20 de mar. de 2009

Dia 20 de Março - DIA DO BLOGUEIRO

Imagem copiada do Blog Café com Notícias

Gente, eu não sabia que existia o “Dia do Blogueiro”.

Fiquei sabendo através de minha amiga-irmã-comadre Ana Luiza, do Bar da Ruiva e foi uma novidade muito boa, por sinal, pois a blogosfera hoje, faz parte de minha vida. Lá no Bar, mais tarde, faremos uma comemoração virtual e convido a todos para comparecer, pois haverá bebida liberada para todos, por conta da dona da casa. E, já viu, né, bebida virtual é a única que não dá problema com a Lei Seca ... rs.

Amigos blogueiros, vamos divulgar o nosso dia!!!

Sueli

18 de mar. de 2009

Amante cachorra


Todas as manhãs, assim que acordo, num gesto que até chamaria de automático, levo a mão ao meu rádio de cabeceira, que já está sintonizado na CBN, ligo-o e fico ouvindo o Heródoto Barbeiro. Adoro as piadinhas sobre futebol que ele, corinthiano roxo, faz com as repórteres de rua, adoro as crônicas do Sardemberg, Mauro Halfeld, Juca Kfouri e Arnaldo Jabor, entre outros. Minha vontade seria ouvir o programa inteiro, mas não dá, então fico ouvindo até chegar a previsão do tempo, afinal dependo dessa informação para escolher minha roupa... Às vezes penso ser uma desculpa que dou a mim mesma para poder fazer mais um pouquinho de hora na cama (quantas vezes torço para a moça do tempo atrasar-se...rs) E, enquanto espero, vou ouvindo o programa, meio acordada, meio dormindo ...


Estava eu hoje num desses momentos quando percebi que Jabor falava sobre políticos ladrões. Eu devia estar ressonando no início e comecei a prestar a atenção quando ele começou a dizer algo sobre: “ ... ladrões bem sucedidos ... orgulho da cafajestice ... todos arranjam amantes cachorras ... de correntinha no tornozelo ... Êpa! Correntinha no tornozelo? Acordei. Ouvi o restante da crônica, mas havia perdido o fio da meada. Porém, a “amante cachorra de correntinha no tornozelo” ficou. Levantei minha perna e olhei. Ela estava lá. Dourada com um pequeno pingente brilhante. Sorri. Eu ... tornozeleira... amante cachorra ... rs. Será? Será que realmente é isso que podem pensar de uma mulher que usa um enfeite no tornozelo?... Lembrei-me de uma amiga, cujo marido não a deixava usar esse adereço. Tomara que ele não tenha ouvido o programa, pensei. Mas, o que significa uma amante cachorra, perguntei-me. Uma ofensa ou um elogio..? Poderia ser uma coisa ou outra, depende... (preferi considerar um elogio...rs)

Mas o tempo era curto e eu precisava ir para o trabalho. A moça do tempo avisou que iria chover à tarde. Vesti-me e olhei novamente para meu tornozelo. Deveria tirar a correntinha? Sim ou não? ... Sim, devia tirá-la e foi o que fiz.

Era dourada e não combinava com a roupa de hoje. Tirei, guardei, peguei a prateada, coloquei no meu tornozelo e saí para o trabalho fantasiada de amante cachorra... rs.
Sueli Benko

15 de mar. de 2009

DESEJO


Tema Desejo - Tertulia Virtual - Março


Desejo em Espiral - Rose Canazzaro


“Conta-me teus desejos e te direi quem és”

O que é nossa vida senão um punhado de desejos?

O que é nossa felicidade senão um desejo satisfeito?

O que é nossa tristeza senão um desejo frustrado?

Quem serias tu se meu desejo não te notasse?

Quem seria eu se de desejos não me fizesse?



Desejo meus desejos vivos,

simples ou loucos, na boa ou na raça.

Desejo sempre minha vida viva

e que a morte, nunca de desejo se faça.



Sueli Benko

14 de mar. de 2009

Permita-me ser seu espelho essa noite!


Então eu estou aqui

e você também

Me permita ser o seu espelho esta noite

cantar em mim o teu encanto,

tua estranheza e teu espanto

Como quem sabe no fundo

que não há distância neste mundo,

pois somos uma só alma

Me permita ser esta noite

a voz que te canta e se encanta de ti

Que te faz sentir-se e parar,

como quem volta pra casa

e resolve se amar.


Somos livres e não possuímos as pessoas

Temos apenas o amor por elas e nada mais

E é preciso ter coragem para ser o que somos

Sustentar uma chama no corpo,

sem deixar a luz se apagar

É preciso recomeçar no caminho que vai para dentro,

vencendo o medo imaginado,

assegurar-se no inesperado,

confiando no invisível,

desprezando o perecível,
na busca de si mesmo

Ser o capitão da nau

no mais terrível vendaval

Na conquista de um novo mundo

mergulhar bem no fundo

para encontrar nosso ser real

E rir, pois tudo é brincadeira

Que cada drama é só nosso modo de ver
A vida só está nos mostrando

aquilo que estamos criando

com nosso poder de crer.


(Luiz Antônio A.Gaspareto)

9 de mar. de 2009

Ansiedade & BSP


Às vezes, pergunto-me por que inventamos tantas guerras contra nós mesmos. Certo estava quem afirmou que nosso maior inimigo está dentro de nós. Queremos sempre encontrar um culpado para nossas dores, nossas decepções, nossos fracassos, mas, se pararmos para pensar, os únicos causadores de tudo isso são certos sentimentos que insistimos em cultivar.

Desde que uma mestra ensinou-me que todos os nossos sofrimentos (sem exceção) tinham sua origem em algum dos quatro medos principais (medo de perder, medo de enfrentar, medo do abandono e medo de morrer), a cada dor que surge, procuro sua origem em alguma dessas nascentes. Descobri que o segredo não está em eliminar a dor, mas sim, em eliminar o medo.

Mas... como acabar com um medo? É muito difícil, não é? Sim, é. E como é! Mas a boa notícia é que é possível.

Só que é preciso acreditar nessa possibilidade. Muitas vezes, para se conseguir essa façanha, é até necessário alterarmos alguns conceitos e convicções. Sei que para algumas pessoas isso também é muito difícil, mas, que tal abrir a cabeça para conhecer o novo e refletir um pouco sobre “coerência” ou sobre “quem inventou isso que aprendi”?

Um exemplo: o medo de enfrentar (convicção errônea: derrota = fracasso).

Por que o medo de enfrentar? É óbvio que o medo está focado no resultado. E no resultado de algo que ainda não aconteceu (futuro), ou seja, “medo do que não existe”. Conclui-se que ansiedade é a pretensão de querer adivinhar. É um dos sentimentos mais inúteis que podem existir.

Como podemos trabalhar isso? Usando o poder do mais santo remédio: o auto amor.

O auto amor tem um ingrediente que apelidei de BSP (Bancar a Si Próprio).

BSP nos ensina a sempre ficarmos ao nosso próprio lado, nunca nos condenarmos, nunca nos desacatarmos, nunca nos arrependermos, nunca nos criticarmos, nunca nos abandonarmos, nunca aceitarmos permanecer caídos, se impossível for impedirmos uma queda.

Diante de uma situação crítica, se eu me perguntar: “O que de PIOR pode me acontecer (mas o PIOR mesmo)? Ao obter a resposta, pergunto-me: “Se esse PIOR acontecer, o que farei por mim? Como eu me tratarei? Onde me colocarei? Será que, se o pior acontecer, serei capaz de encarar esse pior como um aprendizado e não como uma derrota? Serei capaz de acreditar que precisei daquilo para me fortalecer? Serei capaz de aceitar que a derrota somente está na cabeça de quem quer encará-la como um “fim”? Serei capaz de olhar para dentro de mim, erguer a cabeça e dizer-me: “Vem, vamos seguir em frente; mais um passo dado, mais uma lição aprendida. A coisa aconteceu, já passou, mas eu estou aqui – comigo! Eu, comigo, sempre!”

É bom acreditar que a vida é bela e que o sucesso pode não estar onde o enxergamos, que as alucinações que temos podem nos atrapalhar muito se não entendermos que são falsas. Às vezes, a vitória está, não no encerramento de um caso, mas na certeza de termos aprendido o que fazer com ele e de termos extraído dele aquilo que deveria ter sido nosso principal objetivo: termos conseguido aprender o BSP, pois o dia que tivermos nos diplomado nesse quesito, jamais a ansiedade encontrará o caminho para chegar até nós.

Quem escreve isto é alguém que ouviu, refletiu, assimilou, praticou e conseguiu. Minha prática foi adquirida ao enfrentar o medo de perder. Sei que tem alguém aqui que está precisando urgente aprender a perder o medo de enfrentar (deu até um trocadilho aqui... rs). A essa pessoa eu digo: o método é o mesmo. Ninguém precisa ser infalível, ninguém precisa ser perfeito, ninguém precisa ganhar todas. Todos têm o direito de se esquecer, todos têm o direito de errar, todos têm o direito de perder e, principalmente, todos têm o direito de “recomeçar”.
Se o “PIOR” acontecer, você terá uma das maiores vitórias de sua vida se conseguir BSP (Bancar a Si Própria)!!!

(O resto, será apenas ... o resto)

Sueli Benko

8 de mar. de 2009

Dia Internacional da Mulher


Eu apenas não queria deixar passar em branco. Pensei em algo simples para escrever, algumas palavras apenas que, de certa forma, homenageasse a nossa classe. Queria falar das mulheres em geral, mas descobri que não basta ser mulher. É preciso ser mulher íntegra, mulher sincera, mulher honesta, mulher cúmplice e tudo isso resume-se na "mulher amiga".

Se não souber ser amiga, não adianta ser mulher.

Assim sendo, rendo hoje minha homenagem a todas as minhas amigas!!! (incluindo mãe, irmã, noras, sobrinhas e primas, pois de nada adiantaria o parentesco se não fossem minhas amigas).

Muito agradecida pela amizade que me dedicam, pois ela é meu esteio, meu calmante, meu ponto de apoio, minha companhia, meu alento, meu muro de arrimo, meu prêmio.

Amo vocês, meninas!

Sueli

1 de mar. de 2009

Uma notícia e um convite

Meus queridos amigos:

Hoje, tenho uma notícia e um convite especial.

Notícia: temos duas blogueiras novas no pedaço. Uma é Ana Elizabeth, diretamente de Cajazeiras, na Paraíba. Doce e adorável. A outra é Regina Márcia, uma mineirinha amiga minha que não conhecia ainda a blogosfera. Elas têm vocação para escrever e serem simpáticas, por isso as incentivei a conhecer este nosso mundinho bom. Felizmente gostaram, então fomos agraciados com mais duas amigas.

Convite: visitem seus blogs:







Abração proceis!

Sueli

25 de fev. de 2009

Trote estudantil


Primeiramente peço desculpas pela defasagem do assunto, mas eu já havia começado a preparar este post e não tive tempo de terminá-lo durante estes dias todos. Faço, no entanto, questão de deixar aqui registrada a minha revolta com essa barbárie chamada de “trote estudantil”.

Não sei se é ignorância minha, mas, por mais que eu tente entender, por mais que eu busque um pequeno motivo para que isso aconteça aos alunos, justamente no momento em que estes deveriam estar recebendo um prêmio, não consigo encontrar nada; nada que justifique a aplicação dessa pena, dessa ridícula e inconcebível brincadeira de mau gosto (pelo menos, na minha opinião).

Também não entendo porque os próprios alunos aceitam. Eu não aceitei. Recusei-me a participar e “ai” de quem me encostasse a mão! Sei lá, eles me respeitaram, não passei por essa humilhação (meu filho, também não – às custas de faltar uma ou duas semanas à aula, mas eu o aplaudi e tenho certeza que ele jamais participará de um ato bárbaro desses, nem passiva e nem ativamente).

Alguém pode me explicar ONDE ESTÁ a graça? Qual é o tipo de satisfação que se tem ao submeter um colega a essas humilhações e, muitas vezes, agressões físicas? Agressões estas que já levaram não sei quantos alunos ao hospital? Ou até mesmo à morte, como foi o caso daquele rapaz que faleceu afogado na piscina da USP, vítima de um trote estudantil, há alguns anos atrás??? Este ano chegaram ao cúmulo de jogar ácido nos corpos de alguns deles? Será que algum dia não terão a idéia de praticar roleta russa também????

Gente, que civilização é esta??? Alguém pode me explicar?

Tudo bem que resolveram criar uma lei para regularizar o trote. Já é alguma coisa. Mas, na verdade, ainda não é o suficiente, pois trote deveria ser proibido em qualquer seguimento (não, regularizado). Não entendo muito de lei, mas penso que essa “brincadeira” fere a dos direitos humanos. Ninguém pode ser obrigado a nada, nem a fazer caridade. Convidar os alunos a doar sangue, visitar doentes nos hospitais, etc. é muito digno e muito bonito, desde que seja um ato “voluntário”, mas nem isso posso aceitar que seja imposto a alguém.

Bem, pessoal, é isso aí que eu precisava botar para fora.

Sueli Benko

15 de fev. de 2009

É isso que importa


A expectativa fez-me voltar no tempo,

quando eu ainda acreditava
no amor,

em você.

O saber de hoje, ignoro.

Nada me importa,

vendo meus olhos,

fico longe de mim,

não quero saber.

Você veio.

É isso que importa.


Sueli Benko

12 de fev. de 2009

(um achado)


“Tenho imagens que não estão nos olhos,

mas um pouco abaixo deles.

Que não estão na mente,

mas um pouco abaixo dela.

E que também não estão no coração,

mas passeando como sangue,

por todos os tecidos da pele

ao mesmo tempo.

Plasma e oxigênio.

Ar e sufoco.”



(Elvira Schuartz)


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Encontrei isso em algum lugar, não me lembro onde, mas sei que adorei e copiei num pedacinho de papel. Hoje, arrumando um armário, o encontrei. Vim aqui e postei.
Sueli

5 de fev. de 2009

Dúvida



Se eu acreditasse na maldição da serpente, iria pensar que não foi uma maçã que ela deu a Eva, mas sim, um pacote de dúvidas (rs). Como essa danada atrapalha a vida da gente, não? Em hora de decisão importante, principalmente. Não sei se é pelo fato de ter meu ascendente em Gêmeos, mas o fato é que ela é presença constante em minha vida. Faço ou não faço? Arrisco ou não arrisco? Aceito ou não aceito? Tento ou não tento? Mudo ou não mudo? Troco ou não troco?


Quando a escolha envolve uma perda, fica bem mais difícil decidir. Trocar é fácil quando não há nada a se perder, mas quando o objeto da troca é inconstante, fica sempre a dúvida: e se o antigo se torna melhor que o novo depois da troca?


Tenho a impressão que a dúvida em demasia não é algo comum entre todas as pessoas. Mas quem sofre disso sabe do que estou falando.


Bem, eu estava na dúvida se iria postar esta besteira aqui, hoje, mas resolvi postar.


Não liguem, não, é apenas um desabafo (bobo).


Sueli Benko

3 de fev. de 2009

Meme

  • Majoli me ofereceu um selo
    que vem acompanhado de um Meme
    Obrigada minha amiga!


  • As regras são as seguintes:


    1. Linkar a pessoa que lhe indicou

    2. Escrever as regras do Meme em seu blog

    3. Contar seis coisas aleatórias sobre você;

    4. Indicar mais seis pessoas, colocando seus links no final do post;

    5. Deixar a pessoa saber que foi indicada, deixando um comentário para ela;

    6. Deixar quem o indicou saber quando você publicou seu post
    ..........................

    Então, faço agora, a minha parte. Vamos lá:

    1. Estudei, quando criança, num colégio de freiras e, tendo um pai super enérgico, vocês podem imaginar a “cabecinha” aqui como era (Maria Santinha ... irgh!). Uma adolescente “puritana” e preconceituosa (Afff..).

    2. Comecei a trabalhar com 15 anos e desde o início de minha vida profissional, em todos os meus empregos, sempre trabalhei com importação e exportação, até o dia que me formei em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior. Desde então, nunca mais trabalhei nessa área ... rs

    3. Casei-me duas vezes. O primeiro casamento foi muito complicado; acho que um bom treino para saber valorizar meu segundo esposo, meu grande amor. Não vou morrer desta vez, tendo qualquer dúvida sobre ter sido amada e respeitada verdadeiramente por alguém. Mas, sou viúva há oito anos.

    4. Sou espiritualista e buscadora incansável. Busco, aprendo, vivencio e só então, acredito (ou não). Condição principal da lição para mim: coerência. Tudo isso causou grandes mudanças em minha vida. Tem dia que não me reconheço. Está sendo tudo muito rápido.

    5. Gosto muito de comida brasileira (de preferência, mineira), adoro cozinhar (feijoada é meu forte e, claro, acompanhada de uma caipirinha - de pinga), mas não dispenso uma pizza (um queijo, dois queijos, três, quatro, cinco queijos ...), sempre acompanhada de um bom vinho tinto seco (aliás, o vinho está muito presente em minha vida); adoro cinema e leio até cansar. Gosto muito também de escrever. Não sei viver sem um computador. Melhor que tudo isso, acho que só um bom papo... rs

    6. Sou mulher apaixonada, movida a amor. Prefiro amar sem ser amada do que simplesmente, não amar. E os amores, bem, hoje reconheço que sempre tive e tenho aquele que, no momento certo, mais necessitei e necessito para meu aprendizado, por isso, sou agradecida a todos.

    É isso aí.

    .............................

    Eu poderia indicar seis pessoas, mas prefiro que qualquer um de vocês, amigos blogueiros, caso sinta vontade, conte-nos em seus blogs, um pouquinho de vocês, assim como eu fiz.

    Sueli
    ..........

    1 de fev. de 2009

    ... uma carta de amor


    Se hoje eu me transformasse
    em papel e palavras,

    com toda certeza eu seria
    uma doce carta de amor.

    .......

    Sueli Benko

    27 de jan. de 2009

    Perfeição


    O dia mais lindo é aquele que se inicia
    com o som da sua respiração,
    com o toque da sua mão,
    com a ternura do seu beijo.

    A noite mais perfeita é aquela que antecede o dia mais lindo.
    ...
    Sueli Benko

    18 de jan. de 2009

    Migalhas? ...


    Teve um dia que, de tanto amar o outro,
    aceitei migalhas.


    Hoje, de tanto me amar,

    não como mais pão ...


    Sueli Benko

    14 de jan. de 2009

    Quando você me toca ...


    ... coloco-me amarras,
    vendo meus olhos,
    tampo minha boca,
    dispo-me do desejo...

    Não me rendo,
    não fraquejo,
    não me arrependo.
    Já estou me acostumando...

    com meus dias,
    com minha vida,
    com meu tudo,
    sem você
    .
    Sueli Benko

    11 de jan. de 2009

    Aprendendo a perdoar



    Alguém me pediu para escrever sobre o perdão. Não que eu me julgue alguém competente no assunto, nem tenho cátedra para isso, mas, aceitei escrever, simplesmente como alguém que já aprendeu a perdoar.

    Por haver aprendido sobre o amor, por haver entendido a vida e suas manobras quando deseja nos ensinar algo, por saber que nada acontece por acaso, por acreditar que semelhante atrai semelhante e, finalmente, por ter comprovado que existe a lei da projeção*, eu não tenho dificuldade alguma para perdoar quem quer que seja. Digo mais: nem me lembro da última vez que precisei fazê-lo. Simplesmente não tenho tido motivos para ter que perdoar, porque não tenho dado mais aos outros o poder de me ferir.

    Na verdade, não mais acredito que as pessoas têm o poder de nos magoar. Nós, sim, é que nos magoamos com as coisas que as pessoas fazem, pois está em nós o poder de decisão: se aceitamos a ofensa ou se simplesmente a ignoramos. Na verdade, sou da opinião que seria melhor treinarmos a não aceitar ofensas, pois teríamos muito menos, ou quase nada, a perdoar.

    “Falar é fácil. Isso é muito difícil!”. Aposto que é o que todos me dirão. E eu respondo: “Realmente, é muito difícil! É óbvio que é muito difícil!”. Acontece que esta vida tem um sentido. Não estamos aqui por nada. Estamos aqui para aprender algo. A vida é como se fosse uma escola. Se algo é fácil, é porque já sabemos. Tudo o que não sabemos, é difícil, mas é difícil enquanto não aprendemos. Lembro-me de que, antes de ter minha carteira de habilitação, eu achava que dirigir um veículo seria difícil demais. Hoje, acho muito fácil. Óbvio, hoje já sei.

    Não me interessa aprender coisas fáceis. Quero e devo aprender o difícil. Sei que perdoar é difícil, mas é difícil para quem ainda não sabe. Aliás, se eu não soubesse perdoar, estaria em maus lençóis, pois existe uma pessoa que fez (e faz) tantas, mas tantas coisas com as quais tanto sofri nesses últimos anos (e como sofri...!), mas nem tive necessidade de perdoar, pois por nenhum momento sequer odiei essa pessoa. Quando entendo que ela continua fazendo as mesmas coisas e que já não sofro, só posso agradecê-la, pois foi ao seu lado que aprendi a não dar o poder para os outros me fazerem sofrer. Precisei dela para aprender, pois sem alguém provocando meu sofrimento, digam-me, como eu poderia ter certeza que aprendi? A situação, hoje, é a mesma de alguns anos atrás, mas com a grande diferença: hoje não sofro. Por esta razão, tenho certeza que logo, logo, essa pessoa não fará mais parte de minha vida, pois sua missão terá terminado (ou então, continuará fazendo, mas representando um novo papel).

    Se você quer aprender a perdoar, entenda que “é preciso” que alguém lhe dê motivos para que você tenha que perdoar. E o motivo é justamente uma ofensa, uma mágoa, um desacato, ... sei lá.
    Está cientificamente provado que mágoa guardada gera problemas sérios para a saúde. Não para a de quem provoca a mágoa, mas sim, para a de quem a sente. Aí é que entra o amor. Amor ao próximo? Pode ser, mas somente após amar a si próprio. Amar-se é querer o seu próprio bem, acima de tudo (e de todos) e quem quer seu próprio bem, tem que aprender a trocar o ódio pelo amor.

    Amar a quem não nos faz mal é muito fácil. Conseguir amar àquele que nos mostrou termos descuidado de nós mesmos, não é nada fácil, não. É muito difícil enfrentar a verdade, mas depois que aprendemos... fica fácil.

    Se for verdade ou não que a falta de perdão pode provocar um câncer, como temos ouvido falar, por via das dúvidas, é melhor perdoar. E perdoar não significa concordar com o que a outra pessoa fez, mas entender que precisávamos daquilo para aprender alguma lição. Baseados nesta verdade é que existem muitos ensinamentos, especialmente os orientais, que nos ensinam a amar e agradecer aos nossos inimigos. Eles são nossos mestres , ou, pelo menos, os instrumentos de nossa maior mestre: a vida.

    Outro dia, ouvi uma frase espetacular que posso adequar a este assunto: “O grande aprendizado não está nas ofensas que recebemos, mas no que aprendemos a fazer com elas”

    Sueli Benko
    ........

    *lei da projeção = enxergar no outro o seu próprio defeito, espelhar-se no outro, artimanha usada pela vida para nos fazer enxergar no outro o nossos próprio defeito, já que não conseguimos olhar para nós próprios.
    ...........
    (inspirado também em citações de L.A.Gasparetto)

    10 de jan. de 2009

    Vendo e ouvindo Maysa

    Não é à toa que não tenho marcado qualquer compromisso para as noites de minha semana. Ter a chance de reviver o tempo de Maysa... eu que cheguei a assisti-la ao vivo... Não tem preço. Ainda jovem, já admirava a personalidade dessa mulher. Claro que nunca concordei e nunca entendi o que a levou a beber, fumar e aprontar tanto. Parece que todos nós prevíamos seu precoce fim. Ai... que pena!!!

    Hoje ela estaria com 70 anos, mas aposto que cantando tão bem como quando tinha 25. Não sei se por eu ter sido derrubada tantas vezes, minha música predileta sempre foi “Meu Mundo Caiu”. Não por ter caído tanto, mas por ter aprendido a me levantar ... sempre.
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    Meu mundo caiu
    (Maysa - 1936/1977)


    Meu mundo caiu

    E me fez fez ficar assim

    Você conseguiu

    E agora diz que tem pena de mim

    Não sei se me explico bem

    Eu nada pedi

    Nem à você nem à ninguém

    Não fui eu que caí

    Sei que você entendeu

    Sei também que não vai se importar

    Se meu mundo caiu

    Eu que aprenda a levantar
    ...

    4 de jan. de 2009

    Um ano em 40 segundos


    Vagabundeando pela Internet, encontrei um site com diversas e variadas dicas interessantes . Um vídeo lá postado chamou minha atenção e fiz questão de trazê-lo para vocês também terem o prazer de vê-lo.

    Ali, admirei a paciência (ou persistência) do autor e, principalmente, não encontrando a palavra exata para descrever, eu poderia dizer, a “maestria” da nossa grande Mãe natureza.
    Ei-lo:


    O site:
    http://www.arteblog.net

    31 de dez. de 2008

    2008 / 2009 – Um caminho de flores e espinhos...

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    Eu não poderia encerrar este ano sem dedicar algumas palavras a ele, pois 2008 marcou o final de meu oitavo setênio e sei que nossa vida sofre grandes mudanças a cada sete anos.

    2008 foi o ano final de meu ”curso” que, talvez, tenha sido o mais difícil de todos: o curso de “Independência Emocional”. Não consegui fechar nota antes do fim do ano. Tive de fazer os exames finais em dezembro e a nota final ainda não me foi apresentada, mas , pelos presentes que a vida me enviou nestes últimos dias, posso considerar-me “Aprovada”!

    Diplomada nesse curso, restar-me-á saber qual será o próximo a mim reservado. Meu astrólogo havia dito que 2009 iniciaria o setênio onde eu colheria os louros de minha vitória pessoal, ou, caso eu não fosse aprovada, teria que fazer o curso inteirinho novamente, porém, com professores mais enérgicos e testes mais difíceis.

    Estou contando com minha aprovação. Sinto-me pronta. Pretendo até arriscar-me a fazer um curso de especialização nessa área ...rs

    Para mim, hoje é um dia de transição, é um dia muito importante. Dia de comemoração e eu não poderia escolher melhor companhia. Esta pessoa que está ao meu lado hoje, também fez parte do processo. Foi aquela que muitas vezes ficava me tomando a lição na véspera das provas e que secava minhas lágrimas após uma nota baixa, sempre me estimulando a seguir em frente.

    Não foi à toa que vim de São Paulo a Porto Alegre para passar o Ano Novo ao seu lado. Eu a escolhi para estar comigo no momento em que comemoro a entrada no primeiro dia de minha vida nova. De público, agradeço essa pessoinha maravilhosa que Deus me enviou de presente para florir minha árida estrada e assim poder distrair-me com beleza e perfume, num caminho onde eu somente enxergava espinhos.

    Obrigada Ana Luiza, minha amiga querida. Obrigada pela paciência, pelo apoio, pelas palavras de incentivo, pela confiança, pelo colinho, pelo ombro, pela acolhida em teu lar, pela amizade sincera que me dedicas e por um dia ter seguido tua intuição, ou seja, ter te deixado ser guiada pelas mãos do destino e ter caído de pára-quedas em meu blog, iluminando-o e presenteando-o com muitas flores.
    A todos os meus amigos, um desejo especial: que cada um receba de Deus somente “amigos de verdade” e que esses tenham muita saúde para poder estar sempre ao lado de todos vocês, em todas aas circunstâncias, pois qualquer espinho se transforma em flor quando temos um “amigo de verdade” ao nosso lado.

    Sueli Benko

    27 de dez. de 2008

    Por favor, largue essa banana!


    “Uma antiga tribo africana utiliza um método bastante curioso para capturar os espertos macacos que vivem nos galhos mais altos das árvores. O sistema é o seguinte: os nativos pegam um recipiente de boca estreita, colocam uma banana dentro, amarram-no ao tronco de uma árvore e afastam-se.

    Quando eles saem, um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia sua mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue tirar a banana. Surge o dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele consegue ir embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha.

    Após algum tempo, os nativos voltam e capturam sem dificuldade os macacos teimosos que se recusaram a largar as bananas. O final é trágico, pois eles são caçados para serem comidos.
    Você deve achar um absurdo o grau de estupidez destes macacos, afinal bastaria largar a banana e ficaria livre do destino de ir para a panela. Fácil demais, não é?

    O problema deve estar no valor exagerado que o macaco atribui à sua conquista. A banana já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la e ir embora.

    Achei esta história engraçada porque muitas vezes fazemos exatamente como esses macacos. Ou você não conhece ninguém que esteja insatisfeito com o emprego, mas permanece lá, mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que insistem em ficar sofrendo? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver?

    Somos ou não como os macacos?
    A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar em nossa mão, pode levar-nos direto à panela.”

    Roberto Lopes
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    E aí, gente? Não estaria na hora de olharmos para nossas mãos para descobrirmos se não estamos segurando alguma banana? Acho que andei segurando uma por muito tempo; uma banana saborosa, mas muito difícil de descascar. De tanto perder tempo tentando descascá-la por inteiro, cheguei a ser laçada e jogada na panela. Só me dei conta da situação na hora que a água começou a ferver. Acreditam que, por alguns momentos, ainda cheguei a vacilar se deveria pular fora ou não? ... Pois é, mas ... pulei e aqui estou. A banana? Ainda está lá. Às vezes penso nela, mas aprendi a gostar de outras frutas e a me satisfazer plenamente com elas.


    Sueli

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    22 de dez. de 2008

    Este Natal passarei com você...

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    Meus queridos, este fim de ano está muito corrido para mim e não tive tempo de preparar um post bacana para o Natal. Resolvi remexer o meu baú e encontrei este conto que escrevi e postei no outro blog, em dezembro de 2006. Sei que a maioria dos que me visitam hoje, ainda não deve tê-lo vistol. Espero que gostem.
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    A noite chegava prometendo luzes e muita euforia. O Natal se aproximava; era véspera. Esgueirando-se pelas calçadas de um bairro um tanto suspeito, ela carregava numa das mãos a bolsa apertada ao peito que, arfante, escondia um coração batendo em ritmo descompassado e, na outra, um pedaço de papel amassado, com o fatídico endereço que procurava. Apesar do perigo e da situação inédita, nenhuma dúvida aflorava-lhe à mente. Após pensar e repensar até altas horas da madrugada, teve certeza absoluta de haver tomado a decisão correta. Fora difícil, mas agora não voltaria atrás. Ao avistar o casarão, aproximou-se e tocou a sineta. Uma mulher de meia idade, como se quisesse parecer mais jovem, vestindo roupa extravagante e escondendo–se atrás de uma maquiagem carregada, olhou-a com ar interrogativo, mas ela apressou-se a dizer: “Foi eu quem ligou agora há pouco”. A mulher encantou-se com sua beleza. “Por que uma moça tão fina e elegante procurar-me-ia para tais propósitos?” “Preciso de dinheiro, com urgência, para amanhã”. Notando ansiedade em sua voz e prevendo o bom lucro que aquela lindíssima jovem lhe proporcionaria, apressou-se a encaminhá-la. “Você tem sorte. Um dos nossos melhores clientes chegará em poucos minutos. Se agradá-lo, será bem recompensada.”

    Na noite anterior, ela havia recebido a melhor notícia de sua vida, que viera embalada em surpresa total. O coração, aos pulos, iniciara uma dança em cadência desordenada. Sorrira e chorara ao mesmo tempo, tamanha era a emoção. Rodopiara pela sala até cair deitada sobre o roto sofá, onde fechara os olhos e fizera mil planos. Havia pouco tempo para se preparar, mas a ocasião exigia o melhor de si. Já há cinco anos, guardava-se e ansiava por aquele acontecimento. Sua mente criativa contemplou, imediatamente, em todos os detalhes, como deveria ser sua noite seguinte e tudo que deveria providenciar para concretizar o que lhe passava na mente. Faltava-lhe, porém, o principal. Não havia grana para nada. Já há muitos dias corria a cidade, em vão, à procura de um emprego. Vasculhou todos os cantos, gavetas e bolsas, mas o que encontrou foram apenas alguns míseros centavos. Havia tanto a ser preparado e tantas compras a providenciar, inclusive aquele vinho caríssimo do qual ele tanto gostava. Seu amado, aquele para quem se guardara já há tantos anos lhe escrevera, anunciando a volta. Aquele a quem amava com todas as forças de seu ser e a quem houvera dedicado todos os seus sonhos, pensamentos e suspiros nos últimos anos, cumpria finalmente a promessa. Há muito não recebia notícias e agora, acabara de ler a mensagem naquele telegrama: “Volto 24 à noite. Espere-me querida. Este Natal passarei com você”. Nada mais escrevera, além disso, nem ao menos se desta vez viria para ficar ou se a noite seria única. Mas, ela estava convicta: custasse o que custasse, tudo seria perfeito e este seria o melhor Natal e a melhor noite da vida deles, mesmo que no dia seguinte ele se fosse para sempre ...

    Sueli Benko

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    11 de dez. de 2008

    Palavras ...

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    Poemas, versos, crônicas e poesias. Muitas, pelo teor, após o show, em baús trancados se escondiam. Quantos escritos guardados, quanta paixão declarada, quanta saudade sentida, quantas noites mal dormidas.

    Fecho meus olhos, chamo pela inspiração, e tudo fica nebuloso. Nada me vem à mente. Apenas a lembrança de outrora, quando as palavras, vindas de dentro do meu coração, em rota direta debulhavam-se sozinhas em minha imaginação, sem ao menos precisar buscá-las. Chegavam tais quais surfistas, rodopiando em minhas lágrimas. Sim, elas vinham e, em cadência perfeita, falavam do meu amor, da minha vida, da minha dor. Escorregavam pela pena de minha caneta e ao som da toada que de algum lugar chegava, num compasso perfeito, alinhavam-se e, para meu próprio espanto, com a simetria própria dos poetas e trovadores, declaravam no papel, tudo que se escondia em minha alma. E por ser tudo tão triste, as próprias palavras choravam. Por tantas vezes, rubras palavras se encadeavam, como se de sangue fossem as lágrimas.

    E hoje? Onde estão elas? Há papel, lápis, tempo, desejo, fundo musical e até mesmo sorriso nos lábios. Há paz e paixão saciada. Se hoje elas viessem, falariam de amor e de felicidade. Falariam de aprendizado, de luz, de sono tranqüilo e de cumplicidade.

    Em vão, fecho os olhos, penso e imploro a alguém que me conte. E, aos poucos, formas vão se clareando e, num piscar de olhos, tudo me chega, tudo se explica... Não sei se me alegro ou se mais triste fico, pois aqui estou para escrever ao meu amor. Mas este meu coração, fiel companheiro e, por vezes, tão traidor, cresceu sofrendo e não sabe falar do amor sem dor.

    Sueli Benko
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    8 de dez. de 2008

    Bendita seja a blogosfera


    Pois é, se amigo é presente de Deus, como eu acredito, então meu blog é coisa de Deus. Ele me trouxe Ana Luiza (Porto Alegre), Patrícia Alessandra (Porto Alegre), Claudete (Recife), Sandrinha (Porto Velho), Ilka (São Paulo) e, agora, Rosângela (de São Paulo também). Estou me referindo somente às amigas que conheci pessoalmente, pois ainda falta conhecer um monte de gente boa que me visita e a quem visito também.

    Na sexta-feira última, Rosângela (http://compactandoletras.blogspot.com) e eu nos conhecemos pessoalmente e, entre pizzas, sucos e bolos, descobrimos que nascia ali, mais uma amizade maravilhosa. Sabe aquela coisa de identificação à primeira vista? Pois é, foi assim. Tiramos muitas fotos para registrar o acontecimento e sabemos que esse foi apenas o primeiro de muitos encontros. Né não, Rô? ...

    Querida Rô, amei conhecê-la e estou muito feliz por você ter aceitado ser minha amiga!

    Sueli Benko

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    6 de dez. de 2008


    Todos nós sabemos da tremenda concorrência que existe entre as operadoras de celulares. Claro que todas juram (de pés juntos) que o seu produto é o melhor. Agora estão comercializando aquele aparelhinho 3G (Internet móvel). Tive a oportunidade de adquirir um desses da Claro, meses atrás, o qual vai indo muito bem, graças a Deus. Fiz o pedido por telefone mesmo, foi super prático, chegou logo e deu tudo certinho. Na verdade, até tive problemas no início, com a conexão lenta demais, apesar de haver comprado o modelo mais potente e rápido. Não pude me queixar, porém, pois os técnicos da Claro atenderam-me muito bem e empenharam-se em resolver o problema que havia na rede perto de casa, entraram em contato comigo diversas vezes e a operadora ainda cobrou apenas metade do valor da mensalidade, durante três meses.

    Dias atrás, liguei para a Claro pois desejava adquirir mais um aparelho 3G (para minha filha). Através de uma gravação, após pedirem para que eu digitasse o número de meu telefone, informaram-me que em 48 horas alguém estaria entrando em contato comigo para efetuar a venda. Gente, eu escrevi certo: “48 horas”!!!

    Resultado: fui até o Conjunto Nacional, que fica bem pertinho de meu escritório, para comprar diretamente na loja da Claro. A loja havia fechado. Atravessei a avenida e fui até o Center 3. Lá também a loja da Claro havia fechado. Olhei para o lado, tinha um quiosque da Vivo.

    Não houve dúvida: comprei o 3G da Vivo.

    Hoje, a funcionária da Claro ligou para mim. Sua voz de decepção foi notória quando expliquei que já havia comprado o aparelho e o porquê... Ela acabava de perder uma comissão certa. É claro que mandei um recado para a Claro: “Diz pro seu patrão que tem mais gente vendendo desses aparelhinhos e que só quem tem exclusividade pode se dar ao luxo de pedir para um freguês aguardar 48 horas para comprar algo que qualquer quiosque por aí tem para pronta entrega ... Ela me perguntou se eu não “estaria desejando” mais alguma coisa. Respondi que já tinha dois celulares e um 3G da Claro.


    “Mas a Senhora não gostaria, então de estar adquirindo mais um celular? ...”
    “Não, querida, apenas dê o recado para seu patrão”


    Mas deu dó da moça, viu ... Fazer o que, né? ...

    Sueli Benko
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    5 de dez. de 2008

    No palco da vida ..


    “O medo me impede de abrir as cortinas,

    mas talvez seja porque eu ainda não tenha decidido

    se prefiro encontrar o auditório vazio ou lotado”

    Sueli Benko
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    1 de dez. de 2008

    CALL CENTER


    Novas regras que entraram em vigor hoje:

    - O cliente deverá ser atendido em até um minuto;
    - O call center deve funcionar 24 horas, 7 dias por semana;
    - A empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente;
    - As opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas;
    - No caso de reclamação e cancelamento, é proibido transferir a ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções;
    - As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda;
    - O pedido de cancelamento de um serviço será imediato;
    - É proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor;
    -Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído;
    - Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir;
    - O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor;
    - O cidadão que não receber o atendimento adequado poderá denunciar ao SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor), Ministérios Públicos, Procons, Defensorias Públicas e entidades civis que representam a área.

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    Gente, eu confesso não ter estado acreditando que isso fosse estar virando realidade. Já tive chance de estar comprovando isso hoje. Até o famoso 3061-1000 (telefone da Amil) mudou. Agora é 0800 ... qq coisa. E me atenderam muito bem e rapidinho!

    Agora vamos estar podendo cancelar nossos cartões de crédito, vamos estar conseguindo estar reclamando de algum débito extra, vamos poder estar alterando datas de vencimento, ou até mesmo estar podendo cancelar a AOL (quem tiver) ...rs

    Está quase tudo perfeito. Mas será que vamos estar conseguindo ficar livres do pessoal que não vai estar conseguindo aprender a deixar de estar gerundiando?

    O Ministério da Saúde adverte: “Cuidado ao ligar muitas vezes para um Call Center; você pode estar pegando a doença do gerúndio”. Parece que essa doença pode estar se tornando contagiosa!”

    Um apelo às autoridades: inventem alguma coisa para corrigir essa mania, porque não agüento maaaaaaaaisssss ...!!!

    Sueli Benko


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    30 de nov. de 2008

    Frase de hoje:

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    “Não sei se eu conseguiria dar tanto valor a quem me é fiel

    se alguém já não me houvesse traído, um dia”

    Sueli Benko
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    26 de nov. de 2008

    Que tal um cafezinho? ...

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    Que tal um cafezinho? ...

    É o que sinto vontade de dizer, sempre que chego a qualquer lugar. Os amigos que me conhecem bem, com certeza entendem minha calada súplica quando chego para lhes fazer uma visita, pois já cuidam de colocar a água no fogo, rapidinho.

    Na verdade, penso que esta é uma súplica comum a quase todos eles; por essa razão, não demoro em preparar o café quando chegam à minha casa, onde pode faltar qualquer coisa, mas o pó de café, não.

    Uma xícara de café quente e forte pode significar tanta coisa, como por exemplo, uma baita satisfação, um símbolo de bem estar, um selo de amizade ou, até mesmo, uma simples desculpa para um convite “Vamos tomar um cafezinho?...”. Neste convite podem estar implícitas tantas intenções, mas não me ocorre uma só que seja má.

    Um cafezinho também pode significar “que bom ter chegado aqui ...”. Sim, pois quem gosta de café, assim como eu, fatalmente já começa a pensar nele momentos antes de chegar a algum lugar. Também não é difícil ouvir alguém dizer “minha vida por um café ...” (óbvio que nada literalmente falando).

    O aroma do café, no momento em que está sendo coado, então, é um convite ao prazer. Acordar com seu cheirinho é prever que o dia será bom!

    Hoje, enquanto aguardava numa sala de espera, li uma reportagem interessante sobre como incrementar o cafezinho feito em casa. Talvez, para vocês não seja novidade, mas eu não sabia que a temperatura ideal da água para coar o café é de 90 a 95°, ou seja, a água não deve chegar a ferver. Deve ser retirada do fogo assim que começarem a surgir bolhinhas no fundo do recipiente onde ela se encontra.

    Aprendi, também, que o café não deve fiar armazenado na garrafa térmica por mais de 15 minutos, pois, a partir de então, já começará a ter seu sabor alterado e a perder alguns de seus componentes (ou nutrientes, ou “não sei o quê”, não me lembro ...rs), além de que o ideal é tomá-lo assim que for coado, sem açúcar ou adoçante. Vou procurar fazer tudo direitinho, exceto tomá-lo amargo, pois sei que não consigo, gosto dele bem docinho. Por minha conta, sugiro acrescentar uma casquinha de limão (fica bom demais!).

    Questionei-me outro dia sobre a dependência ou vício pelo café. Não sei se é o meu caso e para saber, eu teria que deixar de tomá-lo por algum tempo. Bem ... vou continuar sem saber.

    Gostaria muito de convidá-los para tomar um cafezinho comigo, mas, por conta da impossibilidade, pelo menos para a maioria, vamos fazer de conta que o tomamos, mesmo virtualmente.
    Que tal um cafezinho? ...

    Sueli Benko
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    22 de nov. de 2008

    Eu comigo

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    Solidão já meu deu medo, já foi meu bicho papão. Temia tanto que ela me atacasse; muitas vezes perdi o sono pensando na possibilidade de um dia ficar solitária. Eu não sabia que existia uma diferença muito grande entre estar só e ser solitária. Solidão deve ser horrível. Na verdade, eu já “quase” fui apanhada por ela e não gostei da amostra. Minha sorte na época, foi não ter fugido.

    Foi quando, então, me conheci de verdade. Encarei a bicha e disse:

    - Quer vir, venha, mas não acredito que consiga atingir seu intento, pois nunca mais me encontrará desacompanhada. Veja: “eu” estou comigo e esta é a companhia que nunca, nem você, nem ninguém, conseguirá afastar de mim.


    E descobri que sou uma ótima companhia. Não me abandono, não minto para mim, fico pensando em mil coisas para me agradar, levo-me a lugares maravilhosos, procuro fazer todos os meus gostos, estou sempre à minha disposição, levo-me a alguém quando sinto saudade (às vezes é bom um programinha a três...rs) e, geralmente, quando estamos em três, costumamos ir até às nuvens...

    É uma pena que muita gente não se deu conta do que se consegue fazer com a própria companhia...!


    Sueli Benko
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    18 de nov. de 2008

    Perdida ...

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    Sou especialista em me perder nos caminhos,
    principalmente quando tenho pressa
    e escolho atalhos
    para chegar primeiro.

    Por que não existe uma única estrada?
    Melhor seria não ter opção.

    Sou especialista em me perder nos caminhos
    ... principalmente naqueles que levam ao seu coração.


    Sueli Benko
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    9 de nov. de 2008

    Loucura por ti, Corinthians!

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    Quem me conhece, sabe que sou Corinthiana (e das apaixonadas!). Felizmente, toda minha família é também. Tenho acompanhado uma discussão a respeito do atual campeonato da segunda divisão, do qual meu Time já é antecipadamente campeão, no que diz respeito à comemoração desse título.

    São duas as opiniões: uns acham que os torcedores devem comemorar essa vitória. Outros acham que não. Estes últimos acham que estar na segunda divisão é vergonhoso e que chegar ao final em primeiro lugar é uma obrigação. Por essa razão, a vitória não deve ser comemorada.


    Eu pertenço à turma da comemoração. Penso que não seja uma questão de escolha. Quem tem um coração Corinthiano, quando percebe, já comemorou! A quem sente ou sentiu vergonha, sinto muito informar, mas não é um Corinthiano autêntico, não. E, com certeza, não faz parte do côro: “Sou louco por ti, CORINTHIANS” !

    Não passa pela cabeça de vocês que, se o CORINTHIANS (supostamente) tivesse perdido este campeonato, o Brasil inteiro estaria gozando com a nossa cara? Não percebem que os anti-Corinthianos estariam todos comemorando nossa derrota??? Pôxa, gente, se durante o campeonato torcemos tanto, fomos aos estádios, gritamos feito loucos (que somos), choramos, vibramos... Agora, que nosso Time ganha o campeonato, e por antecipação ainda, temos que nos calar????? (nem morta!!!)

    A “diretoria do clube” não quer comemoração. Até entendo, ela é a culpada por estarmos nesta situação. Não importa se os componentes hoje são outros; continua sendo a diretoria do clube e, por esta atitude, só me resta acreditar que eles estão lá, mas não vestem nossa camisa. Quem veste esta camisa, senhores, pode até sentir vergonha dos dirigentes de seu clube, mas jamais sentirá vergonha de comemorar uma vitória do Coringão, mesmo que seja num campeonato de bolinha de gude.

    Sou Corinthiana, com “C” maiúsculo, e quero deixar aqui registrado que estou extremamente feliz e comemorando, sim, a vitória do CORINTHIANS, na segunda divisão do campeonato brasileiro, neste mês de novembro do ano de 2008, com muita honra!



    Sueli Benko


    6 de nov. de 2008

    BAR DA RUIVA

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    Barack Obama? ... Dólar subindo?... Bolsa despencando? ... Acidente na Marginal ? ... Nada, nada disso me importa hoje. Nenhuma dessas notícias vão prender minha atenção! (nem a derrota do Palmeiras ontem ...hehehe).
    Sabem por que?

    Porque só o que toma conta de meus pensamentos desde ontem à noite é a notícia de que o BAR DA RUIVA foi reinaugurado ontem!!!! E está de endereço novo!

    É o melhor bar deste mundo! Ali, podemos chegar a hora que quisermos, pois funciona de 24 a 25 horas por dia e basta um “click” aqui: http://bardaruiva.zip.net/ . Pronto, já estamos lá! Ali sempre tem um colo, um ombro, alguém que nos escuta, que nos ama, que nos acolhe ... Ali também escutamos, amamos, acolhemos. Sim, porque ali percebemos que não estamos sós neste mundo com nossos problemas; ali, identificamo-nos um com o outro e também dividimos nossas alegrias. Aquele é o único bar onde podemos beber a noite inteira sem nos tornarmos alcoólatras e sem precisarmos do “motorista do dia” para nos trazer de volta para casa.
    Sei que a maioria dos amigos que freqüentam este meu cantinho já conhecem o BAR DA RUIVA, mas, aos que ainda não conhecem, fica aqui o convite para fazer parte da “tchurma”. Todos, com certeza, serão muito bem recebidos.

    E tem mais: ele é meu afilhado! Sou a dinda mais feliz do mundo e minha comadre Ana Luiza é uma das melhores amigas que este mundo pode nos oferecer!

    Analuuuuuuuu ... espero que desse bar você nunca mais se ausente, mas, se um dia precisar fazê-lo, nós, seus amigos de verdade, tomaremos conta e não deixaremos que ele feche suas portas nunca! Ficaremos esperando pela sua volta, assim como sempre fizemos. Sabe por que? Porque nosso amor por você é verdadeiro e quem ama de verdade, não abandona o ser amado NUNCA!
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    Beijo grande para todos e agora tchau, porque, apesar da hora, vou dar uma passadinha lá no bar para cumprimentar minha amiga ...!


    Sueli
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    3 de nov. de 2008

    Na hora da volta ...


    Uma viagem de trabalho (regada a grandes passeios) ao sul de Portugal. Oito dias que passaram tão rápido ... Por que será que todas as coisas boas parecem ter pressa de chegar a algum outro lugar? Esta última semana foi para mim, um presente do céu. Passeando pela região de Lagos, realizei um sonho meu de criança: visitar cavernas marinhas e navegar por entre falésias, assim como eu assistia nos filmes de piratas.


    Uma visita à cidade de Sagres, no extremo sul de Portugal, com suas encostas desenhando paisagens incríveis, arrematou a série de tudo que eu desejava conhecer na região do Algarve. Caminhar pela Escola de Navegação, fundada pelo infante Dom Henrique, parecia fazer-me voltar no tempo. Construída em local estratégico e privilegiado, oferece aos seus visitantes a possibilidade de se deslumbrar com o belo desenho das encostas portuguesas.


    Na volta, um dia e meio reservado para passear em Lisboa. Ah! Minha Lisboa querida. Foi o primeiro lugar em Portugal onde coloquei os pés, há alguns anos atrás. Pensei que de lá já conhecesse tudo, mas ao visitar o Castelo de São Jorge, descobri que ainda não conhecia Lisboa. No ponto mais alto da cidade, pude vê-la quase por inteiro.


    Cada pedra parecia contar uma história. E cada original pedra continuava ali, firme forte, sem desgaste. Pensei em como seria um coração de pedra... Acredito que bem melhor que um de gelatina (como o meu).

    Uma viagem toda feita com ingredientes de saudade.

    Agora, encontro-me no aeroporto, aguardando pela minha hora de embarcar. Ei! Eu deveria estar triste, mas flagro-me lotada de uma felicidade incrível. Apesar da saudade que ficará desta terra encantada, a saudade que sinto dos meus filhos, das minhas netas, dos meus pais, dos meus amigos, da minha casa, do meu trabalho e de alguns “alguéns” especiais, é bem maior do que qualquer outra.


    Descubro que sou realmente feliz quando me vejo muitíssimo bem ao retornar à minha vida normal.

    Sueli Benko
    (Aeroporto de Lisboa - 06/10/2008)

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    2 de nov. de 2008

    Reflexões (ainda em Portugal ...)

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    Observando o mar ...

    Através de inúmeras experiências que somente o tempo me permitiu analisar, percebi que a vida costuma me recompensar quando está feliz comigo. É claro que também há o reverso da medalha. Quando precisa ensinar-me algo e encontra em mim, resistência em aprender, não desiste. Se não aprendo numa boa, usa métodos mais rígidos, que provocam em mim, aquilo que costumo chamar de “sofrimento”.

    Por vezes, tentei fugir das lições e cheguei a acreditar que havia enganado a vida. Mera ilusão. Ao pegar o boletim, lá na frente, descobria que teria de “repetir o ano”, ou seja, fazer (ou passar) tudo de novo, porém, com professores e métodos mais rigorosos, com muito mais lições de casa e sem chance de passar direto. Nesses casos sempre há a prova final (pior que vestibular).

    Depois que percebi esse esquema, deixei de fugir das lições de casa. Procuro fazê-las o mais depressa possível e, se precisar, não me envergonho de pedir ajuda. Já aconteceu também de, por muitas vezes, eu tentar pular alguma etapa e fazer as lições antecipadamente, por conta própria. Tse, tse, tse ... não deu certo. Após uma lição aprendida, no seu devido tempo, há uma recompensa e, quando a lição é dada pela vida, a recompensa vem assim, como costumo dizer, “redondinha”. Tudo se encaixa, tudo é perfeito. Mas, quando planejo minha própria recompensa, vejo o quanto ainda tenho que aprender.

    Está tudo tão perfeito aqui ... agora ...


    Dividindo com os amigos

    Atravessei um oceano para chegar aqui. Agora, olhando para o sol, vejo que este sol é o mesmo que ilumina todos os meus amigos que estão lá do outro lado. Vejo-os todos, desfilando um a um no meu pensamento.

    Sol, diga a todos eles o quanto os amo! Diga-lhes também, o quanto desejaria que eles pudessem estar aqui comigo neste momento, desfrutando deste pequeno pedaço de paraíso. Se eles aqui estivessem, eu poderia dizer que tudo está mais que perfeito...

    Sueli Benko

    (Sagres – Portugal - 04/10/2008)

    1 de nov. de 2008

    Amor, velho amor ...

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    Desejo um amor feito o vinho
    Que, embora seja doce, o tempo lhe transforme
    Que, ao prová-lo, eu possa sentir
    a magia que o tempo lhe proporcionou.

    Desejo um amor, que como o vinho,
    Mantenha sua doçura genuína,
    Mas que ofereça muito mais que sua doçura original.

    Desejo tocá-lo com as mãos e descobrir suas formas.
    Desejo desnudá-lo e provar da sua essência...
    Cheirá-lo e que seu aroma me desperte...
    Que seja uma inspiração.

    Desejo tê-lo em minha boca e degustar o seu sabor.
    Que ele adentre o meu corpo
    e eu sinta o calor desta invasão.

    Desejo desfrutar este momento...
    Fechar os olhos e sentir...
    Lenta e profundamente esse ritual de prazer.

    E que, ao abri-los, eu descubra que posso repetir,
    que cada gole sirva para me aflorar ainda mais.
    E que, ao sorvê-lo, eu me sinta ao mesmo tempo,
    mais viva e mais envolvida.

    Desejo ser embriagada.
    Desejo a insensatez, a loucura e o suor
    provocados pelo vinho, tal qual pelo amor.

    Engolir até a última gota e, ainda assim, me saber inteira!
    E então, depois de desnudado e consumido,
    quero a mesma marca, mas sempre uma nova safra.

    E ao voltar à lucidez, é provável que eu sinta dor...
    Talvez a saudade deixe lágrimas em meus olhos,
    mas levarei na alma para sempre,
    a certeza de que foi amor!

    Rosana Braga
    (do livro: “Amor sem Regras para Viver”)
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