28 de jan de 2010

Não sei se o que escrevo ...

Não sei se o que escrevo teus olhos visitam ou se a distância que nos separa te envolve com o esquecimento. Não sei se a lembrança dos nossos momentos mais sublimes conseguiriam abrir uma brecha nessa nuvem de indiferença que parece ter se acercado de ti... Não sei se ainda sabes o quanto te quero e não sei também se ainda me queres... Não sei nem se deveria acreditar na tua volta...

Há uma lua que sabe onde estás, mas não sei se por indiferença ou por compaixão, tem evitado me encontrar. Em seu lugar, cai a chuva... Chove, chove muito lá fora. Talvez, seja o pranto da lua que, por ter sido madrinha deste amor tão puro, esteja triste por ver-te tão longe e esteja chorando seu pranto mais triste. Ou, quem sabe, esteja chorando de alegria porque também te ama e prevê tua volta...

Eu, que fiz de minha janela meu porto, olho para o horizonte em busca de sombras, mas o que vejo é apenas a chuva e a paisagem vazia. E enquanto tento estudar as lágrimas da lua, escolho acreditar que voltarás um dia...
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Sueli Benko
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(Imagem: http://lazycat66.blogspot.com)

20 de jan de 2010

Paz é ausência de drama

Paz é ausência de Drama. Drama é opcional.
(Kalunga)

Imagem copiada de http://www.dubiella.com.br/page/3/

Ouvi essa frase hoje cedo e logo anotei para não esquecer. Sempre achei que paz é como o amor: a gente sente, não explica. Nunca soube ao certo explicar a alguém o que eu pensava que fosse a “paz”. Mas, com apenas três palavras – “Ausência de Drama” – o autor definiu exatamente o que eu concordo que seja.. No meu entendimento, não poderia haver melhor definição. E ele ainda continua... “Drama é Opcional”.

Há algum tempo atrás eu teria minhas dúvidas quando a esta última afirmação, mas hoje não tenho mais. Decidi tornar-me inimiga ferrenha de qualquer “drama” que possa chegar até mim e, por outro lado, sinto que ele (o drama) também não faz muita questão de ter minha companhia. É claro que não fico indiferente aos grandes dramas da humanidade, não é isso, mas no que se refere ao que me circunda, armei uma corrente de isolamento contra eles e tem funcionado.

Você pode até me dizer: “Ah, mas isso não é fácil, queria ver você (eu) no meu lugar!” – Eu apenas responderia: “Pois eu também gostaria de ver você no meu!”... rs.

Sueli Benko

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5 de jan de 2010

Saudade ...


Todo mal deveria ser castigado? ...
Que pena aplicar a quem me faz sentir saudade?
Se poder eu tivesse, mandaria trazer algemado
quem é capaz de tanta crueldade,
jogaria a chave da algema no espaço
e o prenderia aqui, juntinho de mim
bem no meio do meu abraço...
(Sueli Benko)
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