30 de out. de 2009

Halloween - O que é ser uma bruxa?


O que é ser Bruxa?

Eu não poderia deixar de escrever algo para o Dia das Bruxas. Pensei em falar sobre ‘o que é ser uma bruxa”. Procurei na Internet por diversas definições, pois lembrei-me que a minha, eu já havia postado no ano anterior. Mas, tive uma idéia melhor. Para que saber o que todo mundo pensa? Quero a opinião dos meus amigos da blogosfera. Então, preciso da ajuda de vocês.

Gostaria muito que me respondessem:

O que seria “uma bruxa”, na sua opinião?

Posso contar com vocês?

...

25 de out. de 2009


Ainda bem que cheguei a tempo! Estava lá pelos lados das Minas Gerais, mas não poderia deixar de postar algumas linhas hoje, dia que este meu terceiro filhote completa um aninho de vida.
Fui olhar o que escrevi no primeiro dia e, coincidentemente, eu poderia postar hoje algo bem parecido com o que postei naquele dia. Copio abaixo, um trecho completamente “repetível”:

“... Hora de renovação. Não sei se renovação ou renascimento, pois pareço ser outra pessoa após tantas mudanças ocorridas em minha vida, de uma hora para outra, sendo que a principal, apesar de sutil, fez toda a diferença. Aconteceu dentro de minha cabeça (ou do coração, ainda não sei bem). Está difícil, para mim, reconhecer-me. (será que alma muda?... começo a crer que sim) Não sei se é temporário ou definitivo, mas estou gostando muito.Algumas poucas coisas não se alteraram, muito pelo contrário, intensificaram-se. Um exemplo? O amor que sinto pelos meus amigos...”

Pois é, ali estava apenas começando um renascimento. Esse parto demorou muito, meus amigos. Exatamente um ano. Somente agora posso dizer que sou outra. E sei também que alma não muda, não. O que muda é a mente. Aprendi que a mente apenas obedece comandos - os nossos ou os dos outros – a opção é nossa. Agora, ela está sob meu comando, então, posso dizer que houve uma grande renovação.

Pois é, hoje, não comemoro somente o primeiro aniversário do meu blog filhote, mas também o primeiro aniversário do início de meu renascimento.

Ana Luiza, minha amiga-irmã-comadre (é madrinha dos meus três blogs) e mãe do meu afilhado (blog Bar da Ruiva), deixou-me muito emocionada com a homenagem que fez hoje e ela é responsável pela maioria dos amigos que fiz aqui, pois os outros blogs que eu tinha, eu os fazia somente para mim, não os divulgava e ninguém me visitava, a não ser uma sobrinha. Depois que ela chegou, logo foi trazendo mais e mais gente e eu fui conhecendo o verdadeiro sentido da blogosfera.

Como eu amo isso aqui!!!!

Beijão para todos!

Su
...

21 de out. de 2009



Dez dias em Recife/Olinda, unindo o útil (trabalho) ao agradável (rever uma amiga querida). Como é bom trocar um abraço amigo quando estamos longe de casa. Como é bom encontrar uma amiga que faz de sua casa uma extensão da nossa. Claudete e sua família abriram as portas de sua casa para mim e me receberam de braços abertos, naquele cantinho de Deus, chamado Aldeia, em Camaragibe/PE. Para quem procura a paz, chegar em casa de Clau é dar de cara com ela. Para quem ama a natureza, ficar em casa de Clau é viver repleto de amor.

Rapidamente vou contar nossa história. Ana Luiza (do Bar da Ruiva), numa noite de insônia encontrou meu blog (o anterior); eu diria até que por mãos divinas foi dirigida a ele. Essas mesmas mãos a levaram ao Blog da Claudete, tempos depois. Não levou muito tempo para que essas duas duplas se transformassem num trio. Somos prova de que a verdadeira amizade não depende da distância.

Conversar com Clau é assistir aula de vida e de sabedoria e é aqui na blogosfera, onde nos conhecemos, que desejo agradecê-la.

“Clau, obrigada pela acolhida, pela confiança, pela lição de vida, pelas tapiocas, pelos biscoitinhos de polvilho, pelos papos inteligentes, descontraídos e deliciosos, por ter permitido, enfim, que eu tenha entrado e que eu permaneça no seu rol de amigos e acho eu, no seu coração, pois no meu você já é dona de cadeira cativa”.

E, por tabela, obrigada Analu, pelos presentes que têm dividido comigo: todas as amigas maravilhosas!
Amigas para sempre!!!

12 de out. de 2009

Ciclos


Mais um ciclo encerrara-se em sua vida, mas ela insistia em continuar no antigo. Não que ele tivesse sido bom, mas havia o medo de sentir saudade, o receio do desconhecido, o pavor de querer voltar e não mais ser possível.

No momento do passo decisivo, virou-se e correu de volta... sem rumo, sem proa, só sabia que estava voltando. Não percebeu as mesmas paisagens nem que tudo se repetia. De repente sentiu um choque, estava sendo atropelada.

Rodopiou, caiu, abriu os olhos e tentou levantar-se, mas alguém a impedia de sair do lugar, cada vez que tentava, novo choque sofria e novamente caía. Percebeu então que quem lhe atropelava também estava perdida e, na ânsia de seguir adiante, era por ela também atropelada.

Nenhuma das duas saía do lugar e, atônita, ela conseguiu fitar o rosto da outra... e entendeu. Não havia mais como voltar, ela precisava retornar para o fim do ciclo, e partir para o próximo. Quem a atropelava impedindo seu retorno e, ao mesmo tempo era por ela impedida de seguir adiante ... era ela mesma.
.....

“É preciso entender que quando um ciclo termina, temos que partir para o próximo. Ficar é regredir e atropelar a si próprio.”
.....

8 de out. de 2009

Diálogo no trânsito


Ultimamente, o único tempo que disponho para escrever é este, no carro, enfrentando um congestionamento. Eu poderia ter dito o “tempo que perco” no trânsito parado, mas há tempos descobri que não é tempo perdido, não. Sem sido o único que me permite bater papo comigo mesma. Aliás, desde que comecei a fazer isso, tenho me divertido muito. Estão pensando que fiquei louca? .. Não, loucura era ignorar-me. Ignorância total, não saber ouvir-me. Eu até já falava comigo mesma, mas nunca havia prestado atenção nas respostas. Era um monólogo.

Agora aprendi a conversar com minha mente (que de certo modo não deixa de ser eu também). Está certo que ela, muitas vezes, mente para mim, mas não é por maldade. Acontece que ela é manipulável, acredita em tudo que lhe contam e vem correndo me contar. E vem de uma forma tão convincente que, como eu sempre soube ouvi-la, mas nunca soube entendê-la, sempre acabava caindo feito patinho em suas fantasias.... (e como a danada fantasiava, viu...rs)

Tenho usado meus momentos “ganhos” no trânsito para conhecê-la melhor. Não só para conhecê-la, mas para conquistá-la e convencê-la a jogar no meu time. Preciso que ela acredite somente em mim e deixe de ouvir o resto do mundo. Tenho dito a ela que nem sempre o que é bom para o mundo é bom para nós, como também nem sempre o que é errado para o mundo é errado para nós também...

Aaaah!... o trânsito começou a fluir e sei que deste trecho para frente costuma ser livre.

Até o próximo .... congestionamento!
Su
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28 de set. de 2009

Aceitação


Um dos sinônimos de “aceitação” pode ser “libertação”. Quem não aceita a realidade como ela é, pode estar adiando muita coisa boa em sua vida. A libertação do sofrimento muitas vezes vem da aceitação.

A não conformação diante do inevitável é estressante, deprimente e totalmente inútil. Quantas vezes queremos que as coisas sejam exatamente como julgamos que deveriam ser e teimamos em não entender que “as coisas são como são”.

Vivemos sofrendo muitas transformações. Se nos negarmos a elas, não estaremos evoluindo e não haverá sentido algum nesta vida se não houver evolução.

Segundo alguém que tem me ensinado muitas coisas maravilhosas, toda transformação começa na aceitação. Aceitar é parar de fazer esforço. É deixar de insistir em transformar as coisas que não se consegue transformar. É mais prático, inteligente e menos desgastante passar a aceitá-las.
“Deixa a vida me levar... Vida leva eu...” – Conheço pessoas que cantam exatamente o contrário e insistem em afirmar que não deixam que a vida as leve. Elas é que querem “levar a vida”. Quem diz isso está medindo forças com a vida. Será que existe alguém com mais poder que ela? ...

Não aceitação de um fato geralmente envolve luta e luta gera cansaço. A vida não precisa lutar com ninguém. Ela decide, manda e pronto! Aí, vem o fracasso para quem com ela lutou; lutou com a única arma que possui: a expectativa. Reparem que todo fracasso vem de uma expectativa.

Esse mesmo alguém que tem me ensinado muito sobre a vida, também me disse algo que realmente me fez pensar e ajudou-me muito a aceitar certas situações em minha vida, até então julgadas inaceitáveis. Ele me disse que o melhor presente que eu poderia me dar, seria conseguir dizer para mim mesma: “a vida não precisa ser como eu gostaria que ela fosse, ela é como quer ser para mim – e eu aceito.”

Pensem nisso.

...

Obs.: No texto acima, favor não confundir “aceitação” com “inércia”.

25 de set. de 2009

Fortaleza


Fazer uma pausa na rotina, de vez em quando é bom demais... né, não? Adoro meu trabalho, inclusive, o local, mas, eventualmente, preciso exercê-lo em outras localidades. Nesta semana, estou trabalhando em Fortaleza. Num dos meus intervalos, estou aqui, na sacada do hotel, numa temperatura de 31°, abençoada por uma brisa fresca, olhando para esse mar azul, maravilhoso. Fecho um pouco os olhos e fico imaginando quantos segredos devem essas águas esconder. Quantos sorrisos elas já assistiram e com quantas lágrimas já se misturaram. Quanta gente e quantas coisas elas já banharam (provavelmente, muitas consciências também).

Essas mesmas águas que banham as terras daqui também banham as terras daí e, quem sabe, as de acolá. Se eu tivesse o poder, faria com que elas, arrebentando-se em fortes ondas, espirrassem uma gotinha na direção dos teus olhos. E fosse o que fosse que estivesses fazendo, essa gotinha fizesse com que te lembrasses de mim. Que ela se confundisse com uma lágrima... mas uma lágrima de emoção, de alegria... que é o que desejo que sintas quando minha imagem surgir no teu pensamento... sempre.


Sueli
(23.09.09)
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20 de set. de 2009


Tão grande é a sintonia
Tão forte é a energia
Que qualquer sinal é um contato
Qualquer expressão, um alento
Qualquer mensagem, alegria!
Não importa o quão seja efêmero
Muito menos que seja instável
Não se pode negar evidências
Apesar das dimensões e distâncias
De tão verdadeiro ... chega a ser palpável.

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18 de set. de 2009

Diálogo sorridente

Ele:
“...Se me emprestares este teu sorriso, juro usá-lo sem desperdício e sem negá-lo a ninguém!... E devolverei em dobro, com certeza, misturado ao meu! ...”


Ela:
“Impossível emprestar-te meu sorriso, simplesmente porque já o tens. Soube disso ao vê-lo mirando-te e negando-se a ir embora. Na tua presença ele vive e já se misturou ao teu. É que ainda não percebeste...”

10 de set. de 2009

Buzinadas


Manhã de chuva, dia virando noite, trânsito caótico ... São Paulo (ontem).

Normalmente, levo 25 minutos, de carro, para ir de casa ao meu trabalho. Estava eu parada na Av. Rebouças, sem sair do lugar, já há uns 15 minutos, calma, estudando, quando comecei a ouvir uma buzina, dali a pouco, outra e mais outra...

Senti um início de irritação. Afinal, o que aquelas pessoas que buzinavam esperavam conseguir com aquele barulhão estridente? Será que não percebiam a impossibilidade de qualquer movimento? Ou será que acreditavam em algum possível poder mágico contido naquelas buzinas?

Percebi, então, que estava dando muito poder aos barulhentos. Se nem a chuva intermitente e o pior congestionamento dos últimos tempos estavam me incomodando, por que haveria de me incomodar com dois ou três infelizes atrás de mim?

É...infelizes, sim. Foi a essa conclusão que cheguei. Uma pessoa numa situação dessas, que se entrega a uma crise histérica (para mim, buzinar desesperadamente é histeria), só pode ser alguém que não suporta a própria companhia. E, quem não suporta a própria companhia, só pode ser uma pessoa infeliz; infeliz ou burra (por acreditar que buzina é varinha de condão) é só escolher.

Sempre tenho um livro ou um bloco de anotações para essas emergências. Sempre dá para ler ou escrever, ou pensar, ou ouvir rádio, ou até tirar um cochilo. Cochilo, não? ... Medo de dormir pesado? Ah... não se preocupe, sempre haverá uma buzinada para lhe acordar...


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7 de set. de 2009

7 de setembro - Dia de nossa Pátria

Adorei este award que minha filhota me fez.
Muito propício para o dia de hoje.
Sou verdadeiramente apaixonada pelo Brasil!

3 de set. de 2009

“O pé não vai aonde o coração não quer”
(Provérbio africano)

Agora descobri porque meus pés estão sempre reclamando.
Teimam em seguir na direção contrária
ao que o coração deseja,
pois sabem que é a mais correta,
mais clara,
mais reta.


(nunca conseguem ...)

...

Agora está explicado ...

“O pé não vai aonde o coração não quer”

(Provérbio africano)

Agora descobri porque meus pés estão sempre reclamando.
Teimam em seguir na direção contrária
à que o coração deseja,
pois sabem que é a mais correta,
mais clara,
mais reta.

(nunca conseguem ...)

...

31 de ago. de 2009

Tem cabimento?...


Acho tão estranho alguém não acreditar em algo que nem tentou analisar e vivenciar...

Acho tão estranho alguém acreditar em algo só porque alguém falou...

Se as pessoas não tivessem tanta preguiça de refletir, analisar, vivenciar e testar o que aprendeu, de quanta sabedoria poderiam estar desfrutando. Existe uma coisa chamada “coerência” e penso que aí está a chave de tudo. Não pode existir perfeição onde não existe coerência e, se a natureza é perfeita (e não há quem o negue), ela só pode usar da coerência em sua criação. Partindo dessa premissa, fica tão mais fácil analisar o que ouvimos por aí. Mas, parece que ninguém pensa nisso.

Ouço cada uma... (afff...)

Acreditar em algo “só porque” ouviu na igreja ou porque está escrito em algum lugar é algo que não cabe mais nos dias de hoje! Que tal parar um pouco, pensar no assunto, analisar com cuidado, ver se tem “cabimento”???? Que tal criar coragem e admitir que uma opinião pode ser mudada quantas vezes forem necessárias e que, de repente, aquilo em que se acreditou até hoje, pode não ser verdade (ou vice-versa)?

Vivenciar algo que se aprende e acreditar (ou não) pelo resultado obtido e não simplesmente pelo que foi dito, pode ser o caminho. É o que tenho feito, e tem valido a pena.

Hoje, é mister importar-se com o que tem “cabimento” ... apenas.

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20 de ago. de 2009

Leve, livre, linda e solta...


“O real não está na saída nem na chegada... Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
João Guimarães Rosa

Foto: www.guioliva.com.br/caminho/fotos/foto_70.jpg


O caminho apresentava-se íngreme à minha frente.
Precipícios imensos assustavam-me.
Impossível percorrê-lo sem soltar minha bagagem
Mas eu precisava chegar lá
e era muito valiosa minha carga (pelo menos assim julgava eu)
O tempo perdido na decisão foi imenso
Era difícil seguir em frente
Impossível soltar o que era meu
Porém, o perigo se aproximava...

De repente, alguém me deu um empurrão
Quando me dei conta, já estava no caminho
Algumas tralhas haviam caído
E eu nem percebera
Se soubesse, teria me desfeito delas há mais tempo
Os obstáculos foram surgindo
Cada vez mais difíceis
A cada um deles, necessário se fazia desfazer-me de algo
E assim, fui seguindo cada vez mais leve...

A cada tralha desfeita, mudanças aconteciam
O caminhar ficava mais fácil
As dores do cansaço diminuíam
A prática em vencer obstáculos aumentava
O caminho ficava mais limpo
A paisagem se coloria
Algumas flores apareciam
Foi difícil perceber que o caminho sempre fora assim
O peso que eu carregava é que não me deixava perceber

Não é fácil cuidar de tralhas
Principalmente quando nos apegamos a elas
E eu as julgava tão importantes
Mero engano meu...
Foi tão bom descobrir que delas eu não precisava
No caminho, coisas novas e mais bonitas as substituíam
Nada me faltava, então não mais a nada eu me prendia
Agora nem tenho pressa para chegar ...
Carrego apenas experiências vividas, aprendidas
e imortalizadas.

Leve, livre, linda e solta...

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18 de ago. de 2009

Tentei chegar em casa em tempo de fazer uma homenagem a uma grande poetisa “Fátima Irene Pinto”, pois foi ela quem aguçou o meu gosto pela poesia. Eu ainda era uma novata no mundo da net quando me deparei com um poema de Fátima Irene e comecei a vasculhar tudo que trazia algo escrito por ela. Meus blogs sempre foram enfeitados com algum de seus escritos. E hoje, ou melhor, ontem (quando comecei ainda não era meia noite...rs) foi seu aniversário.
Parabéns, Fátima Irene!

Escolhi, para postar aqui, uma poesia que gosto muito.




O MEU JEITO DE AMAR
Fátima Irene Pinto


Não quero mais drama nem sofrimento
Antes, quero crescer na alegria
Não quero mais declinar
melindres e impossibilidades
Antes, quero um amor
cuidado, partilhado,
pleno de mutualidade...

Não quero mais invejar
casais de namorados
Não quero mais caminhos
sinuosos, afunilados
Quero o amor que chegue
e que se faça ousado
Que irrompa nas curvas deste
meu corpo esfomeado...

Não quero mais desperdiçar
anos valiosos da minha vida
Não quero mais sentimentos
insustentáveis de menos valia
Quero falar de alegrias
e de palpáveis devaneios
Quero o homem amado, saciado...
repousando nos meus seios!!!!
...
...

7 de ago. de 2009

Vossa Excelência


Há tempos que tenho vontade de vir aqui conversar com vocês sobre o pronome de tratamento “Vossa Excelência”.

Lembro-me muito bem que na escola foi-me ensinado que esse era um tratamento de “respeito”. Mas, o que tenho visto parece uma piada. Vossa Excelência é o tratamento que os políticos usam entre si e o conceito de “respeito” parece ter mudado muito... O que temos ouvido e visto é algo mais ou menos assim:

“Vossa Excelência não tem moral ...”
“Vossa Excelência é um safado!”
“Vossa Excelência é um crápula!”
“Vossa Excelência é um canalha”!
“Vossa Excelência é um ladrão filho da puta!

Agora, saído do forno:
“Vossa Excelência não aponte esse dedo sujo para cima de mim ...”
“O dedo sujo é o da Vossa Excelência ...”
........................................................

Gente, é ridículo, hilário!

Bem, o negócio é o seguinte: tive uma idéia e preciso contar com a colaboração de vocês (desde que concordem, é claro). Já que não podemos fazer nada contra os “Vossas Excelências” lá do Planalto, que tal arreliarmos um pouquinho e banalizarmos o tratamento? Nós, blogueiros, temos o poder de multiplicar uma notícia em minutos e, já que não adianta chorar, pelo menos vamos transformar aquele galinheiro num circo de verdade.

Vocês topam lançar o mais novo palavrão do Brasil?
Que tal trocarmos o “filho da puta” dos nossos dias por “Vossa Excelência”?


Mas seria um “vossa excelência” usado como substantivo e não como pronome.
Tipo assim: Aquele fulano é um “vossa excelência”! ou “Oh, seu “vossa excelência” você me paga!” ... rs


Pode até parecer sem graça, mas se considerarmos que estamos comparando o “desafeto” com um daqueles políticos, a ofensa é pior do que filho da puta ou qualquer coisa parecida... é, ou não é? ...rs

E então, topam divulgar?
Como? Postando nos seus blogs e sugerindo aos seus leitores que façam o mesmo! ...



...

1 de ago. de 2009

Uma Carta de amor

Vou de Coletivo (blogagem coletiva)
Tema do mês de agosto: Uma carta de amor



Amor meu,

Continuas percorrendo os labirintos de minh’alma, talvez apenas nos teus sonhos, mas quem te vê, te ouve e te fala é a minha realidade. Uma realidade que se fantasia em sonhos para que possas enxergá-la. Uma realidade que aguarda a calada da noite para se esconder em sombras e que te espera em pensamentos porque sabe que tu não faltas. E quando chegas, chegas tão maroto, fazendo peripécias e provocando êxtases. Percorres os caminhos do meu corpo com invisíveis carícias, provocando delírios e embriagando convicções. Cavalgas comigo para outros mundos, dimensões insanas que somente tu conheces e me mostras sensações impossíveis de serem descritas. Atiras-me em abismos, somente para mostrar-me que consegues voar mais rápido e, em teus braços fortes, amparar-me. E eu, sem medo de perder-te, porque sei que não te perderei nunca, desvencilho-me e corro só para que possas perseguir-me e alcançar-me. E me persegues. E me alcanças. E me abraças. E comigo danças. E me trazes de volta. E me fazes tua... como sempre.

Sei que não te lembras, mas sei que sonhas... e sentes. E é por isso que te escrevo. Para que nunca te esqueças do teu sonho e da minha realidade e do inverso que sabes fazer tão bem quando tornas real o que tu sonhas e transformas minha realidade em sonhos dourados. Não haverás de esquecer também das nossas noites, do nosso mundo, de tudo que foi, do que é e do que será. Para que aprendas sobre a diferença entre o dia e a noite, a lua e o sol, o aqui e o acolá, o agora, o antes e o depois. Para que saibas que o “não” que dissemos sob o sol deste plano, não existe nas noites de luar em que nos encontramos.

Escrevo também para te falar do meu amor. Este amor que nasceu com a vida e que aprendeu a enfrentar perigos e sair ileso, a banhar-se em paciência e enxugar-se em loucuras, a buscar-te nos teus sonhos e receber-te na sua realidade, a suportar teus deslizes e continuar inteiro, a deixar de competir por saber-te tão somente seu, a esperar tua volta e ter-te sempre... não aqui, no mundo dos homens, mas no infinito, por toda a eternidade...


Eu

...

28 de jul. de 2009

25 de jul. de 2009

Anjos ou demônios? (do baú)


Existem pessoas na vida da gente que, em outras dimensões,
poderiam ser chamadas de anjos (ou demônios, quem sabe...).
Vão chegando devagar, não dizem de onde vêm,
nem porque vieram...
Sem que percebamos, conseguem vasculhar nossos arquivos,
revirar nossas gavetas e virar a nossa mesa.
Conseguem desviar nossa rotina,
comandar nossos pensamentos e alterar a nossa rota.

De repente, percebemos que elas surgiram do nada e,
de repente, para o nada voltam.
Mas, o tudo que nos deixam permite-nos parar e pensar.
Pensar no que era importante e deixou de ser,
no que era feio e tornou-se belo...
no que era vazio e tornou-se pleno...
ou...
no que estava calmo e conturbado ficou,
no que era paz e que loucura está.

Muitas vezes essas pessoas permanecem em nossas vidas
por muito tempo, envolvendo-nos, elevando-nos, completando-nos.
(ou iludindo-nos)
Outras vezes desaparecem tão de repente quanto chegaram,
permitindo-nos a ilusão de um mundo acabado.
Seja como for, certamente, nossa vida nunca mais será a mesma...
Então saberemos se foram anjos ou demônios.
E um dia, nesta dimensão ou em outra,
pode ser que nos lembremos de que
os demônios também são anjos...


Sueli

...

19 de jul. de 2009

Cinco momentos para passar em câmera lenta

Minha amiga Teresa do blog Óculos do Mundo desafiou-me a descrever cinco momentos da minha vida dignos de serem passados em câmera lenta.


Considero-me uma felizarda nesta vida, pois tive muitos momentos assim. Tanto que está até difícil escolher. Além de serem muitos, somente eles povoam minha mente, pois decidi apagar os tristes, deixando lugar somente para os felizes.

Optei por descrever os que me lembrei primeiro:
1) Acredito que aqui poderia descrever três em um, pois eles foram idênticos em felicidade e lembro-me de cada detalhe, como se tivessem acontecido ontem: o nascimento dos meus três filhos. Foi de uma felicidade indescritível.

2) Um reencontro. Era dia 16 de junho e eu tinha 15 anos. Estava separada do meu primeiro namoradinho. Estava apaixonada e sofrendo feito uma condenada. Devido às intransigências de papai, ele havia terminado o namoro há uns dois meses. Naquela época, havia uma festa junina muito famosa num clube do bairro onde eu morava. Senti um toque no ombro e, ao virar-me, “dei de cara” com ele tirando-me para dançar, ao som da música Nossa Canção, de Roberto Carlos. A felicidade que senti já marcava naquele momento, um ponto na eternidade.

3) Agora vocês podem até achar graça ou achar estranho, mas devido ao fato de sempre ter achado que nunca conseguiria aprender a dirigir e o tamanho imenso do medo que eu sentia em fazê-lo, fez o momento em que peguei minha carta de habilitação ter sido um dos mais emocionantes de minha vida. Lembro-me perfeitamente daquele pedacinho de papel amarelo (naquela época, a cor era essa) plastificado, com minha foto 2x2, credenciando-me como motorista, em minhas mãos e eu parada, quase que petrificada, no meio do saguão da auto-escola, olhando fixamente para ele e agradecendo a Deus e a tudo. Foi demais, gente...rs

4) Um almoço, um prato de macarronada. Eu havia desejado estar ali quando vira numa foto de alguém, à mesa de sua casa, frente a um suculento prato de macarronada, olhando fixamente para a câmera como se tivesse sido pego de surpresa. Pois é, muito pouco tempo depois meu desejo foi realizado. Talvez nem essa pessoa tenha entendido quando no meio do almoço fechei meus olhos durante alguns segundos para agradecer e vivenciar a felicidade que estava sentindo naquele instante.

5) Dia do meu segundo casamento. O momento em que disse para o juiz, no lugar do “sim” um “claro que eu quero!”, olhando para aquele homem lindo, maravilhoso que, acredito tenha sido o único a me amar verdadeiramente nesta vida (durante todos os 18 anos em que fomos casados). Minha resposta despertou sorrisos em todos os presentes e aquele não foi somente um momento feliz. Foi um dia inteiro de muita felicidade!

Como disse, foram muitos e agora peço licença para citar mais um, que aconteceu um pouco mais recentemente: o reencontro com uma grande amiga. Quis o destino que, dez anos antes, nos separássemos em situação envolvida por mágoas e desentendimentos. Na época, sofri muito e nunca me conformei por haver perdido aquela amizade, talvez a mais importante de minha vida, até então. Não vou entrar em detalhes de como as coisas aconteceram, mas o momento em que pude me encontrar com ela e, já sem mágoa alguma de ambas as partes, nos abraçarmos no meio da rua, em frente sua casa, foi realmente um dos momentos mais marcantes, emocionantes e felizes de minha vida. Hoje, entendemos a razão do acontecido e esse afastamento acabou por solidificar ainda mais nossa amizade.
Sueli
...

18 de jul. de 2009

Noivado - Esclareçam-me, por favor...


... o que significa o “noivado”?

Estava aqui pensando e não cheguei a conclusão alguma sobre a diferença entre o namoro e o noivado.

Nos tempos de antigamente, lembro-me muito bem que havia uma sutil diferença. Noivado significava um compromisso mais sério, marcar a data do casamento ou, segundo meu pai, uma desculpa para os namorados trocarem maiores “intimidades” (por essa razão, ele era totalmente contra ..rs). Mas, e hoje? Não há necessidade alguma de uma aliança na mão direita para se dizer que existe um compromisso mais sério. Basta existir um namoro para que o compromisso já seja um pouco mais sério e não é preciso nem um namoro para que o casal troque as tais “maiores intimidades”. A ordem foi invertida. Primeiro as intimidades; depois, talvez, o namoro. Quanto a marcar data para o casamento, qual a necessidade de uma aliança para tal?

Então, noivado nos dias de hoje, poderia ser um desejo enorme de mostrar que se prendeu a alguém, como se isso fosse uma coisa muito boa? ... Uma forma de sentir mais segurança no relacionamento, como se isso fosse possível? ... Ou apenas uma “frescura”? ...

Ou todas as opções acima? Ou nenhuma delas?

Ou ... alguém saberia me explicar?
...

13 de jul. de 2009

É tão estranho ...


Assusta pensar num sentimento de amor que está indo embora,
mesmo que consigo todas as dores possa levar.
Tantos anos pensando,
tantos anos amando...
Difícil acreditar que raízes tão profundas estejam se secando,
e é tão estranho não existir mais um rosto para com ele sonhar...

Indago aos céus: o que pode ser pior?
As poças de lágrimas que o acompanhava
ou o vazio sem eco que fica em seu lugar? ...
...

6 de jul. de 2009

Dúvida cruel


Como chamar esse misto de amor e ódio, quando se consegue odiar por quase um segundo e amar por quase uma eternidade?

Como chamar esse misto de ternura e mágoa, de indiferença e loucura, onde o que se oferece em seguida se nega e onde se quer sabendo que não se deve ao mesmo tempo em que acha que deve mas percebe que já não quer?

O que decidir quando não mais nem se quer ouvir falar de alguém por cujas notícias avidamente se procura?

O que fazer quando se deseja a máxima distância de alguém no mesmo momento em que voluntariamente se está indo ao encontro?

O que fazer com essa miscelânia de sentimentos, deveres e quereres que se intercalam em sequências absurdas?

O que é isso? Sentimento? Sensação? Emoção? ...
Ou seria apenas... impressão?

Onde encontrar sabedoria para definir tudo isso ...
... antes de se chegar à loucura?

(Ou já se estaria nela?...)


...

1 de jul. de 2009

Renascer


Dentre todas as coisas boas que um novo dia pode oferecer, penso que a melhor delas é a oportunidade de renascer.

Nesta existência, nascemos apenas uma vez, mas podemos renascer todos os dias, se assim o quisermos.

E o melhor é que a vida nada nos cobra pela oportunidade de recomeçar.

Além de nada cobrar, ainda oferece ajuda se de nosso gosto for.

Por outro lado, se errei na sexta-feira, posso escolher renascer no sábado, ou quem sabe, errar mais um pouco no sábado e domingo e renascer na segunda-feira... rs
A escolha é sempre minha.

Quantas vezes você já renasceu? ...

...

25 de jun. de 2009

Não odeie ...

Foto retirada do site http://lifeconsulting.multiply.com/

Não odeie a quem julgas ter te feito mal. A mão de quem te açoita é dura e seu dono é quem vai ter que conviver com essa dureza.

Tudo passa... Tuas feridas serão curadas e quem te açoitou apenas ajudou a se manifestar a tua força interior – aquela que sempre cresce após um sofrimento.

Pense nisso.
Sueli

...
(inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)

21 de jun. de 2009

Ser feliz

Recebi uma mensagem por e-mail, da qual retirei um trecho e coloco logo abaixo, porque acho que merece uma reflexão...

Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa:- seu marido lhe faz feliz?- ele lhe faz feliz de verdade?

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando segurança. Ele sabia que sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa lhe respondeu com um "Não", bem redondo... - Não, meu marido não me faz feliz.
Neste momento, o marido já procurava a porta de saída mais próxima...

- Ele não me "faz" feliz... Eu "sou" feliz. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim. E continuou dizendo:- Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida; pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância, sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda frequentemente... O ser humano, as riquezas, meu corpo, o clima, meu chefe, os prazeres, etc. E assim poderia citar uma lista interminável. Às demais coisas eu chamo "experiências"; esqueço-me das experiências passageiras e vivo as que são eternas: amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar...
(autor desconhecido, mas gostaria muito de conhecer)
...
A mensagem continua, mas o principal está aí.
Quantos de nós colocam sua felicidade em mãos alheias?
Quantos outros aceitam a responsabilidade pela felicidade do outro?
Acho que a resposta vale por um outro post, mas, por enquanto, vale a pena pensar no assunto ...apenas.
...

15 de jun. de 2009

Que lugar te faz sentir em casa?

O tema de JUNHO da Tertúlia Virtual é:
"QUE LUGAR TE FAZ SENTIR EM CASA"?


A princípio, parecia-me um tema fácil, depois percebi que estava enganada, mas, num estalo, descobri que era muito mais fácil do que imaginara a princípio, afinal, o lugar que realmente me faz sentir como se estivesse em minha casa, é exatamente onde passo o maior espaço de tempo dos meus dias: o meu local de trabalho.

Sinto-me abençoada pelo trabalho que tenho, pois há quem diga que quem gosta do seu trabalho, não trabalha, diverte-se. É o meu caso. Então, posso considerar que me divirto o dia inteiro e boa parte da noite... rs.

Como paulistana bairrista e fanática, tenho o privilégio de trabalhar no 17º andar de um edifício da Avenida Paulista, onde posso apreciar por um ângulo muito favorável e no momento que quiser, um dos principais cartões postais de minha querida metrópole.

Lembro-me do dia em que meu chefe designou-me para a função de encontrar o local da nova sede. Após inúmeras visitas em incontáveis edifícios, lembro-me perfeitamente do momento em que entrei naquele conjunto comercial. No primeiro passo adentro, eu disse: é este! Em menos de um mês, já estávamos lá instalados.

Minha sala é exatamente o lugar que mais gosto. Dali, posso enxergar a Paulista, do Paraíso à Consolação. Temos uma pequena cozinha, com tudo que necessitamos para nosso dia a dia (geladeira, cafeteira, forno, etc.). Também temos televisão, vídeo cassete e outras coisas mais.

Somos cinco funcionários, mas já tão antigos e nos damos tão bem que é difícil não nos considerarmos uma família. “A gente ganha pouco, mas se diverte” é uma frase muito repetida...rs. Sou a mais velha de casa (14 anos). Adoro meus chefes. Eles dificilmente aparecem fisicamente, pois em sua maioria, residem fora de São Paulo. Nosso contato, geralmente, é por e-mail ou por telefone. Muitos podem não acreditar, mas, para nós, dia de reunião é como se fosse dia de festa. São nossos “familiares” de longe que vêm nos visitar.

Os móveis, em sua maioria, foram escolhidos por mim. Meu computador é de última geração e está sempre atualizado. Em minha sala tenho ar condicionado (frio e quente), que controlo conforme meu gosto e tenho liberdade de receber quem eu quiser.

Penso que me sentir como se estivesse em casa é poder estar feliz durante o dia, ter às mãos tudo que necessito, sentir conforto, estar com pessoas que se portam como se fossem minha própria família (e gostar delas), ter liberdade de ir e vir e, pode não parecer importante, mas é gostar das segundas-feiras também.

Pensando bem, só falta um chuveiro, para ser considerado meu lar. Mas, sabem de uma coisa, até que isso não chega a ser uma desvantagem, pois caso contrário, eu até poderia me acomodar e esquecer de voltar para casa ...


Sueli

11 de jun. de 2009

Lareira

Gente, por isso eu digo que Amigo é tudibom!
Imaginem que meu amigo Ricardo Blauth fez uma poesia com meu último post!
Ric, desculpe-me pela ousadia, mas vou publicá-la aqui e agora. Eu amei!


em pleno outono
gostinho de inverno
acendemos lareiras
convidamos amigos
conversamos
ao sabor de vinhos

botas saindo do armário
casacos novamente
caminhadas ao trabalho
mais aconchegantes

fim do dia
banho quente
envolvente sensação
de carícias úmidas

cama após convida
a sonhos inconscientes
revelando qual metáforas
..........outros sonhos


  • (Ricardo Blauth)

  • 8 de jun. de 2009

    Noites de inverno


    Havia um tempo em que eu não gostava do inverno. Não gostava das noites frias nem dos dias cinzas. Não me lembro bem quando isso mudou. Dias atrás fiquei muito feliz com esta visita que o inverno está fazendo ao meu outono. Percebi que estava sentindo falta da sensação de dormir com meu edredon e meu pijaminha de plush. Antes, sentia dificuldade até para entrar no banho. Agora valorizo mais os instantes em que estou sob o chuveiro. Chego a agradecer a água quentinha que me envolve; é um momento especial, uma das melhores sensações do meu dia. E como é bom poder usar minhas botas! Elas ficam durante todo o resto do ano, tão esquecidas naquele canto do meu armário... e eu adoro botas. Antes, o vento frio no meu pescoço incomodava-me demais. Não cortava meus cabelos na véspera do inverno, nem morta! Ah, mas na semana passada, não deu outra. Falei para meu cabeleireiro “-Passa a tesoura, quero bem curtinho”. (Na verdade, perdoe-me quem gostaria de me ver novamente com os cabelos compridos, mas o curto virou minha marca registrada; não consigo me ver mais com eles passando da altura das minhas orelhas). Além disso, estou adorando essa moda maravilhosa de lenços, echarpes e cachecóis. Aliás, sempre usei, mesmo que não estivesse na moda (rs).

    Noite de inverno me lembra cama fofinha acolchoada, sopa quentinha, chá quente com bolinhos de chuva, lareira, fondue e vinho tinto, entre tantas outras coisas gostosas. Por falar nisso, neste último sábado à noite, estive sentada num fouton confortável, em frente a uma lareira, saboreando um vinho tinto chileno delicioso, servindo-me de um fondue não menos maravilhoso e com ótima companhia. Ah! Nada disso teria graça (exceto a companhia, é claro), se fosse numa noite de verão. Sim, vocês dirão “mas tem tantas coisas boas que se pode fazer numa noite de verão...”. É verdade, tem sim, mas nada tão aconchegante. Alguém discorda?

    Sei que a maioria das pessoas não gosta, mas descobri que gostar ou não do frio ou da chuva depende muito da gente querer ou não querer gostar. Eu decidi gostar e, podem acreditar, com chuva ou sem chuva, não só gosto como amo minhas noites de inverno.

    Sueli
    (no foto acima, meu sábado de inverno, com a lareira e o cabelo já curtinho...rs)

    1 de jun. de 2009

    Ser normal


    Ser normal é seguir a maioria?

    Sempre me considerei uma pessoa normal. Acho que até por nunca ter parado para pensar no assunto. Mas, outro dia recebi uma mensagem por e-mail cujo título era “Normal é ser feliz”. Começava dizendo que muitas pessoas tentavam se adaptar a coisas que não as faziam felizes só porque aquilo seria o dito chamado “normal” e com isso sequer permitindo uma chance àquilo que o coração pede.

    E é verdade, faço isso sempre. É aí, penso, que entram os dogmas também, sobre os quais falou hoje meu amigo Ricardo Blauth em seu post. Se pudéssemos pensar seriamente no sentido de cada uma das nossas atitudes, talvez deixássemos de fazer tanta coisa, ou, por outro lado, quantas coisas inéditas viríamos a fazer...

    Para a nossa sociedade, ser normal é encaixar-se na maioria. É fazer o que os outros fazem; e o pior é que a gente acaba se acostumando e, com o tempo, faz até sem perceber. Tudo é tão de fora para dentro, que quanto mais o tempo passa, mais estranhos vamos ficando para nós mesmos.

    Quem pode garantir que conhece a si próprio, nos mínimos detalhes? Quem já parou para tentar ouvir os verdadeiros anseios de sua alma? Será que combinam com o que nossa sociedade nos obriga a ser?

    Descobri que muita coisa não tem nada a ver com nada ... Faço apenas por costume o que alguém, não sei quem, um dia disse que era para ser assim. Estou repensando minhas atitudes, ouvindo mais a voz que vem lá do fundo... de dentro de mim. Na verdade, acho que estou cansada de ser normal.

    26 de mai. de 2009

    A ilusão


    Ela veio e pousou em meu ombro

    Tão doce, tão dissimulada, tão falsa

    Pintou-se de esperança, mostrou-se tão companheira

    Afastou certezas, zombou de atitudes

    Acariciou o perdão.

    Enlevou-me em novos sonhos

    Dirigiu-me por falsos caminhos

    Dizendo me levar ao céu.

    Sua companhia era boa,

    Mas de si nada eu sabia

    Até que tirou sua máscara

    Levou-me até o inferno

    ao entrar em meu coração.

    De esperança, nada existia

    Era tão somente a ilusão.

    Sueli Benko

    22 de mai. de 2009

    Bem resolvida na vida

    Minha filha Cláudia Patrícia presenteou-me com um selinho cujo título é: “Somos mulheres bem resolvidas”. É um tipo de corrente, onde eu deveria escolher dez blogueiras a quem eu julgasse bem resolvidas e enviar um selinho para cada uma.

    Além disso, fez-me a seguinte pergunta: “O que é uma mulher bem resolvida para você?

    Claudinha
    , vou fazer a segunda parte, respondendo sua pergunta, mas passar a corrente para a frente, não garanto, não. Prefiro que quem se julgar bem resolvida, fique à vontade para levar o selinho (tão bonitinho).

    Então, vamos lá:


    Uma mulher bem resolvida, em minha opinião, é aquela que não usa máscaras invisíveis. Tem sua opinião formada e dela não abre mão para favorecer ou conquistar alguém, porém, permite-se mudar de idéia ou de posição assumida tantas vezes quantas desejar e, quando isso acontece, não sente vergonha de admitir.

    Uma mulher bem resolvida não perde tempo com lamentações. Não fica trazendo o passado de volta e nem se transporta para o futuro porque sabe que a vida verdadeira pertence somente ao presente e para ele ela direciona todos os seus pensamentos, atitudes e decisões.


    Uma mulher bem resolvida escolhe como vai ser o seu dia, portanto não dá poder para os outros alterarem seu humor.

    Uma mulher bem resolvida adora sua própria companhia, por essa razão, onde quer que esteja, está muito bem acompanhada e solidão é palavra que não existe em seu vocabulário.

    Uma mulher bem resolvida reconhece que ninguém pode cuidar dela melhor do que ela própria, por esta razão não se perde em esperas e, para si, procura sempre o melhor.

    Uma mulher bem resolvida ama a si própria em primeiro lugar, então, na hora do pior, não se abandona e não se deixa ficar no chão. Tem consciência de sua força e em sua vida não existe auto condenação. O que os outros julgam erro, ela considera aprendizado, então não perde a oportunidade de extrair alguma lição de qualquer adversidade.

    Uma mulher bem resolvida, enfim, consegue equilibrar-se com um pé no racional e o outro na emoção. Sustenta–se com a cabeça e sonha com o coração.

    Sueli
    ........

    15 de mai. de 2009

    Tertúlia Virtual - Maio


  • Tertúlia Virtual


  • Tema do mês:

    "Você irá passar 10 anos numa pequena ilha deserta no Pacífico, e só poderá levar cinco coisas. Quais seriam?"


    Gente, eu pensei, pensei, fiz, apaguei, fiz de novo, apaguei de novo e, de repente, num estalo percebi que era tão simples, bastava pensar nas coisas mais importantes da minha vida, aquelas sem as quais nada faria sentido.

    Segue a resposta:


    Levaria cinco amigos.


    Simples, não? ...
    (e, se pudesse levar 10 coisas, eu levaria 10 amigos... com certeza)


    Abração para todos!


    Sueli

    ........


    2 de mai. de 2009

    Pensei que te perderia


    Pensei que te perderia se um dia partisses. Pensei que não mais te veria e que a distância e o tempo far-me-iam esquecer-te. Pura ilusão. Tu partiste, mas esqueceste de levar-te embora. Tu estás nas músicas que ouço, na minha taça de vinho, nos pratos que preparo. Tu estás nas dobras do meu lençol, no óleo perfumado que acaricia meu corpo, nos meus sonhos, no meu sorriso e nos meus pensamentos. Tu ainda estás nos planos de sábado à noite, sentado à minha frente naquela mesa de bar. Tu estás nos degraus, nas paredes, no hall, nos cômodos todos do meu lar. Tu estás nas minhas cortinas, no meu tapete e nas almofadas que te esqueceste de usar. Tu estás no meu adormecer e ainda no meu despertar. És, enfim, a chama que teima em se manter acesa.

    E por todo amor que sinto talvez devesse chorar, mas se há um lugar onde tu não estás é nas minhas lágrimas, pois elas já há muito tempo não aparecem mais. Também não estás na minha insônia, grande companheira de antigas noites. Ela se foi e deu lugar aos meus sonhos, que hoje são o palco das mais lindas histórias de amor, onde os atores principais somos nós dois. Hoje, o que ficou, foi a descoberta de que o tudo que de ti tenho “é”, apesar de não ser. Tu estás na minha paz e é por esta razão que te quero exatamente assim: existindo apesar de não existir; dizendo-me tudo, apesar do silêncio; a mim chegando, apesar de não vir; amando-me inteira apesar de não acreditar.

    Podes não estar, mas está. Tão longe e ao mesmo tempo, tão perto. Tão perto que te sinto inteiro. E de uma forma como nunca esteve: indiscutivelmente, meu. Somente meu.

    E é assim que te quero.


    Sueli Benko

    26 de abr. de 2009


    Genteeeee...

    A Elaine está promovendo um concurso muito simpático entre os blogs amigos.
    Resolvi concorrer com o Fenixando, porque estou com muita vontade de ganhar o prêmio (livro Marley e Eu). Para tanto, conto com a ajuda de todos os meus amigos, familiares, seguidores, conhecidos, desconhecidos, blogueiros ou não e etc...).

    Basta vocês fazerem uma visitinha ao blog “Um pouco de mim”, da Elaine, no seguinte endereço:
    http://elainegaspareto.blogspot.com/
    Chegando lá, votem no “Sueli Fenixando” (é o quarto relacionado).

    Não é muito trabalho não, né? ... Além de tudo, terão oportunidade de conhecer um blog muito bacana, o blog da Elaine (pois o meu, vocês já conhecem, né .... hehehehehe)

    Beijão!

    Sueli

    ........

    24 de abr. de 2009

    Eu não sabia!!!


    Hoje, venho a público confessar minha ignorância e, por conseguinte, até mesmo algumas atitudes injustas com minha família, pois vejam, não tenho condições de ficar financiando passagens aéreas para minha família, mas não é que só agora descobri que durante minha vida inteira, andei financiando passagens aéreas para as famílias daquela cambada de (censurado) lá do Congresso Nacional????

    Gente, eu fazia isso e NÃO SABIA!!!!! Vai ser ignorante assim lá na (censurado), Sueli!!!!

    Perdoem minha ignorância, talvez eu tenha que ler mais jornal ainda. Quando ouvi a notícia pela primeira vez: “De agora em diante, os deputados e senadores estão proibidos de usar a verba de passagens com seus familiares...”, achei que tivesse entendido errado. Mas, em seguida, a mesma notícia, afinal, naquele dia, não se ouviu outra coisa no rádio. Minha inocente pergunta: “Ué, mas antes podia????”

    Mas não deu outra, tive certeza que EU ESTAVA PAGANDO PASSAGENS DE AVIÃO ATÉ PARA AS FÉRIAS DOS SALAFRÁRIOS E DE SUAS FAMÍLIAS - EUROPA, BARILOCHE E TUDO MAIS!!!!

    Ah, mas não era somente para a família... também sobrava para algumas artistas. Algumas, coincidentemente, namoradas de alguns parlamentares. Mas não parou por aí. Gente, quando eu soube que a ex-esposa de um parlamentar recebeu o equivalente a 40 mil euros, referentes à verba das passagens não usadas pelo ex-marido, pensei estar delirando. Coisa impossível de digerir...

    Pois é, depois de tudo, ainda ter de escutar um safado, muito indignado comentando: “Daqui a pouco, vão querer que nós, os parlamentares, usemos vale transporte ...”. Coitado, né, gente, compará-lo com gente do povo, que ofensa, não? (para o povo, é claro).

    Bem, sei que não vai chegar, mas aqui vai um recadinho para aqueles que se defenderam dizendo que sempre fez porque sempre pôde. “Procurem no dicionário o que quer dizer BOM SENSO”.

    Meu amigo, quando um amigo que trabalha em empresa privada, foi transferido para Brasília, teve que arranjar casa lá, para morar. E a esposa, foi junto. E é isso que acontece com qualquer trabalhador. Por que os políticos não podem fazer o mesmo? Quem sabe assim a semana deles igualar-se-iam com as nossas? ...

    Ahhhhhhhh.....acho melhor parar por aqui.



    Sueli Benko

    23 de abr. de 2009

    A Paz ...


    Há alguém batendo em minha porta. Abro-a e encontro a paz pedindo para entrar. Mais do que depressa, escancaro a porta e a deixo passar.

    - Por que demorou tanto a chegar, dona Paz? Há muito tempo eu já a esperava.

    - Ora, ora, estou a bater nessa porta já por tantas e tantas luas. Já estava pensando em retornar.

    - Não é possível, eu a chamava em meus pensamentos, como pude não escutar?

    - Algumas vezes olhei pela janela e vi que a casa estava vazia. Percebi, então, que havias saído para me procurar. Sentei-me e esperei porque sabia que levaria anos para que entendesses que somente aqui poderias me encontrar. E aqui estou eu. Vem, deita-te, precisas descansar. Cantarei para que durmas. Estarei ao teu lado enquanto permitires. Ninguém mais haverá de nos separar...

    ...

    Sueli Benko

    14 de abr. de 2009

    PRAZER (Tertúlia Virtual)

    Dia 15 é dia de postagem coletiva da
  • Tertúlia Virtual.
    O tema deste mês é "Prazer".
    Aí vai o meu:


    “... O prazer só existe no momento. A alegria é aquilo que existe só pela lembrança. O prazer é único, não se repete. Aquele que foi, já foi. Outro será outro. Mas, a alegria se repete sempre. Basta lembrar.”
  • (Rubem Alves)


    Escolhi falar sobre a diferença entre o prazer e a felicidade, porque muitos confundem um e outro. A felicidade pode até ser encontrada na soma de diversos prazeres, mas o prazer joga nos dois times. Sim, porque prazer também pode trazer infelicidade. Quantas pessoas jogam para o alto a sua felicidade por alguns momentos de prazer! Portanto, prazer pode ser bom e pode ser ruim.

    Um pequeno exemplo:
    Sinto enorme prazer ao entrar na Haagen Dazs e tomar no mínimo três bolas de sorvete de doce de leite. Logo no dia seguinte, fico infeliz ao perceber que o ponteiro da balança andou um bocado para o lado direito...

    Preferiria ter a felicidade de não gostar de sorvete ...rs.

    ...

    Aproveito a oportunidade para copiar aqui, um trecho muito interessante, de um post que, certa vez, li no blog Interpori e gostei muito e que diz assim:

    “... Em suma, não se trata de dizer “não” ou “abdicar” do prazer, trata-se de dizer “sim” e “escolher” a felicidade. Eu não me impeço de nada, nem gosto de dizer não a nada, apenas faço escolhas, usando a palavra “sim” na direcção do que quero, para mim e para a minha vida. Há cerca de 3 anos, mais do dizer “não” ao tabaco, disse “sim” a uma vida livre e saudável. Não me impeço de conduzir a 250 km/h, apenas escolho apreciar a beleza de uma viagem segura. Não me impeço de comer o que me sabe melhor, apenas decido por uma alimentação mais saudável. Não me impeço de trair e mentir às pessoas de quem gosto como solução fácil de evitar problemas, escolho sim viver com o respeito e confiança de quem gosto e gosta de mim. Não me impeço de entrar em guerra, mas escolho viver em paz. Não me impeço de correr desesperado atrás de algo, mas caminho seguro do que vou obter. Não digo não ao sofrimento..... apenas digo “sim” à felicidade e isso é um prazer!!
    ...

    13 de abr. de 2009

    Estou de luto


    “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

    Vinícius de Moraes
    ...

    Vinicius nessa frase descreveu tão bem a dor de perder um amigo...

    Não perdi todos os meus amigos, mas um deles se foi para sempre. Quis a vida tirá-lo do meu convívio e só não enlouqueci porque não se foram todos. Mas um se foi e nem tive coragem de ir ao seu enterro. Prefiro lembrá-lo como na última vez em que o vi, naquele saguão: dando-lhe um beijo e um abraço gostoso de despedida. Eu não pensava que seria o último. Falei-lhe sobre a saudade que sentira dele. Mal sabia eu que a saudade de verdade estava começando naquele momento. Ah... se eu pudesse adivinhar, teria ficado um pouco mais com ele. Das tristezas de perdas, uma das piores é a da perda de um amigo.

    Ai, como dói...

    Hoje o dia está com a minha cara. Está cinza e chove. Minha sorte foi ter aprendido a gostar da chuva...

    Sueli
    ...

    Faxina


    Todas as faxinas, tropeços e reformas,

    nada mais foram que preparativos

    para receber-te com a casa em ordem...


    ...

    10 de abr. de 2009

    Traição dupla


    Aprendi a não chorar pela traição do amado,
    aprendi a não sofrer pela traição da amiga.

    Mas ainda não aprendi a dormir
    quando o amado, com minha "amiga" me trai
    .
    ...
    Sueli

    5 de abr. de 2009

    Expectativa


    Expectativa não parece, mas é algo que pode atrapalhar muito a nossa vida. É uma prima de segundo grau da ansiedade e pode nos causar muitos dissabores. A diferença entre as duas é que a ansiedade faz você sofrer antes do acontecimento que a origina, mas vai embora tão logo ele acontece. A expectativa pode ser justamente o contrário: deixa–nos felizes por algo que está para acontecer, mas, se o algo não acontece, ou se acontece diferente do que imaginamos, então é aí que começa a nos perturbar.

    Expectativa é uma armadilha que armamos para nós mesmos. Idealizamos uma situação como se fosse um filme, envolvendo acontecimentos ou pessoas, já considerando tudo como certo e realizado. E, quando envolvemos uma pessoa, nem sequer pedimos sua autorização para ser envolvida, ou seja, as pessoas nem sabem que estão fazendo parte da nossa fantasia.

    Quando o inesperado acontece, nosso mundo cai. Se a situação que imaginamos não acontece ou se a pessoa faz algo diferente do que idealizamos, a decepção se instala e a tristeza chega. E, se não tomarmos cuidado, ainda culpamos a pessoa por não ter agido de acordo com nossa expectativa.

    O pior é que isso acontece em nossa vida com muita constância, mas, geralmente, não percebemos. Realmente, não é fácil evitar, mas se ficarmos de guarda, ao primeiro sinal de tristeza após um plano frustrado, basta nos lembrarmos de como erramos ao escrever nosso roteiro, pois esse não é nosso papel, e de que, quando fizemos isso, estávamos, no mínimo, perdendo nosso precioso tempo; deixando de viver o presente, para não só viver o futuro, mas um futuro falso, afinal, não temos bola de cristal.

    (E isso vale até para casamento).


    Sueli Benko

    .....

    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)