18 de ago. de 2009

Tentei chegar em casa em tempo de fazer uma homenagem a uma grande poetisa “Fátima Irene Pinto”, pois foi ela quem aguçou o meu gosto pela poesia. Eu ainda era uma novata no mundo da net quando me deparei com um poema de Fátima Irene e comecei a vasculhar tudo que trazia algo escrito por ela. Meus blogs sempre foram enfeitados com algum de seus escritos. E hoje, ou melhor, ontem (quando comecei ainda não era meia noite...rs) foi seu aniversário.
Parabéns, Fátima Irene!

Escolhi, para postar aqui, uma poesia que gosto muito.




O MEU JEITO DE AMAR
Fátima Irene Pinto


Não quero mais drama nem sofrimento
Antes, quero crescer na alegria
Não quero mais declinar
melindres e impossibilidades
Antes, quero um amor
cuidado, partilhado,
pleno de mutualidade...

Não quero mais invejar
casais de namorados
Não quero mais caminhos
sinuosos, afunilados
Quero o amor que chegue
e que se faça ousado
Que irrompa nas curvas deste
meu corpo esfomeado...

Não quero mais desperdiçar
anos valiosos da minha vida
Não quero mais sentimentos
insustentáveis de menos valia
Quero falar de alegrias
e de palpáveis devaneios
Quero o homem amado, saciado...
repousando nos meus seios!!!!
...
...

7 de ago. de 2009

Vossa Excelência


Há tempos que tenho vontade de vir aqui conversar com vocês sobre o pronome de tratamento “Vossa Excelência”.

Lembro-me muito bem que na escola foi-me ensinado que esse era um tratamento de “respeito”. Mas, o que tenho visto parece uma piada. Vossa Excelência é o tratamento que os políticos usam entre si e o conceito de “respeito” parece ter mudado muito... O que temos ouvido e visto é algo mais ou menos assim:

“Vossa Excelência não tem moral ...”
“Vossa Excelência é um safado!”
“Vossa Excelência é um crápula!”
“Vossa Excelência é um canalha”!
“Vossa Excelência é um ladrão filho da puta!

Agora, saído do forno:
“Vossa Excelência não aponte esse dedo sujo para cima de mim ...”
“O dedo sujo é o da Vossa Excelência ...”
........................................................

Gente, é ridículo, hilário!

Bem, o negócio é o seguinte: tive uma idéia e preciso contar com a colaboração de vocês (desde que concordem, é claro). Já que não podemos fazer nada contra os “Vossas Excelências” lá do Planalto, que tal arreliarmos um pouquinho e banalizarmos o tratamento? Nós, blogueiros, temos o poder de multiplicar uma notícia em minutos e, já que não adianta chorar, pelo menos vamos transformar aquele galinheiro num circo de verdade.

Vocês topam lançar o mais novo palavrão do Brasil?
Que tal trocarmos o “filho da puta” dos nossos dias por “Vossa Excelência”?


Mas seria um “vossa excelência” usado como substantivo e não como pronome.
Tipo assim: Aquele fulano é um “vossa excelência”! ou “Oh, seu “vossa excelência” você me paga!” ... rs


Pode até parecer sem graça, mas se considerarmos que estamos comparando o “desafeto” com um daqueles políticos, a ofensa é pior do que filho da puta ou qualquer coisa parecida... é, ou não é? ...rs

E então, topam divulgar?
Como? Postando nos seus blogs e sugerindo aos seus leitores que façam o mesmo! ...



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1 de ago. de 2009

Uma Carta de amor

Vou de Coletivo (blogagem coletiva)
Tema do mês de agosto: Uma carta de amor



Amor meu,

Continuas percorrendo os labirintos de minh’alma, talvez apenas nos teus sonhos, mas quem te vê, te ouve e te fala é a minha realidade. Uma realidade que se fantasia em sonhos para que possas enxergá-la. Uma realidade que aguarda a calada da noite para se esconder em sombras e que te espera em pensamentos porque sabe que tu não faltas. E quando chegas, chegas tão maroto, fazendo peripécias e provocando êxtases. Percorres os caminhos do meu corpo com invisíveis carícias, provocando delírios e embriagando convicções. Cavalgas comigo para outros mundos, dimensões insanas que somente tu conheces e me mostras sensações impossíveis de serem descritas. Atiras-me em abismos, somente para mostrar-me que consegues voar mais rápido e, em teus braços fortes, amparar-me. E eu, sem medo de perder-te, porque sei que não te perderei nunca, desvencilho-me e corro só para que possas perseguir-me e alcançar-me. E me persegues. E me alcanças. E me abraças. E comigo danças. E me trazes de volta. E me fazes tua... como sempre.

Sei que não te lembras, mas sei que sonhas... e sentes. E é por isso que te escrevo. Para que nunca te esqueças do teu sonho e da minha realidade e do inverso que sabes fazer tão bem quando tornas real o que tu sonhas e transformas minha realidade em sonhos dourados. Não haverás de esquecer também das nossas noites, do nosso mundo, de tudo que foi, do que é e do que será. Para que aprendas sobre a diferença entre o dia e a noite, a lua e o sol, o aqui e o acolá, o agora, o antes e o depois. Para que saibas que o “não” que dissemos sob o sol deste plano, não existe nas noites de luar em que nos encontramos.

Escrevo também para te falar do meu amor. Este amor que nasceu com a vida e que aprendeu a enfrentar perigos e sair ileso, a banhar-se em paciência e enxugar-se em loucuras, a buscar-te nos teus sonhos e receber-te na sua realidade, a suportar teus deslizes e continuar inteiro, a deixar de competir por saber-te tão somente seu, a esperar tua volta e ter-te sempre... não aqui, no mundo dos homens, mas no infinito, por toda a eternidade...


Eu

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28 de jul. de 2009

25 de jul. de 2009

Anjos ou demônios? (do baú)


Existem pessoas na vida da gente que, em outras dimensões,
poderiam ser chamadas de anjos (ou demônios, quem sabe...).
Vão chegando devagar, não dizem de onde vêm,
nem porque vieram...
Sem que percebamos, conseguem vasculhar nossos arquivos,
revirar nossas gavetas e virar a nossa mesa.
Conseguem desviar nossa rotina,
comandar nossos pensamentos e alterar a nossa rota.

De repente, percebemos que elas surgiram do nada e,
de repente, para o nada voltam.
Mas, o tudo que nos deixam permite-nos parar e pensar.
Pensar no que era importante e deixou de ser,
no que era feio e tornou-se belo...
no que era vazio e tornou-se pleno...
ou...
no que estava calmo e conturbado ficou,
no que era paz e que loucura está.

Muitas vezes essas pessoas permanecem em nossas vidas
por muito tempo, envolvendo-nos, elevando-nos, completando-nos.
(ou iludindo-nos)
Outras vezes desaparecem tão de repente quanto chegaram,
permitindo-nos a ilusão de um mundo acabado.
Seja como for, certamente, nossa vida nunca mais será a mesma...
Então saberemos se foram anjos ou demônios.
E um dia, nesta dimensão ou em outra,
pode ser que nos lembremos de que
os demônios também são anjos...


Sueli

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19 de jul. de 2009

Cinco momentos para passar em câmera lenta

Minha amiga Teresa do blog Óculos do Mundo desafiou-me a descrever cinco momentos da minha vida dignos de serem passados em câmera lenta.


Considero-me uma felizarda nesta vida, pois tive muitos momentos assim. Tanto que está até difícil escolher. Além de serem muitos, somente eles povoam minha mente, pois decidi apagar os tristes, deixando lugar somente para os felizes.

Optei por descrever os que me lembrei primeiro:
1) Acredito que aqui poderia descrever três em um, pois eles foram idênticos em felicidade e lembro-me de cada detalhe, como se tivessem acontecido ontem: o nascimento dos meus três filhos. Foi de uma felicidade indescritível.

2) Um reencontro. Era dia 16 de junho e eu tinha 15 anos. Estava separada do meu primeiro namoradinho. Estava apaixonada e sofrendo feito uma condenada. Devido às intransigências de papai, ele havia terminado o namoro há uns dois meses. Naquela época, havia uma festa junina muito famosa num clube do bairro onde eu morava. Senti um toque no ombro e, ao virar-me, “dei de cara” com ele tirando-me para dançar, ao som da música Nossa Canção, de Roberto Carlos. A felicidade que senti já marcava naquele momento, um ponto na eternidade.

3) Agora vocês podem até achar graça ou achar estranho, mas devido ao fato de sempre ter achado que nunca conseguiria aprender a dirigir e o tamanho imenso do medo que eu sentia em fazê-lo, fez o momento em que peguei minha carta de habilitação ter sido um dos mais emocionantes de minha vida. Lembro-me perfeitamente daquele pedacinho de papel amarelo (naquela época, a cor era essa) plastificado, com minha foto 2x2, credenciando-me como motorista, em minhas mãos e eu parada, quase que petrificada, no meio do saguão da auto-escola, olhando fixamente para ele e agradecendo a Deus e a tudo. Foi demais, gente...rs

4) Um almoço, um prato de macarronada. Eu havia desejado estar ali quando vira numa foto de alguém, à mesa de sua casa, frente a um suculento prato de macarronada, olhando fixamente para a câmera como se tivesse sido pego de surpresa. Pois é, muito pouco tempo depois meu desejo foi realizado. Talvez nem essa pessoa tenha entendido quando no meio do almoço fechei meus olhos durante alguns segundos para agradecer e vivenciar a felicidade que estava sentindo naquele instante.

5) Dia do meu segundo casamento. O momento em que disse para o juiz, no lugar do “sim” um “claro que eu quero!”, olhando para aquele homem lindo, maravilhoso que, acredito tenha sido o único a me amar verdadeiramente nesta vida (durante todos os 18 anos em que fomos casados). Minha resposta despertou sorrisos em todos os presentes e aquele não foi somente um momento feliz. Foi um dia inteiro de muita felicidade!

Como disse, foram muitos e agora peço licença para citar mais um, que aconteceu um pouco mais recentemente: o reencontro com uma grande amiga. Quis o destino que, dez anos antes, nos separássemos em situação envolvida por mágoas e desentendimentos. Na época, sofri muito e nunca me conformei por haver perdido aquela amizade, talvez a mais importante de minha vida, até então. Não vou entrar em detalhes de como as coisas aconteceram, mas o momento em que pude me encontrar com ela e, já sem mágoa alguma de ambas as partes, nos abraçarmos no meio da rua, em frente sua casa, foi realmente um dos momentos mais marcantes, emocionantes e felizes de minha vida. Hoje, entendemos a razão do acontecido e esse afastamento acabou por solidificar ainda mais nossa amizade.
Sueli
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18 de jul. de 2009

Noivado - Esclareçam-me, por favor...


... o que significa o “noivado”?

Estava aqui pensando e não cheguei a conclusão alguma sobre a diferença entre o namoro e o noivado.

Nos tempos de antigamente, lembro-me muito bem que havia uma sutil diferença. Noivado significava um compromisso mais sério, marcar a data do casamento ou, segundo meu pai, uma desculpa para os namorados trocarem maiores “intimidades” (por essa razão, ele era totalmente contra ..rs). Mas, e hoje? Não há necessidade alguma de uma aliança na mão direita para se dizer que existe um compromisso mais sério. Basta existir um namoro para que o compromisso já seja um pouco mais sério e não é preciso nem um namoro para que o casal troque as tais “maiores intimidades”. A ordem foi invertida. Primeiro as intimidades; depois, talvez, o namoro. Quanto a marcar data para o casamento, qual a necessidade de uma aliança para tal?

Então, noivado nos dias de hoje, poderia ser um desejo enorme de mostrar que se prendeu a alguém, como se isso fosse uma coisa muito boa? ... Uma forma de sentir mais segurança no relacionamento, como se isso fosse possível? ... Ou apenas uma “frescura”? ...

Ou todas as opções acima? Ou nenhuma delas?

Ou ... alguém saberia me explicar?
...

13 de jul. de 2009

É tão estranho ...


Assusta pensar num sentimento de amor que está indo embora,
mesmo que consigo todas as dores possa levar.
Tantos anos pensando,
tantos anos amando...
Difícil acreditar que raízes tão profundas estejam se secando,
e é tão estranho não existir mais um rosto para com ele sonhar...

Indago aos céus: o que pode ser pior?
As poças de lágrimas que o acompanhava
ou o vazio sem eco que fica em seu lugar? ...
...

6 de jul. de 2009

Dúvida cruel


Como chamar esse misto de amor e ódio, quando se consegue odiar por quase um segundo e amar por quase uma eternidade?

Como chamar esse misto de ternura e mágoa, de indiferença e loucura, onde o que se oferece em seguida se nega e onde se quer sabendo que não se deve ao mesmo tempo em que acha que deve mas percebe que já não quer?

O que decidir quando não mais nem se quer ouvir falar de alguém por cujas notícias avidamente se procura?

O que fazer quando se deseja a máxima distância de alguém no mesmo momento em que voluntariamente se está indo ao encontro?

O que fazer com essa miscelânia de sentimentos, deveres e quereres que se intercalam em sequências absurdas?

O que é isso? Sentimento? Sensação? Emoção? ...
Ou seria apenas... impressão?

Onde encontrar sabedoria para definir tudo isso ...
... antes de se chegar à loucura?

(Ou já se estaria nela?...)


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1 de jul. de 2009

Renascer


Dentre todas as coisas boas que um novo dia pode oferecer, penso que a melhor delas é a oportunidade de renascer.

Nesta existência, nascemos apenas uma vez, mas podemos renascer todos os dias, se assim o quisermos.

E o melhor é que a vida nada nos cobra pela oportunidade de recomeçar.

Além de nada cobrar, ainda oferece ajuda se de nosso gosto for.

Por outro lado, se errei na sexta-feira, posso escolher renascer no sábado, ou quem sabe, errar mais um pouco no sábado e domingo e renascer na segunda-feira... rs
A escolha é sempre minha.

Quantas vezes você já renasceu? ...

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25 de jun. de 2009

Não odeie ...

Foto retirada do site http://lifeconsulting.multiply.com/

Não odeie a quem julgas ter te feito mal. A mão de quem te açoita é dura e seu dono é quem vai ter que conviver com essa dureza.

Tudo passa... Tuas feridas serão curadas e quem te açoitou apenas ajudou a se manifestar a tua força interior – aquela que sempre cresce após um sofrimento.

Pense nisso.
Sueli

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(inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)

21 de jun. de 2009

Ser feliz

Recebi uma mensagem por e-mail, da qual retirei um trecho e coloco logo abaixo, porque acho que merece uma reflexão...

Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa:- seu marido lhe faz feliz?- ele lhe faz feliz de verdade?

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando segurança. Ele sabia que sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa lhe respondeu com um "Não", bem redondo... - Não, meu marido não me faz feliz.
Neste momento, o marido já procurava a porta de saída mais próxima...

- Ele não me "faz" feliz... Eu "sou" feliz. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim. E continuou dizendo:- Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida; pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância, sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda frequentemente... O ser humano, as riquezas, meu corpo, o clima, meu chefe, os prazeres, etc. E assim poderia citar uma lista interminável. Às demais coisas eu chamo "experiências"; esqueço-me das experiências passageiras e vivo as que são eternas: amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar...
(autor desconhecido, mas gostaria muito de conhecer)
...
A mensagem continua, mas o principal está aí.
Quantos de nós colocam sua felicidade em mãos alheias?
Quantos outros aceitam a responsabilidade pela felicidade do outro?
Acho que a resposta vale por um outro post, mas, por enquanto, vale a pena pensar no assunto ...apenas.
...

15 de jun. de 2009

Que lugar te faz sentir em casa?

O tema de JUNHO da Tertúlia Virtual é:
"QUE LUGAR TE FAZ SENTIR EM CASA"?


A princípio, parecia-me um tema fácil, depois percebi que estava enganada, mas, num estalo, descobri que era muito mais fácil do que imaginara a princípio, afinal, o lugar que realmente me faz sentir como se estivesse em minha casa, é exatamente onde passo o maior espaço de tempo dos meus dias: o meu local de trabalho.

Sinto-me abençoada pelo trabalho que tenho, pois há quem diga que quem gosta do seu trabalho, não trabalha, diverte-se. É o meu caso. Então, posso considerar que me divirto o dia inteiro e boa parte da noite... rs.

Como paulistana bairrista e fanática, tenho o privilégio de trabalhar no 17º andar de um edifício da Avenida Paulista, onde posso apreciar por um ângulo muito favorável e no momento que quiser, um dos principais cartões postais de minha querida metrópole.

Lembro-me do dia em que meu chefe designou-me para a função de encontrar o local da nova sede. Após inúmeras visitas em incontáveis edifícios, lembro-me perfeitamente do momento em que entrei naquele conjunto comercial. No primeiro passo adentro, eu disse: é este! Em menos de um mês, já estávamos lá instalados.

Minha sala é exatamente o lugar que mais gosto. Dali, posso enxergar a Paulista, do Paraíso à Consolação. Temos uma pequena cozinha, com tudo que necessitamos para nosso dia a dia (geladeira, cafeteira, forno, etc.). Também temos televisão, vídeo cassete e outras coisas mais.

Somos cinco funcionários, mas já tão antigos e nos damos tão bem que é difícil não nos considerarmos uma família. “A gente ganha pouco, mas se diverte” é uma frase muito repetida...rs. Sou a mais velha de casa (14 anos). Adoro meus chefes. Eles dificilmente aparecem fisicamente, pois em sua maioria, residem fora de São Paulo. Nosso contato, geralmente, é por e-mail ou por telefone. Muitos podem não acreditar, mas, para nós, dia de reunião é como se fosse dia de festa. São nossos “familiares” de longe que vêm nos visitar.

Os móveis, em sua maioria, foram escolhidos por mim. Meu computador é de última geração e está sempre atualizado. Em minha sala tenho ar condicionado (frio e quente), que controlo conforme meu gosto e tenho liberdade de receber quem eu quiser.

Penso que me sentir como se estivesse em casa é poder estar feliz durante o dia, ter às mãos tudo que necessito, sentir conforto, estar com pessoas que se portam como se fossem minha própria família (e gostar delas), ter liberdade de ir e vir e, pode não parecer importante, mas é gostar das segundas-feiras também.

Pensando bem, só falta um chuveiro, para ser considerado meu lar. Mas, sabem de uma coisa, até que isso não chega a ser uma desvantagem, pois caso contrário, eu até poderia me acomodar e esquecer de voltar para casa ...


Sueli

11 de jun. de 2009

Lareira

Gente, por isso eu digo que Amigo é tudibom!
Imaginem que meu amigo Ricardo Blauth fez uma poesia com meu último post!
Ric, desculpe-me pela ousadia, mas vou publicá-la aqui e agora. Eu amei!


em pleno outono
gostinho de inverno
acendemos lareiras
convidamos amigos
conversamos
ao sabor de vinhos

botas saindo do armário
casacos novamente
caminhadas ao trabalho
mais aconchegantes

fim do dia
banho quente
envolvente sensação
de carícias úmidas

cama após convida
a sonhos inconscientes
revelando qual metáforas
..........outros sonhos


  • (Ricardo Blauth)

  • 8 de jun. de 2009

    Noites de inverno


    Havia um tempo em que eu não gostava do inverno. Não gostava das noites frias nem dos dias cinzas. Não me lembro bem quando isso mudou. Dias atrás fiquei muito feliz com esta visita que o inverno está fazendo ao meu outono. Percebi que estava sentindo falta da sensação de dormir com meu edredon e meu pijaminha de plush. Antes, sentia dificuldade até para entrar no banho. Agora valorizo mais os instantes em que estou sob o chuveiro. Chego a agradecer a água quentinha que me envolve; é um momento especial, uma das melhores sensações do meu dia. E como é bom poder usar minhas botas! Elas ficam durante todo o resto do ano, tão esquecidas naquele canto do meu armário... e eu adoro botas. Antes, o vento frio no meu pescoço incomodava-me demais. Não cortava meus cabelos na véspera do inverno, nem morta! Ah, mas na semana passada, não deu outra. Falei para meu cabeleireiro “-Passa a tesoura, quero bem curtinho”. (Na verdade, perdoe-me quem gostaria de me ver novamente com os cabelos compridos, mas o curto virou minha marca registrada; não consigo me ver mais com eles passando da altura das minhas orelhas). Além disso, estou adorando essa moda maravilhosa de lenços, echarpes e cachecóis. Aliás, sempre usei, mesmo que não estivesse na moda (rs).

    Noite de inverno me lembra cama fofinha acolchoada, sopa quentinha, chá quente com bolinhos de chuva, lareira, fondue e vinho tinto, entre tantas outras coisas gostosas. Por falar nisso, neste último sábado à noite, estive sentada num fouton confortável, em frente a uma lareira, saboreando um vinho tinto chileno delicioso, servindo-me de um fondue não menos maravilhoso e com ótima companhia. Ah! Nada disso teria graça (exceto a companhia, é claro), se fosse numa noite de verão. Sim, vocês dirão “mas tem tantas coisas boas que se pode fazer numa noite de verão...”. É verdade, tem sim, mas nada tão aconchegante. Alguém discorda?

    Sei que a maioria das pessoas não gosta, mas descobri que gostar ou não do frio ou da chuva depende muito da gente querer ou não querer gostar. Eu decidi gostar e, podem acreditar, com chuva ou sem chuva, não só gosto como amo minhas noites de inverno.

    Sueli
    (no foto acima, meu sábado de inverno, com a lareira e o cabelo já curtinho...rs)

    1 de jun. de 2009

    Ser normal


    Ser normal é seguir a maioria?

    Sempre me considerei uma pessoa normal. Acho que até por nunca ter parado para pensar no assunto. Mas, outro dia recebi uma mensagem por e-mail cujo título era “Normal é ser feliz”. Começava dizendo que muitas pessoas tentavam se adaptar a coisas que não as faziam felizes só porque aquilo seria o dito chamado “normal” e com isso sequer permitindo uma chance àquilo que o coração pede.

    E é verdade, faço isso sempre. É aí, penso, que entram os dogmas também, sobre os quais falou hoje meu amigo Ricardo Blauth em seu post. Se pudéssemos pensar seriamente no sentido de cada uma das nossas atitudes, talvez deixássemos de fazer tanta coisa, ou, por outro lado, quantas coisas inéditas viríamos a fazer...

    Para a nossa sociedade, ser normal é encaixar-se na maioria. É fazer o que os outros fazem; e o pior é que a gente acaba se acostumando e, com o tempo, faz até sem perceber. Tudo é tão de fora para dentro, que quanto mais o tempo passa, mais estranhos vamos ficando para nós mesmos.

    Quem pode garantir que conhece a si próprio, nos mínimos detalhes? Quem já parou para tentar ouvir os verdadeiros anseios de sua alma? Será que combinam com o que nossa sociedade nos obriga a ser?

    Descobri que muita coisa não tem nada a ver com nada ... Faço apenas por costume o que alguém, não sei quem, um dia disse que era para ser assim. Estou repensando minhas atitudes, ouvindo mais a voz que vem lá do fundo... de dentro de mim. Na verdade, acho que estou cansada de ser normal.

    26 de mai. de 2009

    A ilusão


    Ela veio e pousou em meu ombro

    Tão doce, tão dissimulada, tão falsa

    Pintou-se de esperança, mostrou-se tão companheira

    Afastou certezas, zombou de atitudes

    Acariciou o perdão.

    Enlevou-me em novos sonhos

    Dirigiu-me por falsos caminhos

    Dizendo me levar ao céu.

    Sua companhia era boa,

    Mas de si nada eu sabia

    Até que tirou sua máscara

    Levou-me até o inferno

    ao entrar em meu coração.

    De esperança, nada existia

    Era tão somente a ilusão.

    Sueli Benko

    22 de mai. de 2009

    Bem resolvida na vida

    Minha filha Cláudia Patrícia presenteou-me com um selinho cujo título é: “Somos mulheres bem resolvidas”. É um tipo de corrente, onde eu deveria escolher dez blogueiras a quem eu julgasse bem resolvidas e enviar um selinho para cada uma.

    Além disso, fez-me a seguinte pergunta: “O que é uma mulher bem resolvida para você?

    Claudinha
    , vou fazer a segunda parte, respondendo sua pergunta, mas passar a corrente para a frente, não garanto, não. Prefiro que quem se julgar bem resolvida, fique à vontade para levar o selinho (tão bonitinho).

    Então, vamos lá:


    Uma mulher bem resolvida, em minha opinião, é aquela que não usa máscaras invisíveis. Tem sua opinião formada e dela não abre mão para favorecer ou conquistar alguém, porém, permite-se mudar de idéia ou de posição assumida tantas vezes quantas desejar e, quando isso acontece, não sente vergonha de admitir.

    Uma mulher bem resolvida não perde tempo com lamentações. Não fica trazendo o passado de volta e nem se transporta para o futuro porque sabe que a vida verdadeira pertence somente ao presente e para ele ela direciona todos os seus pensamentos, atitudes e decisões.


    Uma mulher bem resolvida escolhe como vai ser o seu dia, portanto não dá poder para os outros alterarem seu humor.

    Uma mulher bem resolvida adora sua própria companhia, por essa razão, onde quer que esteja, está muito bem acompanhada e solidão é palavra que não existe em seu vocabulário.

    Uma mulher bem resolvida reconhece que ninguém pode cuidar dela melhor do que ela própria, por esta razão não se perde em esperas e, para si, procura sempre o melhor.

    Uma mulher bem resolvida ama a si própria em primeiro lugar, então, na hora do pior, não se abandona e não se deixa ficar no chão. Tem consciência de sua força e em sua vida não existe auto condenação. O que os outros julgam erro, ela considera aprendizado, então não perde a oportunidade de extrair alguma lição de qualquer adversidade.

    Uma mulher bem resolvida, enfim, consegue equilibrar-se com um pé no racional e o outro na emoção. Sustenta–se com a cabeça e sonha com o coração.

    Sueli
    ........

    15 de mai. de 2009

    Tertúlia Virtual - Maio


  • Tertúlia Virtual


  • Tema do mês:

    "Você irá passar 10 anos numa pequena ilha deserta no Pacífico, e só poderá levar cinco coisas. Quais seriam?"


    Gente, eu pensei, pensei, fiz, apaguei, fiz de novo, apaguei de novo e, de repente, num estalo percebi que era tão simples, bastava pensar nas coisas mais importantes da minha vida, aquelas sem as quais nada faria sentido.

    Segue a resposta:


    Levaria cinco amigos.


    Simples, não? ...
    (e, se pudesse levar 10 coisas, eu levaria 10 amigos... com certeza)


    Abração para todos!


    Sueli

    ........


    2 de mai. de 2009

    Pensei que te perderia


    Pensei que te perderia se um dia partisses. Pensei que não mais te veria e que a distância e o tempo far-me-iam esquecer-te. Pura ilusão. Tu partiste, mas esqueceste de levar-te embora. Tu estás nas músicas que ouço, na minha taça de vinho, nos pratos que preparo. Tu estás nas dobras do meu lençol, no óleo perfumado que acaricia meu corpo, nos meus sonhos, no meu sorriso e nos meus pensamentos. Tu ainda estás nos planos de sábado à noite, sentado à minha frente naquela mesa de bar. Tu estás nos degraus, nas paredes, no hall, nos cômodos todos do meu lar. Tu estás nas minhas cortinas, no meu tapete e nas almofadas que te esqueceste de usar. Tu estás no meu adormecer e ainda no meu despertar. És, enfim, a chama que teima em se manter acesa.

    E por todo amor que sinto talvez devesse chorar, mas se há um lugar onde tu não estás é nas minhas lágrimas, pois elas já há muito tempo não aparecem mais. Também não estás na minha insônia, grande companheira de antigas noites. Ela se foi e deu lugar aos meus sonhos, que hoje são o palco das mais lindas histórias de amor, onde os atores principais somos nós dois. Hoje, o que ficou, foi a descoberta de que o tudo que de ti tenho “é”, apesar de não ser. Tu estás na minha paz e é por esta razão que te quero exatamente assim: existindo apesar de não existir; dizendo-me tudo, apesar do silêncio; a mim chegando, apesar de não vir; amando-me inteira apesar de não acreditar.

    Podes não estar, mas está. Tão longe e ao mesmo tempo, tão perto. Tão perto que te sinto inteiro. E de uma forma como nunca esteve: indiscutivelmente, meu. Somente meu.

    E é assim que te quero.


    Sueli Benko