo é permitido, todos nossos sonhos são realizados,

mas meu sonho é um só: tu!
E se queres de novo, eu também quero e quando queremos os dois juntos,
não há força neste mundo capaz de impedir.
Já estou voltando e minha porta ficará aberta esta noite...

(11/01/2009)

...

23 de ago. de 2013

O Homem de Aço (SUPER HOMEM)


Ontem, dei-me um presentão. Levei-me para assistir “O homem de Aço” (Super Homem - meu maior ídolo da infância, dentre os super heróis). Foi o último dia de apresentação em São Paulo. Minhas tentativas anteriores de ir assistir esse filme foram frustradas. Eu havia levantado às 5 da madruga, estava com sono, mas meu amor antigo pelo ídolo super herói venceu e levou-me para uma sessão no finzinho da tarde.

Sinceramente, foi uma das melhores coisas que fiz, porque há muitos anos, não me emocionava tanto com um filme e não via uma produção tão excelente. Tudo bem que era em 3D, mas os efeitos especiais deveriam ganhar todos os prêmios! O coração bateu mais forte o tempo todo! O cinema estava praticamente vazio, silêncio total como eu gosto, então pude assistir confortavelmente, ocupando duas daquelas poltronas deliciosas.

De quebra, o pai dele era nada mais nada menos que o Kevin Costner (e eu não sabia desse detalhe)!!!! (amo!!!)

Gente, quando o filme acabou, eu tinha lágrimas nos olhos e a sensação de ter feito a melhor coisa que poderia ter feito ao tomar a decisão de ter ido. Como me agradeci por ter me dado esse presente!!!

Pena que não posso recomendá-lo agora, pois não está mais passando em lugar algum (pelo menos, em Sampa, não está).


Quem assistiu, assistiu. Quem não assistiu... 

...


10 de ago. de 2013

Houve um tempo...


Houve um tempo em que eu te chamava todos os dias
... implorava tua presença,
... não te deixava ir embora.

Houve um tempo em que me fazias perder o sono
... perder as horas.
... perder a cabeça.

Houve um tempo em que eu largava tudo por ti.
... compromissos,
... descanso,
tudo, enfim.

Sim... houve esse tempo.

Hoje, apenas te amo.

...

19 de jul. de 2013

Houve um tempo...


Houve um tempo em que eu precisava de uma companhia 
para degustar meu vinho, 
para ir ao cinema, 
para ser feliz.

Houve um tempo que eu ainda não me conhecia...

Houve um tempo em que eu precisava 
de outras(s) pessoa(s) em minha vida. 
Tinha medo dos dias e das noites sem alguém ao meu lado ...

Sim... houve um tempo em que eu não sabia 
como era sensacional 
a minha própria companhia.

(Sueli Benko)
...


21 de abr. de 2013


“Amo e sei que não devo.
E quanto mais sei que não devo,
mais sinto que amo...”

(autor desconhecido, dos meus tempos de adolescência)
...



11 de mar. de 2013

Não há quem possa...



Não há quem possa com uma mulher 
segura, decidida
e com o nariz empinado!

Se estiver de salto alto, então...
Aí, é covardia!!!

...

22 de fev. de 2013

Às vezes me sinto assim...


Às vezes me sinto assim, 
concha encaracolada sobre mim mesma 
e entregue às considerações do mar... 
E entre silêncios e murmúrios, 
o fluxo e refluxo dessas ondas me banha e acaricia... 
Hoje vou ser simplesmente concha na areia, 
cantarolando em meio à renda das espumas...

La Zingarah

...


Recebi esta mensagem-poema hoje, por e-mail de minha amiga La Zingarah e não aguentei: tive que postar aqui. Tocou-me bastante, tanto pela singeleza, como também por haver descrito sensações tantas vezes já vividas por mim.
Sueli


5 de fev. de 2013

Corações malandrinhos...


Por que será que quando teus olhos
olho,
e afirmo não te querer mais,
ou quando te mando embora
e peço-te para não mais voltar,
meu coração e o seu se entreolham,
e com um cúmplice olhar maroto
começam a gargalhar?...

Sueli Benko
...




30 de jan. de 2013

Minhas raízes



A semente que me trouxe foi plantada nas profundezes da terra. Demorei a germinar e, antes de conhecer o tempo, antes de ver a luz, antes de me vestir de cores, abri caminhos entre pedras, entre trancos e barrancos, entre suspiros e dores.

Em meu primeiro dia de luz, havia chuva e vento, havia frio e calor, nuvens e também lua e sol no firmamento. Conheci de tudo um pouco e fui crescendo acanhada. Mas, muitas vezes, no entanto, fui pisada, fui ceifada. E no decorrer da minha vida, insisti, abri alas, renasci.

Por vezes, fiquei no escuro, no centro da terra pensando, sonhando, recuperando forças e descansando. Porém minhas raízes nunca desistiram de seguir em frente. Suas garras abriam caminho nas profundezas da terra sem descansar um momento, buscando vida, apoio, segurança e alimento. 

Cada vez, eu renascia mais forte, até que cresci no tempo e me espalhei na vida. E quando o vento chegava e arrancava minhas folhas, quando alguém machucava meu caule, meus galhos e arrancava minhas flores, lá embaixo, no entanto, estavam minhas raízes intactas, servindo de apoio, âncora e alento, para meus tombos e meus desencantos.


Hoje, o que o mundo vê, são as minhas folhas, meu caule, meus frutos e minhas flores, 
e com isso julga ser meu juiz. 
Porém, o mundo se engana, pois a mim mesmo ninguém consegue enxergar. 
Não sou folha, nem flores, nem caule e nem fruto, senhores. 
Sou, na verdade, apenas raiz.


Sueli Benko

...

21 de jan. de 2013

E no desenrolar dos fatos...



... os próprios fatos se enrolam para que por si só possam se desenrolar.
E no desenrolar dos fatos, se prestamos atenção a eles,
veremos que nada acontece por acaso.
Muitas vezes, eles se transformam em:
atrasos, para que aprendamos a ter paciência,
inseguranças, para que conheçamos a independência,
perdas, para que aprendamos a dar valor,
ofensas, para que aprendamos a perdoar.
Como num quebra-cabeças,
as peças se espalham, se perdem e se acham
e, no desenrolar dos fatos,
se encaixam.
E assim, fato após fato,
é que vamos nos conhecendo.
E no desenrolar dos fatos...
... descobrimos se, afinal, aprendemos
(ou não).

Sueli Benko

...

22 de out. de 2012

La Zingarah


Hoje, tenho uma historinha para contar: 
Um dia, perguntei aqui se alguém se lembrava do Blog “La Zingarah”, pois eu gostaria de saber do paradeiro de sua dona, cujo pseudônimo era o próprio nome do Blog, “La Zingarah” e que escrevia divinamente, mas que um dia, de repente, não mais que de repente, havia desaparecido. 
Algumas pessoas se lembraram, mas ninguém sabia de seu paradeiro. Qual não foi minha surpresa, quando tempos depois, recebi um e-mail da própria, dizendo que havia localizado meu post por acaso e estava surpresa com tudo que leu... Sabemos que nada acontece por acaso e, desde então, nasceu uma amizade maravilhosa entre nós. Eu a conheci pessoalmente e vivo desfrutando de sua sabedoria. Tenho aprendido muito com ela. Márcia (seu nome verdadeiro), que tem uma filosofia de vida muito semelhante à minha, é uma pessoa maravilhosa, assim como as coisas que escreve. Identifico-me muito com seus escritos. Semana passada, ela me enviou algo que descreveu exatamente o meu estado de espírito:




“Vontade de sair andando na manhã... caminhar sem pressa, o mar de um lado e a terra do outro, até que não haja mais mar e nem haja mais terra, até que não haja mais “eu”... só o grito das gaivotas e o ar salgado brincando com a espuma branca na areia... até que o tempo se dissolva na palma da mão e o silêncio seja o zumbido das abelhas. Vontade de um sol que acaricie as coisas e uma chuva mansa que faça abrir as sementes do que tem que ser.Vontade de ir, sem pensar em voltar. Vontade de chegar naquilo que me espera, balizas de luz na barra do porto em noite de temporal. Vontade das palavras certas. Faz tanto tempo, que quase esqueci o rumo de mim. É essa manhã, que me chama a caminhar, e me acena com mãos suaves que mal posso segurar. Mal posso me segurar, meu lugar é lugar nenhum, é o lugar onde todas as coisas repousam no coração.”

La Zingarah

...


4 de out. de 2012

Comemorando...



“E quando ouvi tua voz ao telefone dizendo “cheguei!”, esqueci-me de todas as promessas que fiz a mim, ao mundo e a ti, esqueci todas aquelas de não te querer mais. Uma simples palavra “cheguei!” fez-me correr ao teu encontro e, mais uma vez, prometer que, na próxima vez, não te perdoarei... exatamente assim, como sempre digo. Um champanhe a umedecer sussurros entrecortados, onde fiz dos teus lábios minha taça e dos meus fizeste a tua. Lábios úmidos, famintos e indecisos entre a vontade de dizer e a urgência de sentir, braços em laços que teimavam em virar nó, na ânsia de abafar aquela saudade mortífera que nos assolava e, nessa dança de amantes, inventando ritmos no vai e vem contínuo, atravessamos espaços e mundos para, em êxtase e exaustos, adormecermos como se fôssemos apenas um ser, que é o que somos em alma, e não sentirmos o dia amanhecer. Vieram os primeiros raios de sol para nos lembrar que hoje ainda teríamos um dia todo juntos e uma data especial para comemorar...”

(Zingarah)
...